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10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

2016/08/24

Duas pequenas cabanas sustentáveis para aproveitar a natureza

Dois refúgios cheios de charme. Uma casa minúscula de cerca de 10 m2 e uma cabana ecológica de 115 m2. Vamos conhece-las?

Uma floresta finlandesa e o sonho de um local onde conviver com a natureza. De outro lado os condicionantes legais e o orçamento apertado fizeram com que Robin Falck optasse por uma cabana minúscula. Com essa metragem ela poderia ser construída sem as licenças legais.

Mesmo com essas restrições ele conseguiu uma boa relação custo benefício de espaços e conforto com o uso de materiais locais e/ou reciclados.
( Via )

Esta cabana pré fabricada é projeto de arquitetos brasileiros e uruguaios do
MAPA e atende a um programa que previa uma construção que pudesse ser removida do local.

A construção usou dois módulos feitos com custos econômicos e com redução de resíduos de materiais. Foram transportados por caminhão e locados sobre dois muros de pedras.  

O interior é revestido em painéis de madeira e o projeto previu externamente uma "pele" de proteção formada também pelos cerramentos em madeira que, abertos, privilegiam a vista para a paisagem. 


( Via )


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2016/08/23

Casa com materiais baratos e muito espaço


"Você não tem que construir uma casa com materiais muito caros para conseguir algo realmente rico e revigorante.
Foi com essa concepção que o arquiteto Jonathan Lake projetou e construiu a sua casa de 170 m2 na Austrália. Aparentemente pequena, ela revela generosos espaços no seu interior.



E já começa na entrada e na opção de trocar a garagem por um caminho ajardinado por onde se entra, lentamente, na residência. Uma proposta quase inusitada em tempos de predominância ainda do transporte automotivo individual. Mas o arquiteto faz a comparação com o custo de uma garagem em orçamentos mais apertados e chega a conclusão que a troca é válida. Obviamente ele tem um local onde deixar seu automóvel com segurança. Uma viela nos fundos que é usada quase como um estacionamento particular.

A casa é formada por dois blocos. O térreo tem paredes de concreto e abriga as áreas de uso comum. Simbolicamente usa da força do material para representar a vida privada do refúgio.  

No segundo pavimento, que repousa sobre a caixa de concreto, estão as áreas de uso privado da família e o projeto privilegia a conexão com a vista da cidade, fazendo com que as pessoas usufruam do entorno. Os materiais usados são madeira reciclada e tijolos aparentes.

O arquiteto usou conceitos de ventilação natural, aproveitando as aberturas para as trocas de ar, economizando assim no uso de condicionadores de ar.


Nos móveis também foram usados acabamentos econômicos como laminados e compensados.
"Eu gosto do processo de concepção, pois é um pouco como uma aventura. Você começa com algumas ideias, e onde vai acabar não é necessariamente onde você pensou que seria no início. Tantas coisas entram em jogo; orçamento, as autoridades locais, tempo e disponibilidade de materiais Mas isso é divertido."

(Via )

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2016/08/21

Ideias de espaços para o descanso total

Quando o trabalho exige muito - e quem trabalha com criação sabe bem disso - tem aqueles momentos em que dá um branco total. Nessas horas o melhor a fazer é relaxar, largar tudo e se brindar com momentos de relax.

Mas nem sempre podemos sair. Ou tirar férias....Como faz então? Podemos criar alguns espaços de descanso total próximos. Pode ser algo singelo como um vaso com flores em uma janela. Ou um colchão gostoso em um canto. Se for sacada, melhor ainda.    
Lógico que se pudermos nos brindar com belas paisagens, tanto melhor. Mas se não podemos, um adesivo fotográfico pode ajudar....

 Essa parada pode ser um banho requintado. Com direito a sais, velas e aromas.
Quem tem jardins pode fazer um recanto de lazer. Tabuas de demolição fazem um sofá e gostosas almofadas permitem um espaço de contemplação bem gostoso.
 Se cercar de coisas que gosta, que lhe dizem à alma e lhe tragam paz sempre ajuda na elaboração de espaços para descanso total.
Fontes das imagens - Descanso Absoluto

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2016/08/19

Construindo com lixo plástico

Transformar um problema em solução. É a proposta da start up neo zeolandesa
ByFusion através do invento do engenheiro Peter Lewis que desenvolveu uma máquina portátil que transforma plástico reciclado em tijolos, chamados de REPLAST. 


