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10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

2017/06/25

13 Ideias super criativas para paredes

Estava em uma palestra almoço sobre o pintor francês Édouard Vuillard no Studio Clio, me deliciando com a excelente gastronomia do local e com a palestra do professor José Augusto Avancini quando ele fez uma observação que me calou fundo. Era sobre as casas europeias e a "síndrome da parede vazia". Que aliás não os acomete, ao contrário das culturas mais novas americanas. 

Fiquei pensando sobre isso e confesso que não achei nenhuma pesquisa que corrobore essa teoria. Mas me vali então de minhas lembranças pessoais e da memória afetiva das casas de minha infância. Todas as paredes eram repletas. Tudo bem que sou meio acumuladora e adoro guardar coisas e objetos que me lembrem o passado e que, embora achando bem bacana certos espaços minimalistas e sua higiênica e elegante limpeza, me agrada que minhas paredes falem de vida e que sejam cheias de criatividade!  

Assim separei algumas ideias para todos os tipos de anseios e necessidades de abastecer paredes de mensagens e  recordações. 

 1- Para os amantes de viagens: Velhas malas, daquelas que nem se usa mais, servem de charmosas prateleiras e guardam objetos de lindos momentos de outros locais e outras culturas.
 2- Até mesmo os banheiros podem guardar lembranças ou mesmo aquelas obras de arte que fazemos de hobby. Embora este do exemplo tenha banheira, acharia melhor usar este tipo de decoração em um lavabo que não recebe muito vapor. 
 3- As bandejas de vovó! Tem umas tão belas e quem não vendeu ainda, e nem pretende, pode fazer um arranjo incrível em um hall de entrada ou sala de jantar.
 4- Paredes de sala vazias...acho que teria uma coisa achando que a casa não era minha. Um arranjo de fotos, quadros e castiçais tem muito mais a minha cara.
 5- Um ambiente mais rústico, em uma casa de campo ou praia, pode ficar bem lindo com as gamelas que se usava para doces e comidas. E que delícia que eram! Tinha uma amiga em Brasília cuja tia fazia pães de queijo em gamelas desse tipo e nos servia no lanche da tarde. Nunca esqueci!
 6- Outra composição bem bacana é usar molduras com outros objetos. Aqui uma gaiola que fica bem melhor cortada e fazendo ares de sua graça como adorno que prendendo pássaros que devem voar soltos e felizes!

 7- Aqui outra ideia de como usar molduras (que podem ser garimpadas em feiras ou briques) Aqui como envoltório de outros quadros menores. Ficou lindo!
8- Os bules da família! Nada de jogar fora ou colocar à venda na internet. Ficam lindos em prateleiras feitas especialmente para eles! Veja AQUI ideias de como dispor suas canecas 
 9- Tá, parei um pouco com os objetos antigos porque deve ter alguém já achando muita recordação para pouca parede. Mas nem por isso elas precisam ficar vazias. Uma linda constelação adesivada pode trazer referências astrofísicas. Ou astrológicas. Depende da casa e de quem a habita.  
 10- Sobrou pouca coisa de recordação e quero uma parede linda? Sem problema: Faça uma composição unindo objetos (aqui pratos) e pintura ou adesivos. Fica delicado e bonito.
 11- Mais uma ideia de como usar as bandejas. Aqui elas marcam presença em um canto nobre da sala. E com um arranjo bem elegante. 
12- Pratos. Mas com uma roupagem mais moderna? Que tal usar uma antiga esquadria e fazer a sua composição sobre ela? Veja outras ideias AQUI
13- Ou ainda uma disposição mais clássica mas usando o recurso de uma cor mais neutra e mais escura servindo de fundo? 

Há várias maneiras de fazer com que as paredes de sua casa falem e tragam mais aconchego e raiz para a sua vida.

Gostou? Quer mais ideias? Veja a fonte dessas imagens e outras AQUI

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2017/06/20

12 Ideias de como usar espelhos na decoração

Espelhos são dos recursos mais valiosos em uma ambientação, especialmente de ambientes pequenos. Vamos ver algumas ideias de como usa-los em vários ambientes?

 1- Molduras antigas: Ou mesmo esquadrias podem se transformar em charmosos meios de embelezar a sua sala de jantar.
 2- Hall de entrada ou canto de quarto: Mora de aluguel? Está com orçamento apertado? Um espelho, mesmo aqueles comprados prontos, pode ficar bem charmoso sobre um caixote. 
 3- Reaproveitando: cavaletes e toda espécie de adornos que podem ser cavocados nos guardados podem embelezar uma entrada. E o espelho em uma antiga moldura amplia a decoração. 
 4- Fotos de família fazem uma bonita combinação com um espelho retangular e podem ficar ótimos em uma entrada ou em um dormitório. 
 5- Qualquer penteadeira fica muito elegante com um espelho emoldurado com uma charmosa moldura trabalhada que pode ser garimpada em sebos de móveis. 
 6- Simplicidade e elegância. Um aparador simples e um belo espelho de moldura mínima fazem toda a diferença. 
 7- Ousadia em uma decoração mais cinza? Ouse na cor da moldura!
 8- Branco e um certo ar retrô são complementados pelo espelho com moldura mais clássica. 

