Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Arquitetura rebelde para tempos de crise

Soluções radicais e revolucionárias surgem em momentos de crise. É o que  nos mostra o trabalho de um arquiteto espanhol, considerado por alguns até como subversivo porque trabalha no limite (e além dele) da legalidade enquanto leis e normas. Seu nome? Santiago Cirugeda que tem dedicado sua carreira à recuperação de espaços urbanos para o público.


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Através de trabalhos de autoconstrução e com coletivos do país ele e sua equipe tem transformado locais abandonados em centros culturais vivos e atuantes, construído escolas em locais onde outros arquitetos não aceitaram e tudo isso em um país em que há um excedente imenso de construções vazias, na ressaca de um período de bolha construtiva. As facilidades de outrora minguaram e embora se diga que a Espanha começa a se recuperar, as dificuldades para as pessoas ainda são grandes. Segundo o arquiteto Cirugeda, "em tempos de crise, as pessoas se reúnem para encontrar soluções coletivas."
  
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Seus projetos são feitos com material disponível, alguns doados, muitos reciclados, unindo a disponibilidade com a habilidade da mão de obra. Seu foco, mais que a badalada questão estética que, segundo ele, virou obsessão na arquitetura moderna, é a função social. Ele não se importa que rotulem de feios seus projetos já que eles transcendem essa questão. São feitos para necessidades das pessoas.




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No video abaixo um pouco dele por ele mesmo e exemplos de suas lutas, em especial a tarefa de salvar uma enorme fábrica de cimento abandonada, e transformá-la em um centro cultural vibrante.

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