Um dos diferenciais da máquina é a variedade de matéria prima que pode ser utilizada. Alguns tipos de plásticos demandam muito trabalho e custo para serem processados e reaproveitados com segurança e, por isso, acabam não sendo utilizados. E segundo os fabricantes o sistema deles pode trabalhar com todos os tipos de plásticos descartados, "sejam limpos, contaminados ou misturados". 



Entre as vantagens do processo de confecção dos blocos, que podem ter várias utilidades na construção, estão o fato de ser menos poluente, ser de fácil transporte, funcionar à gás ou eletricidade e gerar um produto personalizável.      

O REPLAST, o bloco gerado a partir do lixo plástico, tem as seguintes vantagens, de acordo com o site da empresa:
  • Não requer colas ou adesivos para uso
  • Pode contribuir para a certificação LEED para a construção
  • 95% menos emissões gases de efeito estufa (GHG) em comparação com bloco de concreto
  • Elevado isolamento térmico e acústico
Segundo o que pesquisei, cada bloco consome 10 kg de plástico. E a máquina consegue produzir cerca de 250 tijolos/dia. 



Uma solução paliativa para um grande problema gerado pelo estilo de vida consumista e desperdiçado que viemos utilizando nas nossas sociedades. O ideal obviamente seria uma conscientização, menos uso e necessidade de objetos descartáveis no dia a dia. Mas como isso, a curto prazo, parece meio complicado, e o meio ambiente, principalmente os oceanos estão entulhados de resíduos plásticos, esse tipo de invenção parece ser uma pequena ajuda no problema. 

Imagens: Site da empresa

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2016/08/18

O cliente e o arquiteto - uma relação complexa e produtiva

A opinião do cliente é super importante no sucesso de qualquer negócio. Em arquitetura não é diferente. E é ainda mais relevante porque o produto projeto é algo intangível.
intangível : adjetivo de dois gêneros1. que não se pode tanger, tocar, pegar; intocável.2. não perceptível pelo tato; impalpável, incorpóreo.

Imagine que o cliente vai contratar e pagar por algo que ele ainda não sabe como será. Complicado. Envolve uma relação de confiança entre profissional e cliente muito especial. E como é feita a escolha? Muitas vezes com base em indicações. Ou seja, outros clientes que, satisfeitos, vão falar bem de seu trabalho.
Fonte
Uma sugestão: assistam esse pequeno vídeo com dicas de marketing que a Flávia Barbieri fez em seu canal. Ela dá dicas preciosas e torna bem claro a importância dessa relação. 


Na minha experiência profissional, que é relativamente longa, aprendi com os acertos e com os erros nessa delicada convivência. Eu sempre disse que um bom projeto depende de um equilibrada equação: projetista, cliente e mão de obra. E hoje acrescento: fornecedor. Ninguém faz uma edificação, um prédio, um espaço seja lá de que tamanho for, sozinho. Não creio em soluções mágicas nem em um arquiteto master gênio que prescinda da interação entre esses intervenientes do processo.


Começando pelo cliente: é fundamental focar no que ele quer. Não o que o profissional imagina que o cliente quer. E atente bem: não é simplesmente colocar no papel literalmente o que fala. É a sutil percepção do que lhe é fundamental e que cabe no seu orçamento. 

Leia também: Arquitetura e o usuário

E da equação entre o que ele quer e a concepção do arquiteto, partimos para a segunda etapa : Encantamento. Satisfazer o cliente é lhe oferecer algo a mais do que imaginava. "Se fosse para fazer o que pensou, não precisava de arquiteto" era uma frase que um antigo sócio repetia como mantra. E é verdadeira. E encantar é mais do que oferecer soluções criativas, funcionais e coerentes com o orçamento (já que oferecer soluções irreais não encanta ninguém a longo prazo: só frustra). É oferecer um projeto exequível, uma execução sem dores de cabeça e indicar fornecedores de confiança. E um item plus: atenção.   


