Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

Imagem
Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Caixa da alma - espaço mínimo para máximo convívio

De quanto espaço precisamos realmente para estar em contato com a natureza e tudo o que nos cerca? É o que procura responder este curioso projeto. O conceito usado é o de usar a Arquitetura para resgatar esse convívio e essa consciência, principalmente em tempos de super exposição à informação.

"You must recover your awareness of the physical world. Architecture may be a tool to emphasize our senses and sharpen our consciousness of reality, which tends to be erased by speed and over-information.“

Didier Faustino

Com o que os autores chamam de Caixa da Alma - e eu embarquei na poesia da definição - chegamos a um volume mínimo, mas que abarca uma funcionalidade bem expressiva e que permite uma convivência máxima. Um olhar sobre o meio ambiente e ao mesmo tempo o necessário recolhimento para o olhar sobre si mesmo. 
 

Um mirante, um local de pesquisa para duas pessoas. E mesmo duas parece muito se olharmos o pequeno volume na paisagem. Mas esse mínimo inclui um dormitório, um local para sentar e ler e para comer. E principalmente para observar. Uma construção que se abre ao entorno e mescla os espaços internos e externos com muita harmonia. 

 

Projetada de maneira modular, pode ser transportada e reproduzida em vários locais, podendo ser montado e desmontado várias vezes. Um sanduíche de estrutura de madeira, com isolamento em fibra de vidro e revestimento externo em painéis de plástico respondem pela estrutura e fechamento.
 
 
 
 


Projeto e imagens : Allergutendinge

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

10 motivos para NÃO fazer arquitetura

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia