Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Projeto Open Source usando terra ganha concurso de arquitetura - Sankofa House

Mostrar que a arquitetura de terra pode ser bela e ressaltar a sua potencialidade é o mote do Mud Design House de 2014, um concurso internacional para recém formados e estudantes cujo desafio era: criar
 uma unidade unifamiliar de cerca de 30 x 40 pés em um terreno de 60 x 60 pés para ser construído pela máxima utilização da terra e da mão de obra local na região Ashanti de Gana.  


O custo máximo? U$ 6.000,00 fora a terra. E qual o objetivo? Mostrar que a construção com terra, material abundante na região, são viáveis tecnicamente e podem ser feitos de maneira econômica e com bons projetos. E com isso resgatar essa técnica milenar que hoje tem o estigma local de ser uma arquitetura ruim e para os mais pobres. E outro mote é que os projetos apresentados são colocados à disposição de todos (Open Source) para que possam ser usados, analisados e melhorados. 

O projeto que venceu é a
Sankofa Casa, projeto do estúdio francês Mamoth.



A concepção do projeto vencedor levou em consideração aspectos climáticos do país, ao optar pela solução de casas que possam ser ampliadas, onde dois volumes são ligados por um pátio coberto que atende ao convívio social da família.  



As paredes de adobe (ou terra) tem um isolamento do exterior por uma moldura de madeira. O telhado usa uma camada dupla de fibras naturais que tem dupla função: age como filtro e garante sombra, indispensável em um clima quente. Para conseguir captar a água da chuva, calhas metálicas são usadas entre os telhados, e levadas para um tanque no pátio, uma solução que lembra a herança cultural arquitetônica da região (Ashanti)


  
Vejam AQUI os outros vencedores. 
Leia AQUI sobre construção natural em barro

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