Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Lugar de mulher é onde ela quiser - na construção civil também

Quando a gente vê uma obra pronta, um ambiente bonito e bem acabado nem sempre se dá conta da trabalheira que isso dá. E quando se dá conta, sempre pensa em muita poeira, muita força bruta e mãos calejadas. Mas como todo setor de trabalho, a indústria da Construção Civil é local de mulher sim. Inclusive no canteiro de obras. 

Não somos apenas arquitetas, engenheiras, designers que conquistamos nosso espaço fazendo projetos, acompanhando obras, especificando, mandando e detalhando. Também no pegar a mão na massa (literalmente) a presença feminina se faz cada dia mais presente. E mantendo o charme sim que mulher é multitarefa por natureza e essa qualidade é super bem vinda nesse setor.  


“A mulher tem mais capacidade que o homem em ser multitarefa. Elas se destacam na própria ação do engenheiro, que acompanha várias frentes de trabalho ao mesmo tempo. E também se sobressaem em serviços que exigem cuidados mais elaborados e atenção para detalhes.”Marcello Zappia - Diretor da Tecnisa
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Embora ainda representem uma pequena parcela da mão de obra disponível, essa participação vem crescendo, também embalada pelo boom que o setor teve nos últimos anos. Me recordo que quando me formei, na década de 80, a presença de mulheres nos canteiros era rara como executantes. E já éramos um numero bem expressivo nas faculdades. Hoje ninguém estranha uma mulher de capacete e botinas mandando em uma obra. Já executando...
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Mas esse quadro tende a mudar com a oferta de cursos de aperfeiçoamento para mão de obra feminina - e um exemplo é o projeto Mão na Massa  que oferece qualificação social e profissional com aprendizagem teórica e prática. E a prática é realizada com obras de melhorias em entidades sociais e espaços comunitários. Uma maneira de empoderamento e resgate de mulheres em situação de vulnerabilidade social.
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Em uma rápida pesquisa para escrever esse pequeno toque sobre o tema, achei um dado bem interessante. Segundo ele, a construção civil é um setor onde as mulheres recebem na entrada, em média, um salário superior aos dos homens. Um dos únicos aliás.  
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Ou seja, um setor de potencialidades, onde a presença feminina pode trazer vantagens para todos. Quem trabalha em obras sabe da dificuldade de achar uma mão de obra qualificada e caprichosa. E este caprichosa tem muito a ver com sustentabilidade porque mão de obra caprichosa em geral não desperdiça, não faz tanto retrabalho porque executa bem logo.


E quero acabar com essa imagem. Sabemos que a Construção Civil ainda é um setor onde a presença masculina prepondera. É considerado por muitos como um setor machista. E é. Por isso achei bem pertinente lembrar que Lugar de mulher é onde ela quiser.
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Autor : Elenara Leitão

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