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10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

2016/09/28

Desenterrando o passado com gastronomia - Apollonia-Arsuf

Uma das primeiras profissões que pensei seguir: arqueologia. Sério, isso foi no tempo em que era criança. Acho que vinha da minha paixão desde sempre por história e pesquisa. Acho que eu não tinha a noção do trabalho braçal que um arqueólogo, mas ficava imaginando como seria maravilhoso descobrir como viviam as pessoas de milhares de anos atrás, como eram suas culturas, suas cidades...

Mas como a vida segue outros rumos e mesmo que o meu teste vocacional feito no colegial tenha marcado História, fui me aventurar pelos caminhos da Arquitetura. Talvez na minha cabecinha da época fosse uma profissão de mais futuro que ensinar história...

Lembrei disso nesse almoço Clio onde fiquei absorvendo a fascinante história da exploração arqueológica do sítio de Apollonia-Asurf 


Apolónia da Palestina (em grego clássico: Απολλωνία; transl.: Apollonia; em hebraico: Tel Arsuf), também chamada Arsuf, Arshof,Arzuf, Aser, Arsur e Sozus, é um sítio arqueológico situado em Herzliya na região SaromIsrael. Era uma cidade romana com umafábrica de vidro. Grandes partes da cidade afundaram no mar.[1] (Wikipédia)
De 1998 a 2012, o prof. Dr. Francisco Marshall (UFRGS) dirigiu a missão científica brasileira que escavou o sítio de Apollonia-Arsuf, em Israel, em uma parceria de diversas universidades brasileiras (UFRGS, PUCRS, USP, UNICAMP, UFPel) com a Tel Aviv University (IL). Foram desenterradas as ruínas de uma villa marítima romana e do castelo de Arsuf, dando origem a um novo parque arqueológico.
(vejam vídeo abaixo onde o professor Marshall fala sobre arqueologia e sobre o sitio de Apollonia)
Uma equipe brasileira tendo uma rara oportunidade de desenterrar o passado no berço da humanidade. Debaixo de sol escaldante, escavando com cuidado, as vezes com sutileza para resgatar peças o mais íntegras possível. E para quê?
Para entender civilizações que nos precederam. Saber como lidavam com a diversidade em suas culturas. Como amavam. Como comerciavam. Como construíam e como viviam.

Como era sua arte. Talvez entender o que pensavam. 
Interessante pensar que, com tanta tecnologia, ainda estejamos curiosos por pessoas que viveram há tanto tempo atrás. E estamos. 

Interessante observar como o ser humano necessita conhecer, absorver sua história. Entender as motivações, as realizações. Tecer o intricado quebra cabeças de unir peças, ruínas, traçados e pistas que levam ao conhecimento.

Ainda bem que somos mais que máquinas. Há esperança. 


Entrada
Salada de espinafre, tâmaras e amêndoas ao perfume de limão siciliano.
(a salada estava muito boa. No meu gosto, o perfume do limão podia ser um pouco mais sutil)
Prato principal
Frango assado com tangerina e arak com purê de moranga e tahine
Sobremesa
Pêras ao vinho branco e cardamomo com labneh
(O labneh é uma espécie de coalhada)
gastronomia da chef Carine Tigre. 


Fonte das fotos: http://galileu.globo.com/edic/107/con_israel1.htm

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2016/09/27

Objetos inusitados nos tetos

Todo dia começa para mim no twitter. É onde me abasteço do que anda acontecendo em tempo real. E hoje, dentre as notícias, vi umas postagens mostrando um adorno inusitado em um teto de um apartamento tipo assim mega ultra blaster luxuoso: uma Lotus. Não! Não uma flor mística, uma Lotus preta de fórmula 1 que teria sido de ninguém menos que Ayrton Senna. 

Me deu uma curiosidade profissional. Saber quando, quem, como! E fui atrás. Confesso que demorei a achar uma pista. Mas descobri a origem! Um designer carnavalesco, o Adhemar Cabral que faz réplicas de carros de corrida e que são usados das mais variadas formas!!!
Fonte
Muito louco, não é mesmo?? Nem tanto, tem muita gente que gosta de pendurar coisas bem estranhas e inusitadas nos forros de suas casas e estabelecimentos comerciais. Duvidam? Olhem o que achei por aí:

Fonte
Gente!!! Ia me dar uma agonia ficar sob esse forro!! Ia querer ler os livros e eles voando sobre minha cabeça....mas que ficou charmoso, isso ficou!

Fonte
Que tal aproveitar a madeira que sobrou da obra e fazer uma escultura arrojada no teto?
Fonte
 Tem até cardápio no teto. Difícil deve ser escolher o que comer....
Fonte
Estavam achando que colocar réplica de carro de corrida era a única forma de transporte que foi parar no teto? Não!! Até um barco ficou de cabeça para baixo!
Fonte
E a casa Cubo de Isay Weinfeld em São Paulo? Jura que vocês não iam ficar incomodados com esses "corpos" pendurados??? Eu ia.

E aí? Se animou a colocar algo diferente no seu teto???

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2016/09/26

Arquitetura que cura

Muitos são os que se apaixonam pela arquitetura, inclusive essa que vos escreve. Prédios simbolicamente grandiosos, espaços que envolvem e encantam, projetos que resolvem situações e são esteticamente belos. 

