Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Terreno estreito mas a casa é ampla

Óbvio que se fala de terreno estreito e amplos espaços internos em 90% dos casos estarei aqui me referindo às casas japonesas. Não é de hoje que aprendi a admirar como conseguem usar essas proporções de espaços internos e externos e sabem jogar com a iluminação interna para garantir amplidão e muita sensação de luz.
Esse o terreno. Mais um desafio para uma criativa equipe de arquitetos, a Imal / Katsutoshi Sasaki Arquitetos. 

AQUI já tinha mostrado um projeto bem interessante deles, uma casa que teve a forma motivada pelos ventos da região.

Nós vivemos nos queixando do reduzido espaço de nossas casas, mas se formos analisar como usamos o espaço interno veremos que somos culturalmente um povo bem mais acumulador que o japonês. Nessa casa que é feita sobre uma planta de 2,00 x 3,00 podemos ver espaços fluídos, apesar do terreno estreito. Observem que além das cores claras, da luz interna abundante, há poucos móveis, há poucas referências em paredes e muito pouca variedade de revestimentos. 
É como se o espaço interno fosse coadjuvante das ações de quem vai ali morar. E interagisse com as funções quando elas se fizerem presentes. Comer, dormir, lazer parece que se mesclam em um amplo local de convívio e estar. 
Esquadrias bem colocadas para proporcionar luz e ventilação, terraços e jardins estrategicamente postados ajudam na fluidez dos espaços.
Dica do Massimo Castoldi 

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