MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Arquitetura rebelde para tempos de crise

Soluções radicais e revolucionárias surgem em momentos de crise. É o que  nos mostra o trabalho de um arquiteto espanhol, considerado por alguns até como subversivo porque trabalha no limite (e além dele) da legalidade enquanto leis e normas. Seu nome? Santiago Cirugeda que tem dedicado sua carreira à recuperação de espaços urbanos para o público.


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Através de trabalhos de autoconstrução e com coletivos do país ele e sua equipe tem transformado locais abandonados em centros culturais vivos e atuantes, construído escolas em locais onde outros arquitetos não aceitaram e tudo isso em um país em que há um excedente imenso de construções vazias, na ressaca de um período de bolha construtiva. As facilidades de outrora minguaram e embora se diga que a Espanha começa a se recuperar, as dificuldades para as pessoas ainda são grandes. Segundo o arquiteto Cirugeda, "em tempos de crise, as pessoas se reúnem para encontrar soluções coletivas."
  
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Seus projetos são feitos com material disponível, alguns doados, muitos reciclados, unindo a disponibilidade com a habilidade da mão de obra. Seu foco, mais que a badalada questão estética que, segundo ele, virou obsessão na arquitetura moderna, é a função social. Ele não se importa que rotulem de feios seus projetos já que eles transcendem essa questão. São feitos para necessidades das pessoas.




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No video abaixo um pouco dele por ele mesmo e exemplos de suas lutas, em especial a tarefa de salvar uma enorme fábrica de cimento abandonada, e transformá-la em um centro cultural vibrante.

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