Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Arquitetura rebelde para tempos de crise

Soluções radicais e revolucionárias surgem em momentos de crise. É o que  nos mostra o trabalho de um arquiteto espanhol, considerado por alguns até como subversivo porque trabalha no limite (e além dele) da legalidade enquanto leis e normas. Seu nome? Santiago Cirugeda que tem dedicado sua carreira à recuperação de espaços urbanos para o público.


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Através de trabalhos de autoconstrução e com coletivos do país ele e sua equipe tem transformado locais abandonados em centros culturais vivos e atuantes, construído escolas em locais onde outros arquitetos não aceitaram e tudo isso em um país em que há um excedente imenso de construções vazias, na ressaca de um período de bolha construtiva. As facilidades de outrora minguaram e embora se diga que a Espanha começa a se recuperar, as dificuldades para as pessoas ainda são grandes. Segundo o arquiteto Cirugeda, "em tempos de crise, as pessoas se reúnem para encontrar soluções coletivas."
  
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Seus projetos são feitos com material disponível, alguns doados, muitos reciclados, unindo a disponibilidade com a habilidade da mão de obra. Seu foco, mais que a badalada questão estética que, segundo ele, virou obsessão na arquitetura moderna, é a função social. Ele não se importa que rotulem de feios seus projetos já que eles transcendem essa questão. São feitos para necessidades das pessoas.




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No video abaixo um pouco dele por ele mesmo e exemplos de suas lutas, em especial a tarefa de salvar uma enorme fábrica de cimento abandonada, e transformá-la em um centro cultural vibrante.

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