Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Espaços brancos acalmam


Sabem aquele dia em que a mente se recusa a trabalhar? Neurônios em greve? A gente espreme, espreme e nada. Deu branco!

Faz sentido. O ano foi intenso, a semana foi vibrante, muitas informações, muitas emoções, muito de muito. A cabeça precisa de um tempo para assimilar e gerar sentido próprio.

E então me lembrei do branco. O branco inspira. O branco é belo. O branco acalma.
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A cor branca (branco ou alvo 1 ) é a junção de todas as cores do espectro de cores. É definida como "a cor da luz", em cores-luz, ou como "a ausência de cor", em cores-pigmento. É a cor que reflete todos os raios luminosos, não absorvendo nenhum e por isso aparecendo como clareza máxima. Wikipédia
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Interessante como ambientes em que o branco predomina parecem falar por si sós. Eles não precisam de muita explicação. São luminosos. Qualquer elemento que se coloque nele se reveste de uma significância elegante.
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Eles quase nunca são datados. Quase sempre me parecem atemporais. Clássicos. Limpos. Branco é quase sinônimo de minimalismo. O quase vem da (quase) certeza que não existem verdades absolutas na vida. Tudo é relativo como bem disse aquele físico alemão que adorava botar a língua para os enxeridos de  plantão. Bem que ele fazia. O mundo não é para ser levado tão a sério. Nem o quântico.  
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Voltando ao tema do momento. Branco. Vejam que coisa mais incrível o efeito que essa escada de madeira faz nesse ambiente todo branco. Se houvesse cores e maiores informações, ela seria mais um elemento. Aqui não. Ela é O ELEMENTO principal.
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E aí entendi porque o branco me acalma. Ele me faz fundo para que eu foque. Ele me permite pinçar aqui e ali o que de relevante a vida me faz realçar nesse momento. Preciso desses momentos de inspiração no nada para poder trabalhar. Seja projetando, seja escrevendo uma postagem. Nada sai de mim que eu não acredite. Não consigo falar, defender ou escrever sobre algo que não me motive. Que não em empolgue, que não me apaixone. 
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O branco é como uma tela. Pronta. Perfeita. Esperando que a energia se volte ao essencial e saia em forma de criação. Por isso espaços brancos me acalmam. Por isso folhas em branco me fascinam. Por isso adoro os começos!

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