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2016/05/25

Ideias para renovar o piso de madeira

Quando tudo parece tão surreal na vida da gente, nada como olhar coisas belas e diferentes para ver se as ideias se arranjam um pouco. E se não se arranjam, porque a vida parece ser uma montanha russa nos levando em velocidade incalculável ao mesmo lugar, pelo menos ajudam a tornar essa rota em que não temos muito protagonismo mais divertida.

E para alinhavar com essa falta de chão que parece nos acometer como nação, um pouco de irreverência nos pisos. E perdoem se brinco com assuntos sérios, mas preciso eu também desopilar um pouco. Pelo menos de vez em quando.

Procurei reunir algumas propostas que usam o velho e bom parquet e pisos de madeira com uma nova roupagem. Explico: moro em uma região meridional, em Porto Alegre faz frio uma certa parcela do ano. Tudo bem que faz um calor danado em outra..mas o piso de madeira, seja real ou fake, ainda é uma forma de tornar a casa muito aconchegante. Sem falar nos inúmeros imóveis antigos que reformamos e onde encontramos tesouros nos pisos. E é sempre salutar tentar resgatar e renovar esse material do que simplesmente descartar como se fazia um tempo atrás.
Um hall de entrada ganha nova vida e ares de juventude com um toque de irreverência em cor.
Outra maneira de renovação é usar desenhos de forma repetida e criativa. O efeito é muito elegante.
A cor, bem escolhida, serve como ponto de destaque no encaminhamento dos espaços.

Existem variadas maneiras de renovar o espirito e brincar é sempre uma das melhores e mais baratas. Então fica a dica para tornar seu piso em praticamente uma obra de arte. Sua arte!

Gostou? Fiz uma seleção com mais opções lá no meu Pinterest. Vai lá conferir na Fonte das imagens

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2016/05/24

Design para coletar/redesenhar momentos significativos

Estava pesquisando sobre a madeira transparente quando encontrei esse estúdio de design japonês. Eles desenvolveram essa mesa que parece ser de madeira transparente. Parece mas não é! Na verdade é de acrílico com veios. Mas como nada na vida acontece por acaso, muito menos na web, é dessa maneira meio que por acaso que faço muitas das minhas melhores descobertas.

Fui lá conferir o Stúdio Nendo e seu conceito de trabalho: 
...acreditamos que estes pequenos momentos "! " são o que fazem os nossos dias mais ricosÉ por isso que nós queremos reconstituir o quotidiano através da coleta e redesenho em algo que é fácil de entender.
Eles se referem aos momentos de exclamação que temos em nossas vidas diárias e que nem sempre são expostos ou levados na consideração que merecem. Ressaltar essa necessidade me soa como aquelas sutilezas que a cultura nipônica nos brinda e que eu tanto admiro.

Numa rápida olhada vi alguns dos seus projetos que vão desde a arquitetura à projetos gráficos para grandes empresas. E em todos o desenho inicial expressa o conceito que mostra claramente a intenção e a inspiração.  

A Casa Livro ou Book House recebeu um prêmio de excelência, o JCD Design Award. Escusado dizer que eu adorei a ideia de usar essa estante como uma biblioteca exposta ao público. Ou seja, as paredes externas revelam o saber e convidam as pessoas a usufrui-lo. E a luz é usada como elemento de ligação entre o interior e o exterior. 


Auto explicativo, o desenho do edifício dos pássaros permite a observação de uma pessoa nessa linda casa dos pássaros na árvore projetada para a Fundação Ando que se dedica a "promover e aumentar o acesso a atividades na natureza". 



Para a Universidade de Arte e Design de Kyoto foi criado esse pequeno pavilhão (em colaboração com o arquiteto Ryue Nishizawa) que é composto de uma cobertura e respeita a íngreme topografia local. A ideia é que "os visitantes lembrem da sensação de uma caminhada nas montanhas sob cobertura de árvores".  

Para a propaganda de uma mega indústria de maquinário pesado foi criada que a mostrasse ao consumidor comum, raramente alcançado por ela com esse tipo de publicidade. Através do uso da logotipia da empresa IHI foram sendo mostradas todas as suas áreas de atuação. 
"Esta ideia original surgiu da semelhança das letras do logotipo com as vigas de aço I e com os perfis H utilizados na construção. Assim como aço estrutural é usado para construir edifícios, este conceito nos permitiu montar uma variedade de imagens visuais." 





