A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

Imagem
Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Inspirações na natureza ajudam a construção

Já falei aqui sobre a Biomimética que é uma área onde a ciência procura aprender com a natureza. Pois agora li uma noticia super interessante sobre uma pesquisa na Universidade de Toronto onde um professor de engenharia Ben Hatton está estudando como diminuir os vazamentos de energia nas janelas através de recursos existentes na natureza, o que significa uma economia substancial nos custos de manutenção do conforto dentro das edificações.

Segundo os pesquisadores 
"os nossos resultados mostram que uma rede vascular artificial dentro de uma camada transparente, composta por canais de micrômetro a uma escala milimétrica e estendendo-se sobre a superfície de uma janela, apresenta um mecanismo de arrefecimento adicional e novo para a construção de janelas e de uma nova ferramenta para controlo térmico construção de projeto ". 

Traduzindo para uma linguagem mais leiga significa que organismos vivos na natureza mantém o controle da temperatura através de de redes vasculares internas. Nossas próprias veias são em exemplo disso. Elas se dilatam no calor e se contraem no frio para manter nossa temperatura nos níveis mais próximos dos ideais. A distribuição de seiva nas folhas também segue esse principio. Essa técnica poderia ser usada em painéis solares, por exemplo. Em geral esses estudos de meios inspirados na natureza tem se mostrado bastante simples e econômicos para gerar ambientes e componentes na construção.







A experiência consistiu em colar uma folha de plástico com o sistema vascular sobre o vidro de janelas. Com a água circulando (em temperatura ambiente) nos veios, conseguiu-se uma substancial diminuição da temperatura. Resta testar agora um material que seja bastante resistente.

Fonte

Fonte

Outra pesquisa bem interessante pode ajudar na limpeza de vidros, tornando-os bem mais escorregadios, podendo fazer, inclusive, que sejam auto limpantes e resistentes a arranhões.


A equipe de Joanna Aizenberg da Harvard Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas está pesquisando esse novo revestimento que é inspirado em uma planta carnívora, que através de sua super lisa e escorregadia superfície atraí insetos para sua alimentação. Veja o vídeo





Pesquisadores criaram o revestimento baseados na estrutura do favo de mel revestidos com uma substância química que forma uma pelicula que repele as gotas e água e óleo. As experiências mostraram que esse revestimento também reduz a adesão do gelo em uma lâmina de vidro, o que é de vital importância para evitar acidentes que a aderência do gelo provoca.




Fonte

Fonte

Comentários