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10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

4.12.17

Arquitetando conselhos sobre algumas coisas que podem ser interessantes

Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia. Quantas vezes você já não ouviu esta frase? Isso faz parte de uma cultura de egoísmo que reserva para si o conhecimento que poderia estar espalhado e ajudando mais pessoas. Nunca foi minha praia, sempre dividi experiências e conhecimento porque sempre acreditei em um mundo mais generoso. E é com este espírito que me veio a ideia de compartilhar algumas coisas que constatei na vida. Pessoal e profissional.
Em primeiríssimo lugar e sempre: Acredite no seu taco. O que você tem de diferente e o que acredita como certo é que faz toda a diferença. Portanto ouse nas suas apostas. Mas ouse com talento

E aí um grande conselho de sempre: Pesquise, estude, nunca aceite o mais ou menos. Procure sempre dar o seu melhor. E ouça. Ouça muito. Seus professores, eles estudaram mais que você em muitas matérias. Os operários, que mesmo não tendo estudo, tem dezenas de anos de experiência prática de como se faz. Seus clientes que podem não entender da teoria e pratica arquitetônica, mas que sobre suas vidas sabem muito mais que você. Absorva seus conhecimentos. Questione se necessário. Mas antes OUÇA. 

A maior conquista de qualquer pessoa e profissional é a credibilidade. Zele pela sua entregando bons serviços, no prazo e sendo honesto nas trocas com as pessoas. 
Cuide de você. Não permita que a sua profissão, ou qualquer outra coisa, abale a sua tranquilidade. Faça exercícios físicos, medite, leia outras coisas que não apenas arquitetura. Deixe a sua mente se expandir. Sua criatividade vai agradecer.
Se errar (e acredite em mim, isso vai acontecer mais do que você gostaria) assuma e aprenda com seus erros. Nunca jogue a sua culpa sobre a cabeça alheia. Mas não apenas assuma, mas resolva. Com uma cliente aprendi uma frase que me marcou: "Não me traga problemas, me traga soluções". 
O grande diferencial da vida, profissional e pessoal, é a sua bagagem. Suas viagens, seu cabedal de conhecimentos e principalmente tudo o que você percebeu da vida. Sempre a sua atuação e atitude vão fazer diferença. Seja você um profissional liberal ou trabalhe para alguém. Emita sua opinião, mas é obvio, procure que seja abalizada. Se sentir um "cutuco" de algo errado, leve em consideração sua intuição e vá atrás do que lhe parece errado. Ouvir a voz interna é um aprendizado constante e poderoso
 Seja organizado. Seja organizado. Seja organizado.

Este é um conselho precioso. Sempre. Poupa muito tempo saber onde estão as coisas e informações. Cuide das informações que colhe como se fossem ouro. Na maioria das vezes elas são. Tenha pastas com dados de tudo. E cuide com  extremo carinho de seus contatos. Parcerias são o ingrediente mais importante de qualquer negócio. O projeto mais maravilhoso do mundo não vai sair do papel como você planejou se não for bem executado, se não contar com bons fornecedores que lhe correspondam não apenas nos materiais, mas também na pós venda. (E para quem curte as famigeradas RTs, uma boa parceria feita na honestidade e confiança rende muito mais que um cheque de comissão. Vai por mim)  
E terminando por agora o conselho mais importante: Quando fizer, faça muito bem feito. 


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30.11.17

8 exemplos de uso de contêineres - você vai gostar

Conversas entre arquitetos sempre geram boas dicas e uma delas foi o vídeo lá de baixo que o Oscar Muller com oito (bons) exemplos de construções e usos que o container pode ter na arquitetura.
Um contentor ou contêiner é um recipiente de metal ou madeira, geralmente de grandes dimensões, destinado ao acondicionamento e transporte de carga em navios, trens etc. É também conhecido como cofre de carga, pois é dotado de dispositivos de segurança previstos por legislações nacionais e por convenções internacionais. Tem como característica principal constituir hoje em dia uma unidade de carga independente, com dimensões padrão em medidas inglesas (pés).(Fonte)
Mas e por que essas caixas de metal se tornaram tão procuradas e utilizadas hoje em dia? Porque são fortes, resistem à grandes cargas, tem um vida útil de quase cem anos, mas como sua utilização permitida no mar é curta (8 anos) acabam sendo descartados muito cedo. Foi pensando em reaproveitar o que antes era descartado que levou muitos arquitetos à proposição de variados usos para esses recipientes de metal. Já escrevi várias postagens com outros exemplos que podem ser encontradas AQUI.

