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2015/03/30

10 Livros de arquitetura da minha estante no escritório

Tantos livros fizeram parte de minha formação como arquiteta. Como estudante e como profissional. Fiz um pequeno exercício e garimpei alguns na estante do escritório. Cada um deles teve um significado diferente e em abriu uma perspectiva e um novo olhar. Juro que me deu vontade de reler quase todos!

  1. La Casa Autosuficiente - Brenda Valle - É leitura de 1981. Eu estava me formando e começando a me alertar para a autosuficiência e técnicas de sustentabilidade.  
  2. Construindo com o povo - Hassan Fathy - "A arquitetura deve expressar a personalidade da comunidade."
  3. A Força do Povo - democracia participativa em Lages - Márcio Moreira Alves - 1981, ainda na ditadura, as faculdades de arquitetura fervilhavam com a experiência de Lages. Aquele arquiteto com um imenso bigodão fazia experiências revolucionárias de participação popular. Dirceu Carneiro. Vale a pena pesquisar e saber mais a respeito.  
  4. A Dimensão Oculta - Edward T. Hall - o espaço e como nos relacionamos com ele, sempre fizeram parte de meu foco do afazer arquitetônico. 
  5. O Papel do Arquiteto - A conscientização do Design - Robert Sommer - Não achei links para o livro (:() mas ele faz parte da bibliografia de vários trabalhos. Ele fala da voz do povo e da participação nas decisões de projeto. Li muito esse livrinho, ele está meio despencado. Para mim foi uma espécie de antepassado das Avaliações pós ocupação e de projetos compartilhados que vim a ler mais tarde, na década de 90. 
  6. A História da Arte como História da Cidade - Giulio Carlo  Argan - o próprio nome é explicativo. Um livro bem interessante com uma visão das cidades como entes em transformação.
  7. Saber ver a Arquitectura - Bruno Zevi - quando estudava a bibliografia arquitetônica era predominantemente em inglês ou espanhol. Por isso mantive a grafia original do meu livro. Um beabá para quem incia a viagem fascinante pelo tema.  
  8. Planejamento Sim e Não - Francisco Ferreira - Revendo meus livros vejo que a gestão e a mudança já faziam parte de minhas preocupações. Comprei em 82, perto da formatura. Uma "pista possível: resolver as coisas de baixo para cima, reivindicando permanentemente o que só possa vir de cima para baixo." (acho que vou ler de novo, estou achando que ele ainda é necessário.)
  9. Evolução Urbana do Brasil - Nestor Goulart Reis Filho
  10. Quadro da Arquitetura no Brasil - Nestor Goulart Reis Filho
Os livros do Nestor são clássicos na formação teórica dos arquitetos. Acho leitura indispensável ainda hoje. 

E vocês? O que tem na estante e recomendam como leitura e/ou referência?

2015/03/29

6 portas de correr que surpreendem - ideias para seu apartamento

Todos sabemos que portas de correr são coringas. Auxiliam quando não existe muito espaço, facilitam as passagens. Óbvio que são muitas vezes mais caras, dependendo das ferragens.

Mas tem algumas que realmente surpreendem pela versatilidade que proporcionam. Vejam nos exemplos abaixo.

Para os amantes da leitura, haja espaço para os livros. Que tal uma estante que é porta? Bom, não é verdade? Eu também acho! 


Porta lousa para circulação ou armário na cozinha. Esconde a lavanderia, serve para escrever as receitas e para as crianças se divertirem. Bingo! 

Um quarto/ escritorio? Uma solução diferente usando um painel deslizante que serve de bancada e porta. Muito criativo! 


Adoro essa solução para cozinhas em flats ou locais muito pequenos. Um imenso painel com portas de correr. Elegante e prático. 


Portas de correr que escondem o dormitório. Aliás a cama que fica sobre um estrado. Quem pode servir de gavetas também. 
Flat pequeno? Escritorio e quarto? Usar muito branco? Dá para ousar em cor sim. Nem que seja no painel da porta.

Gostaram? Inspirações que garimpei no Pinterest e Google.






2015/03/28

Restaurante indiano com apelo sensorial

Um restaurante indiano que usa o espaço e os materiais para criar um experiência única e sensorial em uma cidade como Chandigarh, na India. É a proposta do Aja Quick Service Restaurant, projeto do Arch.Lab.


Um corredor com aromas já cria toda uma atmosfera de novas descoberats se sensações que levam à uma grande mesa comunitária que expressa o conceito do restaurante: colaboração e comunidade. 


O concreto, o mobiliário especialmente desenvolvido, as ervas e aromas  contribuem para que a experiência gastronômica se torne além de uma vivência prazerosa, uma reflexão sobre o ato de comer, a reflexão sobre a sua diversidade e como ela se dá em um ambiente urbano. 

Projeto: Arch.Lab / Harsimran Singh / Mohit Vij / Taruni Aggarwal / Jasnam Kaur
Fotografia: Purnesh Dev Nikhanj


Fonte





2015/03/26

Porto Alegre - uma jovem de 243 anos

Porto Alegre, capital dos gaúchos, é uma cidade que se mostra devagar. Embora muito conhecida por ser cenário de vários comerciais justamente pela sua arquitetura um pouco atemporal, a cidade tem recantos que nem todos percebem. Algumas poucas obras de peso, entre elas um Leão de Ouro da Bienal de Veneza.

Mas Porto Alegre tem mais. Tem sua própria Ipanema, com uma rua que vira fervo no verão. Tem ruas que são mais conhecidas pelos apelidos que pelo nome próprio. Tem parques e praças e sim, tem a rua mais bonita do mundo.

