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2013/06/24

A Vida Sexual dos Ditadores - Napoleão

Igualité



Eu ganhei um livro de um amigo virtual (mais um que foi desvirtualizado esse ano). O Fernando e a Simone estiveram aqui em casa e me deixaram, além de sua simpatia, esse livro, no mínimo intrigante: A Vida Sexual dos Ditadores.

O primeiro da lista de Ditadores, e foi o único capítulo que consegui ler até agora, é Napoleão. E vem ao encontro dos últimos acontecimentos nacionais que me lembram muito a Revolução Francesa. Após a era do Terror que se seguiu a tomada da Bastilha e cortes (literais) de cabeças, começando com o Rei e passando por líderes do próprio movimento revoltoso, surgiu um líder que obviamente tomou o poder e se tornou Imperador (um eufemismo para ditador?). 

Além de detalhes (verdadeiros ou não, não sei) sobre a vida sexual do próprio Bonaparte, o capítulo fala da imensa liberdade sexual que havia nessa época. Por um lado dos que, vivendo no limite da Vida e da Morte, não se impunham limites. E dos que, usando o sexo como arma, buscavam recuperar antigos privilégios. Que, pelo que conta o livro, eram rapidamente devolvidos. 

E obviamente todo acontecimento impactante da vida reflete na moda e na Arquitetura. Com o período de Napoleão não poderia ser diferente. Depois das plumas, perucas e rococós dos Luíses e Maria Antonieta, uma estética que louvava a razão, o militarismo, as grandes civilizações antigas (romana e grega), incluindo toques egípcios, onde Napoleão andou mirando as pirâmides e refletindo sobre os séculos passados, inunda Paris e o consequentemente o mundo. Era o chamado estilo Império. As mulheres usavam penteados que remetiam à guilhotina (coques), com o colo nu e colares que lembravam fios de sangue. Mórbido? Nós não deixamos de fazer algo semelhante vestindo caveiras e cultuando zumbis. Cada época, cada moda. 

Os prédios públicos imitam grandes templos do passado. Os EUA levam uma herança muito grande dessa moda, já que a sua democracia começa na esteira da Revolução Francesa. O célebre arco do Triunfo, catedrais, mobiliário trazem uma mensagem de classicismo talvez para compensar a nova ascensão ao poder de uma classe que não tinha a mesma cultura da antiga. Sem nenhum julgamento de valor nessa ponderação, mas apenas uma suposição dos motivos dessa volta a uma estética do passado. Anos depois, com o reinado de Napoleão III, Paris vai sofrer uma grande transformação com o Plano Haussmann.  A cidade antiga, cheia de ruelas, sofre uma intervenção cirúrgica radical para dar lugar às grandes avenidas. Que tinham um objetivo bem mais militar e de manutenção da ordem que de embelezamento propriamente dito. Sabe como é, gato escaldado tem medo de água quente....

Mas a vida sexual de Napoleão, o que tinha a ver com isso? Talvez nada. Fosse assunto privado dele. Talvez tudo, há quem diga que se luta também movido por impulso sexual. Quem há de saber. Talvez os próximos capítulos me digam algo a mais. 

Autor : Elenara Leitão

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