Vamos os exemplos do vídeo:

1-Uma habitação estudantil flutuante na Dinamarca, projeto que venceu um concurso pela sua solução versátil, barata e inovadora. Leia mais detalhes AQUI

2 - Piscinas - desde as usadas em casas até exemplos que podem ser deslocados e usados em forma temporária.



3 - Carrol House - uma residência inusitada onde os conteineres sofreram cortes estratégicos assumindo uma forma angular que proporciona ganhos internos.

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4-  A Estação Polar Indígena Bharathi permite que vários tipos de pesquisa na Antártica.

 5- Mill Junction - quando silos se transformam em residência (acessível) para estudantes

 6 - Stack Pavilion - quando conteineres se formam em arquitetura temporária na China

 7- Container City - os mais variados usos com instalações modulares

 8 - Joshua Tree Residence - uma residência que parece saída de um filme de ficção.


Belos e inusitados exemplos do uso dessas estruturas metálicas. Podem não ser a panaceia que muito do seu elevado uso hoje leva a crer. Pode ser uma moda para alguns. Mas não deixa de ser uma forma econômica de reaproveitamento para soluções que exijam rapidez e custos relativamente baixos.



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25.11.17

Habitar - um pensamento humano de Juhani Pallasmaa

Ler Juhani Pallasmaa é me reencontrar com a essência do que considero Arquitetura. No seu livro Habitar este arquiteto finlandês reafirma sua visão centrada no ser humano. Através de uma síntese de cinco ensaios seus, ele nos fala, de forma apaixonada e amigável, sobre o espaço que se habita, o senso da cidade, o tempo, o sentir, o pertencer.       

Ele começa falando que em sua arquitetura projeta apenas casas. Não no sentido estrito da função, mas porque "o ato de habitar é o modo básico de alguém se relacionar com o mundo". E passa a nos relatar o quanto essa relação com a casa primeira forma nosso senso de pertencimento, nossa maneira de interação com a realidade que nos cerca. 

Impossível passar impune pela leitura de seus livros que, aliás, são altamente recomendáveis para arquitetos e usuários. E exatamente porque além dos papéis que exercemos na vida, somos pessoas que sentem, que percebem através dos sentidos, pessoas que habitam espaços que são mais que meras esculturas. E essa vivencia do espaço é altamente transformadora em nossas vidas.

Arquitetura instiga. Seja no espaço privado restrito ao lar. Seja no espaço mais amplo das cidades, seja visto pela dimensão do tempo, seja pela percepção do sentimento.



Dois pequenos trechos dos muitos que me tocaram e que sublinhei. Sim, eu sublinho e escrevo em livros, é minha forma de interação com as palavras. Um livro que me toca não passa impune por minhas mãos. Espero que os espaços que projeto também mexam com as pessoas que por eles passem. E nessa troca façam acontecer a verdadeira arquitetura que emerge dos sentidos, da percepção e da poética da vida.  

Uma leitura para momentos de descanso. Não corra por este livro, deguste-o com calma e reflexão. É uma leitura que deve entrar pelos poros, pela mente e coração.  


Leia também AQUI uma entrevista de Juhani sobre o resgate do elemento erótico na arquitetura


HABITAR - Juhani Pallasmaa
Imagens: Divulgação



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21.11.17

De bule em bule, o café se faz cheirar


Quem não guarda em sua memória afetiva algum cheiro gostoso que lembre aconchego? Eu lembro do cheiro do café passado em bules de louça, ainda com coador de pano. O pó era colocado com esmero, a água na chaleira não podia chiar que água quente estraga café e chimarrão (sabedoria de avó). O pó ia se transmutando em contato com a água e começava a cheirar. Cheiro bom. Cheiro gostoso que entrava pelas narinas e tomava conta do lar.

As casas de ontem eram lares. Pelo menos as que lembro. Tinham fogão a lenha e as pessoas cozinhavam com fogo. Tinham uma mesa bem grande no centro da cozinha onde mãos operosas amassavam o pão que se comia com o café quentinho saído do pano. E o leite que tinha nata e também vinha em bules.... 

bule - substantivo masculino  - ant. pequeno frasco de louça da Índia, de gargalo estreito. / recipiente habitualmente bojudo e/ou em forma de tronco de cone e com asa, tampa e bico, de barro, porcelana ou metal etc., em que se faz e/ou serve chá, café, chocolate, tisana etc.
Os bules...para mim só tinham um formato. Quando muito eram coloridos. Mal sonhava com os mais requintados, desses de prata que ficavam escondidos na cristaleira e só saiam de seu esconderijo quando chegava visita mais requintada.