Cliente quer solução. Se tiver problema, e toda obra tem, ele quer alguém que resolva. Se possível rápido. Se for com educação e gentileza é gol de placa. 

Ah! Então suas obras e projetos sempre foram assim? Nem sempre. Sou humana. Tenho minhas falhas. Já enfrentei problemas de relacionamento entre clientes, entre clientes e mão de obra, já falhei e não soube dar a resposta certa. Acontece com todos. O importante é não deixar margem para que fiquem desconfianças e mágoas. 

Uma lição: tem horas em que se deve encerrar uma relação profissional. Por mais que seja complicado, tem vezes, e na minha vida isso foi muito raro, o melhor é dizer não.

Mas a maioria me deixou boas lições. E o resultado delas não poderia ser mais indicativo: clientes que me chegam por indicação de antigos clientes. E essa propaganda não tem preço.

Então o atendimento é fundamental. O nosso como prestadores de serviços e a indicação que fazemos de fornecedores e mão de obra. Somos responsáveis por eles. Eu sempre digo que vivemos em um país com tanta carência de bom atendimento que ele, em vez de ser regra, é exceção. E acaba sendo um diferencial competitivo. Exemplos são pontualidade, respeito à prazos e orçamento, honestidade e atendimento pós venda.  

Sobre o projeto: Mais que impor uma solução, ela deve ser o resultado da interação com o cliente. Lembre: o projeto não é seu. Quem vai usar, quem vai morar, quem vai pagar deve sim ter a sua vontade respeitada. Talvez se você for um gênio possa se dar ao luxo de não fazer isso...


Mas mesmo quando for muito brilhante é preciso que a solução seja também genial...


E o comum dos mortais? Aconselho que não releguem ao cliente o papel de simples pagador. Interajam, ofereçam o melhor de si, dialoguem e sejam firmes nas propostas que julguem melhores para eles. Mesmo que eles não aceitem em um primeiro momento. O técnico é você. Seja profissional sem ser turrão. Ou como diria o Che, "Endureça, mas sem perder a ternura".

Comunicação. Nada do que disse acima tem valor se não existir uma boa comunicação entre cliente e profissional desde o início. E uma boa negociação de soluções. Não prometa o que não sabe se vai poder cumprir. Se o cliente quiser algo que você sabe ser uma má solução, explique tecnicamente. Não deixe subentendido.

Sonhos são um campo mágico. E sutilmente delicados. Aprenda a ser equilibrista entre a possibilidade e a concretização.

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2016/08/17

Ideias de arranjos de flores: Neruda e violeta

Tantas vezes pensamos em inspiração para um ambiente, uma mesa, uma festa. Podemos imaginar tantas coisas: eu gosto, por exemplo, de pesquisar o que a pessoa gosta, o que lhe cala fundo ao coração.

Essa inspiração em particular nos remete à sutileza de uma mulher que amam Neruda. E adora violetas! E unindo os dois, exemplos lindos de belezas e delicadezas.
Com vocês a poesia de Neruda

De tanto amor a minha vida tingiu-se de violeta

Pablo Neruda



"De tanto amor a minha vida tingiu-se de violeta
e andei de senda em senda como as aves cegas
até chegar à tua janela, minha amiga:
tu sentiste um rumor de coração partido"



"e então das trevas subi ao teu peito,
sem ser e sem saber fui à torre do trigo,
surgi para viver nas tuas mãos,
saí do mar para a tua alegria."



"Ninguém pode contar o que te devo,
é evidente o que te devo, amor,
e é como uma raiz nascida na Araucânia
o que te devo, amada."



"É sem dúvida estrelado tudo o que te devo,
e o que te devo é como o poço duma zona  silvestre
onde o tempo guardou relâmpagos errantes."

E que fique conosco a ideia de que a elegância pode se revestir de um olhar mais singelo e apurado sobre as belezas simples da vida. E com elas festejar nossas vidas. Nossas casas. Nossas festas.



Imagens retiradas do Pinterest. As referências das flores estão no meu painel flores

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