Mas a Arquitetura é bem mais que isso. Envolve uma relação de sintonia que pode curar almas. E mais que isso, pode trazer esperança, curar pessoas e resgatar dignidade para populações. E é esse lado da Arquitetura que mais me seduz.
"A questão não é o que é o custo de arquitetura, mas qual é o custo de não ter arquitetura."  Paul Farmer, fundador do Partners In Health
Esses dias assisti uma palestra TED (que está abaixo) com Michael Murphy que é arquiteto e co-fundador da MASS Design Group. Esse grupo faz um trabalho lindo que tem como objetivo "projetar edifícios inovadoras que melhorem a vida das pessoas de maneiras mensuráveis."  Com a colaboração das comunidades eles ajudam na criação e execução de ambientes que promovam a saúde e dignidade. Um desses projetos já apareceu aqui no blog, é o  alojamento comunitario em Ruanda que foi considerado um dos melhores projetos de 2016.

Para eles arquitetura é bem mais que empilhar tijolos, um jargão que costumamos usar para significar que é bem mais que simplesmente construir um edifício. É um processo que leva em consideração o meio ambiente, a cultura, as forças das comunidades e o seu envolvimento. Com esses conceitos a sua equipe projetou e/ou auxiliou na realização de uma série de projetos ultra relevantes para a saúde física e mental das comunidades onde atuam.

Michael começa a palestra falando de sua experiência pessoal em família e o faz de maneira comovente. E termina mostrando um projeto novo: O Memorial de Paz e Justiça, cuja imagem aparece abaixo.

O memorial se propõe a ser um resgate da memória de inúmeras pessoas que sofreram linchamentos. É impressionante a força que a Arquitetura pode ter como uma proposta de que a barbárie possa ser apenas memória e lição para que as pessoas se conscientizem e lutem para que isso nunca mais aconteça. Para isso existem os livros, as artes, os memoriais e museus. Para que a História não seja repetida em seus erros. Que saibamos entender suas lições.

O vídeo é relativamente curto, está em inglês mas é facilmente compressível. E suas imagens falam por si. A Arquitetura pode bem mais que ser bela. Pode e deve atuar para a saúde de todos.    


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2016/09/25

Arquitetando coisas do fundo do baú

Algum tempo atrás, as pessoas usavam umas caixas imensas para levar suas bagagens. Eram tempos de mais roupas, de mais criados para carregar as tralhas de quem podia pagar. Eram tempos de viagens mais longas e menos frequentes. Talvez até por isso o volume do que se levava era bem maior. Eram os chamados baús.

Também serviam para guardar as roupas nas casas. E no meu tempo de adolescência, as mães, tias e vós ainda falavam em fazer o enxoval e guardar no baú! 

Os tempos mudaram, as ambições e guarda roupas também. Hoje se exige mais praticidade da vida, as roupas são mais versáteis, mas e o que fazer com os antigos baús? Usá-los em nossas casas, é óbvio. Abaixo algumas ideias para bem utilizá-los.


Os baús assim com aspecto rústico ficam lindos em ambientes minimalistas, fazendo um contraponto elegante com paredes claras
Baús coloridos ficam lindos em ambientes mais alegres e combinam com adornos cheios de vida.
Baús clássicos ficam belos em composições elegantes. 
Ambientes românticos e com um toque mais feminino harmonizam muito bem com baús claros.
Customizar os baús pode revitaliza-los. Uma ideia bacana é se inspirar em motivos de viagem recordando a antiga utilização dos baús. 
E podem funcionar em estilos mais rústicos e industriais como bem mostrado nessa sala de estar onde assume a função de rack para a TV. 

Fonte das imagens  http://pin.it/clBL08k

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2016/09/23

The Smile - pavilhão com tecnologia inovadora em madeira

Um pavilhão com uma simbologia muito interessante, feito em madeira (mas não qualquer madeira), feito com painéis CLT ( madeira laminada cruzada) que conjuga integridade estrutural, desempenho ambiental e sustentável, flexibilidade no design com uma boa relação custo benefício. 

Parece um sorriso com as suas formas curvas em madeira e obviamente seu nome reflete esse conceito: The Smile, projeto de Alison Brooks Architects, foi construído para o London Design Festival 2016.



Uma das grandes vantagens apontadas para esses painéis de madeira laminada cruzada é a capacidade estrutural, já que a maneira como as pranchas de madeira são colocadas, em ângulos retos em cada camada, como se fossem uma grade, fazem com que os painéis CLT tenham força não apenas nas direções das fibras (como é a característica da madeira), mas também no sentido transversal. Não é debalde que prédios altos tem sido construídos em madeira utilizando os painéis CLT. 




Dentre as vantagens dos painéis estão: 
  • Seu peso muito inferior à lajes de concreto
  • Resistência
  • Capacidade acústica
  • Resistência ao fogo e à sismos
  • Desempenho térmico
  • Facilidade de colocação



O Smile é a primeira a construção a usar este tipo de material de forma tão extensa. O conceito é simples: Um grande arco com um ponto de apoio central. Sua forma lembra aquele carinha do sorriso, mais conhecida como smile, tão presente nas comunicações há décadas.

Estruturalmente forte, foi projetado para resistir à cargas de vento de aproximadamente 10 toneladas. 

Uma proposta que conjuga poesia de forma divertida com uma tecnologia que renova o uso da madeira, conferindo maior resistência em um material que pode ser renovado.

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The Smile - construction process from Alison Brooks Architects on Vimeo.

2016/09/20

Casa rural com toque contemporâneo

Uma casa de campo, que pudesse também receber hóspedes, além da família e seus animais de estimação, com um toque mais contemporâneo e que não lembrasse as tradicionais casas de fazenda.

Este o pedido dos clientes aos arquitetos e que resultou nesse projeto de beleza simples e marcante, com materiais fortes e de baixa manutenção, de 280 m2 em Te Hihi, na Nova Zelândia.





 


Projeto   Strachan Grupo Arquitectos

Fotos: @ Simon Devitt

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