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2011/10/14

Casa Sustentável e o exemplo da leitura

Foto Arq. Elenara Stein Leitão
Esse ano aconteceu uma exposição muito legal em São Paulo, a Casa Sustentável. Ali se mostravam as diferenças que as casas, e o modo de vida que a gente leva nelas, vem sofrendo de acordo com as décadas e a tecnologia que vai avançando. E também como usar a casa de maneira mais sustentável. A Samantha do blog A Vida como a Vida quer fez uma reportagem bem legal sobre ela, contando como foi a visita e promovendo um  sorteio de dois livros para quem comentasse como fazia na sua casa e na sua vida para promover a sustentabilidade caseira. Vários comentários legais mostram como as pessoas tem hábitos bons e que podem ser copiados no dia a dia. Vale a pena dar uma passada lá (veja no link acima) e conferir. Abaixo coloco o meu comentário:

... Aqui em casa a gente cresceu com noção de economia : se economiza luz e água antes de isso virar um hábito sustentável. Se usava a folha de trás das propagandas e papéis usados porque o pai sempre fez isso e dizia que era importante, assim como os lápis até o fim. A gente reciclava roupas, trocava de carro a cada 10 anos (!) e nunca fomos ensinados a curtir um consumismo desenfreado. Diria que meus pais já eram ecológicos desde pequeninhos...
E qual não foi minha alegria quando a Sam Shiraishi conseguiu, junto aos patrocinadores, livros para todos que participaram dos comentários. Achei muito delicado e semana passada eles chegaram, e vieram junto com uma cartinha muito carinhosa. É lógico que fui ler antes de dar. E adorei.

O professor Sassá fala das embalagens, de como elas são feitas e o que fazer com elas após usa-las. Me lembrei que usava caixas de fósforos vazias para fazer meus móveis de boneca. Naquela época, anos 60, se usava muito fósforo para acender o fogão, e sobravam muitas caixinhas. Fazia cadeiras, sofás, nossa, acho que desenvolvi minha vontade de mexer com interiores por ali. E as caixas de sapatos ! Eram usadas para lindos ninhos de Páscoa ! Todas enfeitadas com papel crepom e o que mais a nossa imaginação inventasse, ficavam esperando que o coelhinho a recheasse com balinhas, ovos pintados, ovos de açúcar....

E uma Casa, Mil Olhares me despertou a memória afetiva de lembrar como eram minhas casas, como eram seus espaços e o que foi mudando em nossas vidas...Isso vai render um post em separado porque as memórias...e as recordações são muitas.

E termino com as meninas para quem quero dar os livros. E essa foto mostra o quanto elas aprenderam a gostar de leitura. Natália em uma cadeira aqui de casa, lendo e a pequena Livia, então com uns três anos, ficou muito triste porque não sabia ler. Ponderamos com ela que Natália também não sabia com a idade dela e que ela iria aprender também. Ficou feliz, e o que fez ? Pegou um livro e ficou imitando a pose ( e o exemplo) da prima, já se preparando para quando as letras fizessem sentido...

Obrigada Sam pelo carinho, as gurias vão adorar com certeza. Como eu


Elenara Leitão

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2 Comentários

2 Opiniões:

Foi muito bom conhecer seus textos, seu blog, suas idéias... Tal qual você, cresci em uma família, que aprendeu desde sempre a viver de forma sustentável. Da minha infância guardo a lembrança da minha mãe costurando folhas de papel de pão para que fossem usados para rabiscos e bilhetes caseiros. Ela também usava as embalagens dos sabonetes para perfumar nossas gavetas, e a água da geladeira descongelada era aproveitada para a faxina da cozinha. Assim, cresci com muita consciência contra o desperdício e aproveitando tudo. Esse hábito cultivo com prazer, especialmente no meu trabalho. Mas um fato em especial me chamou a atenção na sua postagem: os móveis feitos com caixinhas de fósforo! Aquela madeirinha fininha podia ser cortada e colada.. Quantos armarinhos, caminhas e mesas eu fiz para as minhas bonecas! Também acho que “meus objetos criativos” começaram ali.. Um bj e tudo de bom, Solange

Como é gratificante ler comentários como os teus e ver como nossos pais nos ensinaram, pelo exemplo, conceitos que guardamos e seguimos hoje. E fiquei encantada que tivemos a mesma iniciação nas caixinhas de fósforos...era tão fascinante criar aquelas mobílias, cheguei a enxergar pelas tuas palavras. Que bacana !
Beijos

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