E quando eu ia imaginar que até iam servir um dia de suporte para lâmpadas????
Foram os chineses e, mais tarde, os japoneses que tornaram mais conhecidos os bules no ocidente. Tetsubin é o bule japonês de metal. Originalmente, o bule era feito de cerâmica, muitas vezes ricamente ornamentado e ainda hoje é comum na cultura ocidental oferecer como presente de casamento um serviço de chá composto pelo bule, um conjunto de chávenas e seus pires e, muitas vezes, um açucareiro e uma leiteira. (fonte)
Na minha memória de criança os bules eram como esses. Serviam para bebidas e quando muito para suporte de utensílios de cozinha. Minto. Essa coisa de achar outra utilidade para as coisas práticas é coisa dos dias de hoje.
Ter a ideia de usar os bules antigos da vovó para enfeitar com ternura uma mesa, fazendo as vezes de vasos de flores alegres, traz um ar de carinho para nossas casas. 
E os mais requintados? Aqueles das visitas especiais? Acho que ainda continuam sendo usados assim porque poucas pessoas os tem. E menos ainda usam suas peças mais valiosas para se presentear. Vivemos em sociedades esquisitas. Deixamos para outros nossos tesouros mais caros, ao invés de aproveita-los todos os dias... 
Mas olhem só como o bule pode deixar a sisudez de lado e assumir as formas mais divertidas e lúdicas!

Podem seu simples e elegantes.
E podem ser absolutamente modernos e também elegantes.
E completamente tecnológicos!  
Na verdade não importa a forma, mas o conteúdo. Que continue a nos abastecer a alma, mais que o corpo. Que nos deixe lembranças de carinhos e momentos belos e gostosos. 

Fonte das imagens

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18.11.17

Caminhar e Parar


Caminhar. Não apenas apressadamente para chegar a algum lugar. Nem como forma de exercício. Mas caminhar e olhar. Caminhar e parar. Caminhar como forma de aprendizado de um realidade que desconhecemos por falta de prática. Por medo da insegurança. Pelos limites impostos na sociedade. Caminhar como uma forma também de transgressão. Aquela que conforma a curiosidade de saber o que existe além dos limites. Um livro que fala de práticas de ensino e que mesmo para o leitor que está longe dos exercícios das aulas, abre questões. Faz buscar mais dados. Faz querer ver, ouvir, cheirar e ler mais sobre.        


Uma leitura em tudo interessante. Um livro que parece pequeno, mas é denso. A gente lê e para. Lê mais um pouco e para de novo. Respira. Pensa. Vai para a web, pesquisa. E volta a ler.

Já aviso que não é um livro que vai te deixar impune. O leigo vai gostar. O profissional de arquitetura e urbanismo vai refletir. Os dois vão se conscientizar dos espaços que não percebemos de imediato.

"Apenas perdendo tempo pode-se ter um encontro com o Outro e com Alhures" 
Um livro que abre questões. E por isso mesmo, indispensável para quem pensa a cidade.

Recomendo também a leitura do Walkscapes. O caminhar como prática estética (que ainda não tive a oportunidade ler) que abre caminho para esta maneira de re-conhecer o meio urbano - caminhando. 

O Outro e o Alhures escondem-se, muitas vezes, sob uma camada de banalização. A arte está em saber ir embaixo dela." 
O livro reúne diferentes artigos que nos conduzem a Stalker, à morte de Constant, às cidades dos ciganos rom, a diversas deambulações por cidades latino-americanas e a outros episódios que nos levam a olhares diversos sobre o passear e o deter-se. O corpus teórico e experimental de Careri mostra-se, nestas páginas, com todo vigor e, como já fi zera anteriormente com Walkscapes, nos introduz num universo novo e surpreendente: o universo da ética e da estética do caminhar, e agora, também do deter-se.

Caminhar e Parar 

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17.11.17

Resíduo de esgoto - transformando problema em solução

Estes dias escutei no rádio que a criatividade nem reside em criar algo espetacularmente novo, mas em saber aproveitar a realidade e transforma-la em algo diferente. E se este diferente for ao mesmo tempo solução para um problema? Melhor ainda! É o que vemos neste projeto premiado de estudantes holandeses que tiveram a ideia de aproveitar o resíduo do esgoto como composto para telhados verdes em seu país.



Bingo! O tratamento de água de sua cidade filtra uma quantidade imensa de lixo que não era aproveitável. Coisas como preservativos, tampões e toalhas higiênicas. Todo esse material era captado e depois queimado. Os estudantes tiveram a ideia de pegar este resto, secar e comprimir. Como com este processo, os odores somem, as placas que são criadas, e absorvem bastante umidade, servem como adubo para os telhados verdes. 

O produto resultante do resíduo do esgoto foi chamado por eles de BlueRoofs. Com esta ideia foram um dos ganhadores do desafio BlueCity Circular em Roterdã, na Holanda.

Fonte

Leia mais sobre telhados verdes AQUI

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