Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Terreno estreito mas a casa é ampla

Óbvio que se fala de terreno estreito e amplos espaços internos em 90% dos casos estarei aqui me referindo às casas japonesas. Não é de hoje que aprendi a admirar como conseguem usar essas proporções de espaços internos e externos e sabem jogar com a iluminação interna para garantir amplidão e muita sensação de luz.
Esse o terreno. Mais um desafio para uma criativa equipe de arquitetos, a Imal / Katsutoshi Sasaki Arquitetos. 

AQUI já tinha mostrado um projeto bem interessante deles, uma casa que teve a forma motivada pelos ventos da região.

Nós vivemos nos queixando do reduzido espaço de nossas casas, mas se formos analisar como usamos o espaço interno veremos que somos culturalmente um povo bem mais acumulador que o japonês. Nessa casa que é feita sobre uma planta de 2,00 x 3,00 podemos ver espaços fluídos, apesar do terreno estreito. Observem que além das cores claras, da luz interna abundante, há poucos móveis, há poucas referências em paredes e muito pouca variedade de revestimentos. 
É como se o espaço interno fosse coadjuvante das ações de quem vai ali morar. E interagisse com as funções quando elas se fizerem presentes. Comer, dormir, lazer parece que se mesclam em um amplo local de convívio e estar. 
Esquadrias bem colocadas para proporcionar luz e ventilação, terraços e jardins estrategicamente postados ajudam na fluidez dos espaços.
Dica do Massimo Castoldi 

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