A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós
Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...




Gostei muito do teu texto e da poesia do Pablo. Depois que conheci La Chascona em Santiago me sinto tão intima do mestre da poesia que o chamo de Pablo. A casa em Santiago do Chile que Pablo construiu (1953) para viver seu amor com Matilde teve Projeto e execução do arquiteto Catalão German Rodrigues Arias, mas foi uma criação do Mestre. O que interessava a ele eram os ambientes internos onde espaços e tempo se fundiram. (assim entendeu essa que vos fala e que pensa em espaço/tempo como uma coisa só). A amiga Tereza
ResponderExcluirTeca,
ResponderExcluirAdorei a tua visão da casa de Neruda! Não te animas a escrever mais e mandar fotos? Ia adorar publicar aqui no blog! Espaço / tempo como uma unidade ou uma sintonia, nunca me debrucei sobre isso. Vou pensar. Beijos