Mas tem também ruas e recantos que são igualmente encantadores e que uma rápida visita nem sempre é suficiente para conhecer. 

Tem vista da cidade lá da zona sul e tem travessa histórica na Cidade Baixa. E agora já podemos dizer que sim, tem carnaval de rua na cidade. E justo no ponto talvez mais boêmio - a própria cidade baixa.
Tem clima de Grenal sempre. E não sou louca de colocar apenas um dos estádios. Tem a nova Arena do Grêmio com seu projeto europeu.
E tem a reforma do Beira Rio com projeto daqui sim. E mesmo gremista devo admitir que ficou muito bonito.

Tem recanto tradicional como escadarias no centro e tem novas propostas de comércio que esbanjam design contemporâneo.

Convive com o premiado e o simples, o que resgata a tradição, apenas a modernizando.
 Tem várias caras do passado. Desde as mais clássicas....
 Passando pelo modernismo...
 E chegando às propostas universais.
Assim é a cidade que escolhi para morar. Convive com a diversidade. Oferece museus, casas de cultura, mostra e resgata sua história.
 Debruçada sobre o rio - ou lago como queiram- tenta ter o seu Museu das águas. Tem um céu lindo que é um escândalo!
É aqui que me sinto em casa.

Parabéns Porto Alegre!

Para saber mais sobre as fotos veja AQUI

2015/03/25

Dia de Rock, bebê

Tudo bem, eu não sou roqueira. Na verdade nunca fui. Portanto não esperem altos conhecimentos sobre bandas ou músicas. Meu lado rebelde musical sempre foi muito mais latino, muito mais Mercedes Sosa e Violeta Parra. Mas...também não sou imune à imensa influência que o rock exerceu - e exerce- na cultura e vida das pessoas.

Por isso o tema do almoço Clio falando sobre Rock....e Guerra Fria me deixou muito curiosa. A proposta era "verificar a influência do rock, produto cultural típico da Guerra Fria, na estética e no discurso daquele período histórico".  Palestra brilhante do prof. Dr. Thomaz Santos que nos levou por quase cinco décadas de rock, discorrendo sobre como a cultura, o poder, a política apareciam (ou não) nas músicas da época.  
Sempre tive a noção de rock como um movimento rebelde, de contestação. Mas que se tornou, na maioria dos casos, em um grande e lucrativo negócio. Talvez isso soe como heresia para os fãs mais exaltados. Enfim, é muito difícil imaginar grandes astros sobrevivendo sem o apoio das grandes indústrias de divulgação.  
Mas negócios a parte, a música é mais forte que a indústria. O fascínio que o ritmo exerce nas pessoas, a arte musical que é mais forte que fronteiras talvez seja a verdadeira revolução. Acima de lados, acima de geo políticas, acima de governos. Isso explica a censura nos regimes autoritários e a cooptação dos astros nos mais "liberais". 

Da música que mexia a ponto das pessoas quebrarem e ousarem, passando pelas requebradas de Elvis the Pelvis, que logo é transformado em um bom moço que atenda às normas sociais (e outras "cositas más" que falam por aí e que eu, como não sei, não reproduzo aqui). Passando pelos ventos e guitarras que gritam nos anos 60, pelos contrabandos da cultura ocidental para dentro da cortina de ferro. Passando pelas bandas mega super stars, pelos protestos de comportamento, submarinos amarelos e imaginando novas sociedades, mais generosas. Passando pelo punk, pelo rock pesado. Passando por tanta transformação, só o rock não passa. Netos e avós curtindo músicas que são clássicos.

Mesmo uma não roqueira como eu, não podia deixar de se render. 
E o almoço ? Com gastronomia da chef Carine Tigre foi um primor. E estava bem de acordo com a proposta da Guerra Fria com pratos de inspiração russa e americana. 
Entrada
Borsh (sopa de beterraba) com creme azedo
Prato principal Barbecue chicken com purê de milho e crocante de bacon
Sobremesa Shortcake com pêssego e chantilly de vodka

Fotos dos ambientes - Pinterest
Cardápio e comidas - Elenara Stein Leitão

2015/03/24

Upcycling com anatomia de Porto Alegre - Linha Zoneamento

Foto divulgação

Semana do aniversário de Porto Alegre, minha cidade de adoção. E eis que vejo uma linha de produtos super interessantes sendo lançados no dia 24/03/2015. 

A linha Zoneamento de uma designer por quem tenho uma baita admiração há muitos anos: a Renata Rubim. E a inspiração para essa linha de acessórios de decoração é a anatomia da cidade, já decantada em versos pelo Quintana. A Renata adora mapas, e deles partiu o conceito do design de superfície: mapas do bairro Bela Vista da capital gaúcha. 

Eles por si só, já seriam lindos. Mas ainda têm uma outra particularidade importante: são um bom exemplo de Upcycling

Upcycling é o processo de transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade. Utiliza materiais no fim de vida útil na mesma forma que ele está no lixo para dar uma nova utilidade. Ao contrário dareciclagem, que usa energia para destruir a forma e então transformar em algo novo.Wikipédia

A Multipla Co-criações propôs a reutilização de toalhas de mesa e trilhos do Novotel Três Figueiras de Porto Alegre, que costumam ser descartados após cinco anos de uso, e chamaram a Renata para a criação da linha Zoneamento.


Pode ser encontrado nas lojas Pandorga em Porto Alegre

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