Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Olhando pela janela (II)

Hoje me deu vontade de usar meu sábado de maneira ociosa. Ou quase. Fim de semana sem trabalhar não faz parte da rotina de arquitetos. De arquitetos blogueiros muito menos...Sempre tem um projeto, um orçamento, algo que precisa ser estudado, uma postagem que tem que ser feita e isso exige pesquisa. E tempo.

Tempo, tempo, tempo. Existe algo mais valioso nesses nossos tempos? Rico é quem pode dispor do seu tempo para fazer algo que lhe faça feliz. 

Pois fui fazer isso. Reavivei minha máquina de fotografia. Para mostrar o quanto ela é antiga, cada vez que eu tiro uma foto, quero postar na rede. Sim, ela é digital. Não, ela não é conectada.

Por falar em conexão sinto uma necessidade de administrar o tempo que passo na rede. Coisa muito, muito complicada já que trabalho com o computador. Passar do CAD para a rede social é como tomar um cafezinho. Um intervalo necessário. O problema é quando a necessidade de saber o que se passa se torna imperiosa. Fome de informação. Existe essa patologia? Deve existir, todo mundo sofre dela. Tá, quase todo mundo. Eu acho.  

Enfim, hoje li, vi o jogo (não deveria ter visto, mas o twitter me manteve nele....). Olha eu aí de novo conectada. Mas tá, não trabalhei. E nem ia escrever uma postagem hoje. Nada de pesquisa, nada de casas ou interiores. Mas....quem sabe minha cidade... Minha vista de janela. Meu olhar sobre o entorno que me cerca e que é tão bonito.

Assim lhes deixo com a minha Porto Alegre. Com o olhar da minha janela.

Rua Gonçalo de Carvalho - a mais bonita do mundo

Por do sol de Porto Alegre
Porto Navegantes

Nascer do sol com a chaminé da antiga Brahma

População que acreditava na seleção

Super Lua

Fotos : Elenara Stein Leitão

Comentários

  1. É... esse tempo e a organização dele, é um desafio. Tb fiz coisas diferentes ontem, do que sentar pra escrever um artigo pendente ou produzir em meu atelier...! E é bom, recarrega energias. Lindas tuas fotos da nossa cidade... Abs.

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  2. Pois é Marion, momentos assim são tão preciosos e não custam nada, e faz tão bem pra gente! Obrigada por comentar! Abraços

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