 9- Uma ideia mais moderna pode ser uma composição em 3D com desníveis nas peças espelhadas.

 10 Outra ideia bacana é usar peças mais estreitas. Ficam super elegantes também.  
 11- Um efeito tríptico para quem quer mais área de reflexo. (Em salas de jantar é interessante ver se as cadeiras não vão bater nos espelhos)
12- Uma antiga porta usada no sentido horizontal deu um toque todo diferente à prateleira da entrada.

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2017/06/18

Casa de chá de Buda

Tudo o que andamos precisando nesses dias agitados, um local para retiro espiritual. Neste caso, uma casa de chá budista criada em total harmonia com a natureza que a cerca. Localizada em Tangshan, na China, é projeto do arquiteto Han Wenqiang, do Archstudio.cn


Uma forma absolutamente elegante, enxuta em formas e que se mescla à paisagem no grande terreno às margens do rio onde se situa. Poucas alterações foram realizadas e poucas árvores tiveram que ser removidas.

Aliás as árvores foram homenageadas e preservadas em seus espaços naturais, onde suas formas se revelam em toda a sua beleza. 

O prédio de quase 170 m2 tem cinco espaços definidos, a entrada, a sala de meditação, a sala de chá, o salão e o banheiro, como se fossem troncos de uma árvore. 

Os materiais naturais, da madeira aos seixos dos jardins se harmonizam com o concreto e o vidro e garantem um espaço de intensa beleza e em tudo propício ao encontro consigo mesmo e com a divindade. 

Veja também: 
 

 




 



Fotos: Wang Ning

Saiba mais sobre este projeto AQUI

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2017/06/12

Upcycle House - novo projeto sobre as ruínas da antiga casa

Vocês não tem aqueles dias em que dá vontade de fazer tudo de novo? Eu tenho - e na verdade estou no meio de um deles. Mas a gente para e pensa que também não dá para jogar fora o que se acumulou de experiências e vida, não é verdade? E se desse para fazer tudo de novo, aproveitando o que já se tem? Bacana, não é mesmo? Pois foi o que esse estúdio australiano fez. Usou os materiais e elementos de uma antiga casa para um novo projeto que batizou de
Eco-xperiment, ou como eles mesmos definem em seu site: 
Um lugar para praticar algumas abordagens experimentais para arquitetura sustentável.
O arquiteto Alexander Symes aproveitou os materiais do antigo prédio existente no terreno para dar uma nova roupagem e construir uma nova proposta. Já mostrei AQUI um exemplo semelhante de projeto feito no Paraguai. Chamamos isso de upcycle.
A diferença do upcycle para a reciclagem é que essa última usa energia para transformar algo velho em novo, enquanto o primeiro usa resíduos em fim da vida naquela função, agregando novos usos e valor. (fonte) 
Um ponto interessante é que o próprio conceito do projeto resgata a ideia de uma ruína reconstruída e nisso se difere do simples reaproveitamento de materiais usados. Segundo a fonte estudada, a filosofia de projeto para esta casa familiar de três quartos foi: "se não está quebrada, não repare e se está quebrada, conserte"

Apesar do aparente caos da forma, a casa tem preocupações com a sustentabilidade e com o correto aproveitamento da orientação solar para ajudar na economia de energia. 

O interior segue um padrão quase minimalista, em tons claros e com o uso de cores em mosaicos reciclados que quebram o branco das paredes.


Fotos: Barton Taylor

Fonte

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2017/06/08

Arquitetas/os e o amor: uma relação complexa

O modulor de Mestre Corbu espargindo amor...encontrei em uma postagem com 105 cartões para o Valentine's Day (o dia dos namorados lá de fora). Mas poderia muito bem representar a relação de muitos profissionais com a Arquitetura. Um profundo, apaixonante, as vezes esquizofrênico, namoro cheio de excelentes momentos, muitas DRs e várias expectativas....  
Fonte
Lembro disso nesse início de junho, perto do dia 12, quando se comemora aqui no Brasil o dia dos Namorados e vemos as lojas, TVs e redes sociais se encherem de corações e mensagens enamoradas, cooptando os apaixonados a exercerem o seu papel no nosso mundo (ocidental). O qual seja, consumirem ao mostrar o seu amor. Seja em joias, flores, roupas, jantares ou horas de êxtase em motéis, o dia deve ser marcado pelo que se considera romantismo.

