MG08 habitação flexível

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Habitar uma casa movimenta uma série de sonhos e emoções. Possuir uma casa evoca ancestrais desejos de segurança. Mas nem sempre as necessidades permanecem as mesmas. As situações de fora e de dentro se modificam e pedem espaços que sejam flexíveis. A Maria Guerrero, também conhecida como MG08 em Madri, projetada pelo Studio Burr , foi pensada para ser uma habitação que possa ser transformada de acordo com essas novas necessidades dos moradores.   María Guerrero é uma casa que nasceu dividida em duas. Para poderem arcar com os custos de aquisição e construção, os habitantes deste empreendimento iniciam a sua vida neste espaço ocupando metade da casa e alugando a outra metade como habitação independente. Apesar da narrativa interessante, me pareceu muito com essas casas geminadas onde se coloca uma parede no meio, que pode ser removível se houver interesse em unir os espaços. Algo que já vem sendo usado e que, com um nome interessante, chama mais a atenção.  Segundo o site dos arquiteto

Centro de saúde alia tradição ao contemporâneo

O Centro Pictou Landing, localizado na Nova Escócia, Canadá, foi pensado a partir de conceitos de utilização de recursos energéticos sustentáveis.

Os Mi'kmaq são povos indígenas do Canadá e para a construção de um Centro de Saúde para eles, o Landing Pictou, foi estabelecida uma troca de informações entre arquitetos locais e os anciãos e outros integrantes da comunidade para levantar o que a Nação considera como determinantes para um centro desse tipo, condicionantes ambientais, espirituais e culturais. Tudo isso proporcionou uma experiência única sobre o projeto, que foi construído com uma equipe local da comunidade e atendendo a normas da Health Canadá. Ou seja, uma união do tradicional com o contemporâneo. 

Segundo o que li na internet, o projeto foi baseado em técnicas construtivas da comunidade, usadas em suas moradias, assim como em detalhes de canoas e sapatos de neve (essa é uma região fria).

Uma pesquisa histórica mostrou como desenvolver e utilizar o sistema estrutural de treliças de madeira de abeto redondas, que é típico da cultura Mi'kmaq para suas moradias. Esse estudo se valeu de maquetes e confirmação por testes de resistência. Foram utilizadas mão de obra da comunidade e árvores da vizinhança.


O projeto realçou pontos como iluminação e ventilaçao natural em todos os ambientes. Uma fonte subterrânea garante calor e arrefecimento para todo o prédio. As crianças da comunidade também ajudaram a fazer uma das paredes de gesso internas, feita com terra local e que ajuda a estabilizar os níveis de umidade no interior.  

Porque gostei desse projeto? 


Pelo conceito. 

Uma das regras basicas da Arquitetura é conhecer o que se projeta. 

Esse conhecer inclui entender a cultura, entender o como as técnicas construtivas se firmaram e foram utilizadas com maior ou menor êxito, entender que as pessoas que vão utilizar uma construção tem que fazer parte do projeto, seja de forma mais estreita, seja pela compreensão de seus usos e costumes. Uma construção como essa é local. E também universal porque seus conceitos, o que norteou o seu projeto e execução em termos de parceria e interação, deveriam ser bem entendidos por quem vai projetar algo semelhante em outros locais.  
 
Arquitetura :701 Architecture

Fotografia Richard Kroeker - PDI







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