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2016/05/23

Papos de Snap - Filosofia e desenho na arquitetura

Já falei para vocês que ando me aventurando no snapchat. Uma para tirar o meu receio de gravar vídeos. Sou daquelas pessoas que funcionam melhor escrevendo que falando. E definitivamente me sinto mais à vontade dirigindo que na frente nas câmeras. Mas como o snap é tipo jogo rápido, sem muita produção, ando dando uns pitacos por lá. 

Resolvi então salvar alguns e mandar para meu canal do you tube porque acho que valem o debate. O papo de snap que começo hoje fala de dois assuntos que me instigam no afazer arquitetônico.

O primeiro é baseado em uma dica de livro que dei hoje por lá: Filosofia e Arquitetura. E mais uma vez repiso aqui a minha visão de que a Filosofia é uma matéria fundamental na formação de qualquer pessoa. E como profissional de arquitetura mais ainda. É fundamental que as ciências, e a arquitetura o é, seja dominada em suas técnicas. Para isso existe a formação acadêmica. Mas a técnica nada é sem o questionamento do para quê. Do por quê. Do para quem. De todos os questionamentos que fortalecem o conceito de uma obra e que a fazem coerente com a visão do profissional que a concebe.

O segundo deriva do primeiro e é resultado também da análise dos snaps que tenho acompanhado de alguns colegas e dos intensos debates em redes sociais sobre a representação gráfica na arquitetura. Nos snaps tenho notado que muitos jovens arquitetos têm valorizado o desenho a mão para a apresentação ao cliente. Achei deveras interessante. Eu não o uso mais. Acho que me acostumei a gerar as soluções em 3D para uma melhor visualização. Cada um com o seu processo. 

Mas seja a mão ou em meios digitais, tenho claro que a representação gráfica é sempre uma ferramenta. Importante ferramenta, mas não acima do projeto. E não, o projeto não é apenas planta, por mais bonita que seja feita. Assim como não é uma maquete. Projeto é um conjunto de soluções que estão expressos em desenhos e/ou maquetes. 

E vocês? O que acham? Venham me acompanhar nos meus papos de snap também ( arqsteinleitao) e deixem nos comentários os seus snaps para que eu possa segui-los também.



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2016/05/22

Oxigênio cultural da sobrevivência

Noite dos Museus em Porto Alegre. Um roteiro por oito dos espaços de cultura da cidade que levou milhares de pessoas para o encontro com algo intangível e tão necessário à saúde e sanidade de todos nós - um encontro com a sensibilidade.

Sair às ruas a noite se torna cada vez mais um desafio na nossa outrora alegre cidade. Uma autoridade de segurança local disse sobre assaltos em uma serenata iluminada em um parque da cidade: "Chamem o Batman" e que "gente de bem estaria em casa". Aliado ao crescente número de ocorrências policiais, resulta que muitas pessoas acabem deixando de sair às ruas. Que com isso se tornam mais inseguras, fazendo com que mais pessoas as deixem e alimentando um círculo eterno de causa e consequência.

Mas existe sempre um antídoto para a mesmice e a robotização que a vida cheia de responsabilidades nos leva cada vez mais. Se chama Arte. Se chama Cultura.

Quando estava indo para um dos Museus fiquei conversando sobre a cultura, e como ela é delegada a um segundo plano por muitas pessoas, com o motorista que me levou. Ele é artista plástico e como precisa sobreviver para continuar com a sua vocação, também se dedica a uma atividade paralela. Sobre a valorização da cultura, me respondeu com uma frase que fechou com o texto que o curador da Noite dos Museus usou em seu texto e que gerou o título da postagem. Ele me disse: "A gente sobrevive alguns dias em comer, mesmo alguns poucos dias sem beber, mas quantos minutos sobrevivemos sem respirar? É o oxigênio, algo tão sutil e tão necessário, que nos mantém vivos. Assim é com a cultura, algo tão sutil que nos ajuda a sobreviver e a nos reconhecer como seres humanos."  

