MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Terreno estreito mas a casa é ampla

Óbvio que se fala de terreno estreito e amplos espaços internos em 90% dos casos estarei aqui me referindo às casas japonesas. Não é de hoje que aprendi a admirar como conseguem usar essas proporções de espaços internos e externos e sabem jogar com a iluminação interna para garantir amplidão e muita sensação de luz.
Esse o terreno. Mais um desafio para uma criativa equipe de arquitetos, a Imal / Katsutoshi Sasaki Arquitetos. 

AQUI já tinha mostrado um projeto bem interessante deles, uma casa que teve a forma motivada pelos ventos da região.

Nós vivemos nos queixando do reduzido espaço de nossas casas, mas se formos analisar como usamos o espaço interno veremos que somos culturalmente um povo bem mais acumulador que o japonês. Nessa casa que é feita sobre uma planta de 2,00 x 3,00 podemos ver espaços fluídos, apesar do terreno estreito. Observem que além das cores claras, da luz interna abundante, há poucos móveis, há poucas referências em paredes e muito pouca variedade de revestimentos. 
É como se o espaço interno fosse coadjuvante das ações de quem vai ali morar. E interagisse com as funções quando elas se fizerem presentes. Comer, dormir, lazer parece que se mesclam em um amplo local de convívio e estar. 
Esquadrias bem colocadas para proporcionar luz e ventilação, terraços e jardins estrategicamente postados ajudam na fluidez dos espaços.
Dica do Massimo Castoldi 

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