Pular para o conteúdo principal

Biblioteca mineira em Bambu - um projeto de saber para o futuro

Essa biblioteca em bambu conheci por indicação de uma colega - a arquiteta Cris Haas. Além de adorar trabalhos com bambu e já ter escrito algumas postagens sobre o uso deste material (veja AQUI), o nome homenageia um grande brasileiro por quem tenho a maior admiração, Milton Santos.

Descobri que esse trabalho faz parte do Projeto Ravena 30 da BAMCRUS uma OSCIP mineira que procura gerar renda e trabalho para populações mais carentes através do conhecimento e uso do bambu como material viável para variadas aplicações. O projeto se propõem a estimular o cultivo de árvores nativas em consórcio com bambu para que num futuro próximo possa haver uma oferta dessa matéria prima no mercado mineiro, contribuindo assim com a melhoria econômica dos produtores. Pretendem também divulgar a Política Nacional de Incentivo ao Manejo Sustentado e ao Cultivo do Bambu. O Projeto ainda visa a Educação para uma Cultura de Sustentabilidade através de uma parceria com escolas públicas e a formação de mão de obra especializada para trabalhar com o material através da oferta de cursos.

Foi em um desses cursos que foi construída a primeira biblioteca pública da comunidade de Ravena, MG, usando bambu, energia solar, captação de água da chuva, sanitário seco e paredes de terra crua. Segundo o site do curso se trata de uma "iniciativa da sociedade civil a ser realizada com recursos próprios. Uma obra social, educativa e cultural, para desfrute e empoderamento comunitário, sem a utilização de recursos públicos ou patrocínio de qualquer empresa. Sendo o projeto arquitetônico de autoria de Eric Crevels, estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFMG, que decidiu, com o apoio e orientação das Professoras Dra. Silke Kapp e Dra. Margarete Maria de Araújo Silva, fazer do seu TCC – Trabalho de conclusão de curso, a realização de uma obra ancorada em processos construtivos sustentáveis."
Obra pronta
Na fanpage da Cerbambu podemos ver fotos da obra pronta e na de Lúcio Ventania as fotos dos detalhes construtivos da construção da biblioteca durante o curso.  
Maquete digital do interior do projeto

Fotos da construção
Obra pronta


Maquete digital da Biblioteca

E por fim meus parabéns aos idealizadores, aos autores e participantes deste projeto que resultou em uma obra bela, sustentável e que homenageia uma grande brasileiro. E que vai ter uma função nobre, levar cultura e conhecimento em forma da viagem pelos livros.   

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Slim Fit, uma micro casa que tem muito espaço

  Uma micro casa vertical de 50m², vencedora do Design Awards 2018 na cateHabitat, chamada de SLIM FIT House pela arquiteta portuguesa radicada na Holanda, Ana Rocha , é uma proposta de moradia permanente para pessoas que moram sós nas grandes cidades. Segundo o site da arquiteta, a micro-residência, que ocupa menos que duas vagas de estacionamento, tem como conceito ser projetada " para o grupo crescente de solteiros que preferem a localização ao invés do tamanho, e que desejam viver de forma compacta, mas confortável, durável, cheia de identidade e, acima de tudo, centralmente em contextos urbanos." A casa vertical joga bem com a equação sensação de espaço e economia de metragem. Setoriza área de alimentação, refeições e despensa no térreo. Uma escada, sutilmente mesclada a um armário estante faz a ligação aos outros andares. No segundo, um estar e dormitório e banheiro no terceiro.     Fotos: Christiane Wirth Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Faceboo

Transformando um problema em solução - impressão 3D

Uma cabana feita com impressão 3D usando concreto e uma madeira que era imprestável, porque destruída por um inseto invasor, é o projeto realizado pelos professores de arquitetura, Leslie Lok e Sasa Zivkovic, da Cornell University. O Emerald Ash Borer é um besouro que ataca bilhões de freixos em todos os Estados Unidos e as inutiliza para o uso comercial. fazendo com que as árvores infestadas sejam queimadas ou simplesmente largadas como refugo. Foi pensando neste problema que os pesquisadores da HANNAH chegaram a essa solução de aproveitamento da madeira para construção. Para tanto construíram uma plataforma robótica para processar essa madeira que seria descartada. Como isso foi feito? Usando um braço robótico que antes construía carros e foi adaptado para dar forma à madeira, aliado a um sistema de impressão 3D que usa uma quantidade mínima necessária de concreto. O resultado? Fotos: HANNAH / Andy Chen / Reuben Chen Nos siga também nas redes sociais Twitter   Flipboard   Facebook  

John Lautner - um arquiteto que aliou beleza à funcionalidade

Walstrom House Gosto de pesquisar casas com um toque de aconchego e que possam servir de inspiração para futuras residências compartilhadas com amigos , e esta imagem me chamou a atenção no  pinterest . Pensamos em algo no estilo Tiny Houses , mas não descartamos ideias incríveis como as desta casa. Olhando o interior, me apaixonei e fui em busca de mais informações sobre ela e seu autor. Foi assim que descobri John Lautner .   Walstrom House - foto de Jon Buono Esta casa de madeira, batizada de Walstrom House, foi construída em 1969, em Santa Monica, na Califórnia. Seu arquiteto foi  John Lautner , um dos primeiros aprendizes de Frank Lloyd Wright, no primeiro grupo de Taliesin Fellows. Nascido em 1911, e sendo sua mãe, Catheleen Gallagher, desenhista de interiores e talentosa pintora, a teve como influência na sua opção pela arquitetura.  Sua carreira foi marcada por grandes aprendizados. Além do mestre FLW, também manteve parcerias com Samuel Reisbord, Whitney R. Smith e Douglas H

Redes sociais, o aprendizado e as interações perdidas e achadas

Sim que a vida digital trouxe uma série de vantagens em nossas vidas. Posso ser jurássica e em muitos casos, ainda analógica, mas amo uma interação social e profissional virtual. Um dos grandes locais onde conheci vários amigos super queridos, profissionais, que tanto me acrescentaram, foi o grupo de Arquitetura do Yahoo. Lembro até hoje quando li em uma revista de arquitetura sobre ele, me inscrevi e lá estava eu no meio de debates de todas as matizes e locais. Por isso senti profundamente quando os grupos daquela plataforma foram extintos.  Leia também  Nuvem passageira Por sorte, também sou acumuladora em redes virtuais . Meu espaço de email guarda uma série de debates desde 2005. Às vezes volto a eles e constato o quanto tem de assuntos relevantes, inclusive para os dias atuais. Fazendo uma breve reflexão tendo a pensar que, nesses 15 anos de interação virtual e convivência em redes, perdemos muito em profundidade de debates, embora tenhamos crescido em possibilidades. Lógico que f