Na entrada do Museu Felizardo Furtado nos foi entregue a programação e um texto do curador...    
O roteiro dos Museus ora composto, por sua vez, nos revela outra trama da cidade; em meios à velocidade e à fadiga diária, despontam lugares que nos raptam e nos levam a mundos em que imperam arte, beleza, ciência e sofisticação de linguagens. Eis aí o oxigênio cultural da sobrevivência. (Prof. Dr. Francisco Marshall - curador da Noite dos Museus - Porto Alegre 2016) 
E eis aí uma pequena amostra do que aconteceu na cidade em um noite nem tão fria do outono de 2016. As portas dos museus se abriram à população. As luzes se acenderam e a música se uniu à coleções de artistas e exposições as mais variadas. Pessoas de todas as idades, de todas as classes sociais, de todas as etnias, de todas as ideias se uniram em torno de algo aparentemente supérfluo: prazer de usufruir de sua cidade, vontade de sentir mais e melhor, estar em comunhão com as musas e com quem mais que gostasse de vivenciar que sim, somos mais que meros sobreviventes.

O espaço dos Museus se tornaram mais públicos. A noite se tornou mais criança. A urbe se tornou mais Ágora. Eu me senti mais gente. 

Vibrei com o chorinho como se fosse uma redescoberta. A energia boa de todos se uniu ao som que vibrava em harmonia. Foi intenso e mágico.

Resgatar a cidade para o uso de todos. Democratizar os espaços de memória para que nele não apenas recordemos o passado, mas que vislumbremos o quanto podemos mais no presente. São movimentos assim que tornam uma cidade mais atraente para seus habitantes. 

Tomara esse oxigênio cultural aconteça mais seguido! 
Para que serve a arte. Para nos trazer de volta ao ser gente. Quando o mundo teima em nos despersonalizar e embrutecer, a arte nos traz ao encontro do significado real da vida: o sentir. Elenara Stein Leitão

Fotos: Elenara Stein Leitão 
Local: Museu Joaquim José Felizardo  - Rua João Alfredo 582 Porto Alegre /RS

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2016/05/21

Alojamento comunitário em Ruanda - um dos melhores projetos de 2016

Em uma encosta rural de Ruanda, na Africa, foi construído um alojamento temporário para as equipes de saúde do Partners In Health e Ministério da Saúde. O projeto dessa habitação é do escritório de Sharon Davis e vai além de um simples dormitório de campanha. 
Os quartos se posicionam ao redor de uma área comum que ajuda na congregação dos profissionais. Os materiais utilizados, além de econômicos, são da cultura local assim como as soluções de varandas que levam em consideração o clima quente e seco da região. Os tijolos usados na construção são feitos a mão por uma cooperativa feminina próxima. Aliás a execução ocupou cerca de 1/3 de mão de obra de mulheres. 
A equipe de Sharon Davis vem ganhando visibilidade mundial pelo trabalho que estão desenvolvendo em projetos de cunho social e em locais e programas desafiadores. Um deles foi mostrado aqui no blog: um centro comunitário multifunção para mulheres
Fundada em 2007, o escritório de Sharon Davis existe para projetar edifícios extraordinários que alterem o futuro das comunidades e as pessoas dentro deles. Nós, essencialmente, medimos o sucesso dos nossos projetos pelo grau em que eles expandem o acesso ao direito humano fundamental para a justiça social, empoderamento econômico e um ambiente saudável e sustentável







É salutar notar que a Arquitetura tem se focado e premiado cada vez mais os projetos e ações que visem a resolução de problemas sociais como já vinham apontando as tendências. Vejam a premiação de Aravena no Pritzker 2016.

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2016/05/20

Antiga fábrica vira loft impressionante



Transformar usos é uma das maneiras de se reaproveitar edificações. Esta antiga fábrica em Moscou (Rússia) passou por um criativo projeto de interiores da designer Anna Pliss e se transformou em um belo loft para morar. ar.

O antigo uso industrial é realçado pelo uso dos materiais: paredes de tijolos brutas, madeiras de demolição e até as antigas canalizações viraram inusitadas esculturas.

Ao mesmo tempo em que se usa e abusa de materiais mais pesados conceitualmente, a reforma usa do espaço amplo e aproveita as grandes esquadrias para uma farta iluminação.

Uma proposta que une aproveitamento dos recursos existentes, materiais simples e baratos como os paletes que formam a cama com a proposta de um espaço rico e dinâmico em dois andares, aproveitando o amplo pé direito.



Loft russo fotos © Maria Turykina


Loft russo fotos © Maria Turykina
 

Fonte
fotos © Maria Turykina

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