Não me entendam mal: adoro demonstrações de amor. (agora mesmo escrevo para vocês escutando Bethânia derramar canções de saudades e amor). Fico imaginando que o amor ao lado de quem se ama é tão gostosamente inspirador que deve ser comemorado com criatividade. Tipo esse mapa do carinho que encontrei em outro site sobre presentes de amor. Quem não ia gostar de receber essa coisa tão mimosa (tá, é presente de alma feminina, eu entendo) de relembrar momentos gostosos ao lado da pessoa amada.
Fonte
Bilhetinhos amorosos espalhados pela casa também podem acender aquele fogo interno e fazer com a gente fique mais dengosa. E dengo é sinônimo de comemorar o amor...
Fonte
Um ambiente bonito, um vinho e uma troca de olhares...nada mais é necessário. Uma boa música talvez....
Fonte
Tudo bem, comecei amena apenas para pensar um pouco a intensa relação que existe entre a Arquitetura e o Amor. Pensem comigo, um dos simbolismos poderosos que movem a construção de prédios qual é? O amor! Do indiano Taj Mahal ao  Prasat Hin Phimai na Tailândia, temos vários exemplos de construções motivadas pelo amor de uma pessoa pelo seu par. Mesmo para os casais mais prosaicos arriscaria dizer que grande parte da arquitetura cotidiana é gerada pelo amor entre as pessoas. Casas e espaços que vamos projetando para servir de cenário às mais variadas histórias de amor. Umas mais extasiantes. Outras mais normais. Todas intensas. Todas gerando expectativas e poesias. Tá, nem todas, eu sei. Mas ouvindo uma música inspiradora e em plena época de louvação ao amor, vá lá se saber se aquele casal tão sem sal para nós, não encerra uma história que ninguém ousaria imaginar entre as quatro paredes de seu quarto. Ou em qualquer outro ambiente em que expressem seu companheirismo e sintonia (ou falta dela).
Fonte
E aqui chegamos à esta complexa convivência que é a relação dos arquitetos com a sua profissão. Sei que muitas pessoas tem a felicidade de poder trabalhar no que gostam, mas deixa puxar a sardinha para a que conheço mais de perto. 

Trabalhamos com paixão. Não apenas a nossa no afazer arquitetônico. Mas a paixão de nossos clientes. Entramos em suas casas, eles nos falam de seus sonhos e mais que isso, nos revelam suas intimidades ao mostrar como vivem. Sabemos suas práticas de vida: como dormem, como acordam, como curtem comer, se recebem pessoas, se gostam de ler....Tudo. E desse novelo emaranhado de práticas e vontades fazemos uma realidade que seja ao mesmo tempo funcional, tenha firmeza e beleza.   
Fonte
Projetamos seus espaços de trabalho. Suas cidades que são as nossas. Passeamos do macro ao micro problema com a desenvoltura dos corajosos. Fácil? Somos assim tão maravilhosos e capazes, profissionais multicapazes? Debaixo dessa aparente multitarefas que nos tornamos, existe trabalho. Um curso que abarca das ciências humanas às exatas, que nos faz ter ideias de poeta, mas que ao invés de palavras, devem resultar em prédios que sejam materialmente responsáveis e cheios de construtibilidade. 

A construtibilidade é definida pelo Construction Industry Institute CII (1987) apud Griffith e Sidwell (1995) como: “O uso ótimo do conhecimento e da experiência em construção no planejamento, projeto, contratação e trabalho no canteiro, para atingir os objetivos globais do empreendimento”. (Fonte)

Nem sempre essa relação é tranquila. 

O próprio ato de criação é inquietador. Exige uma entrega de alma que nem sempre é simples. As escolhas exigem uma capacidade de síntese que doí, como toda poda. A autocrítica é intensa e permanente. Desconheço um arquiteto plenamente satisfeito com seu trabalho. Talvez por momentos, talvez tenham a consciência de que existe um momento de parar e apresentar uma solução. Mas deixe passar um tempo, cabeça mais fria e logo a mente borbulha e novas soluções aparecem. Faz parte do processo. É bonito. É complicado.

Nem sempre a melhor solução para nós recebe o aplauso unânime da platéia. Aprender a conviver com isso é uma das tarefas de manter a sanidade em dia.

Há dias gloriosos. Há dias de desencanto. Como  toda relação apaixonada. 

Assim, parceiros de arquitetos/arquitetas (se não forem também da área) aprendam a entender essas mentes inquietas que no meio de um jantar romântico se perdem a olhar detalhes de uma ambientação e que os levam à romarias de igrejas e palácios em viagens de lazer. Que passam noites em claro, na companhia de CADs, renders e planilhas. E acordam loucos de sono e antes do beijo do bom dia, correm para atender os clientes nos whatsapps da vida....mas que também vão desenhar com minúcias suas festas, suas casas, seus escritórios. E vão lhe surpreender com cartões hiper/mega criativos....

Mas lembrem que... (embora a pesquise aponte para uma situação, creio que a inversa também é verdadeira)

Papo de Arquiteto
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2017/06/04

Café restaurante traz verde e ar tropical à Holanda

Fazer uma bela refeição em meio à vegetação é sempre muito gostoso. Principalmente no meio de uma grande cidade. Imagine então um restaurante em um país de clima mais frio como a Holanda conseguir trazer um clima de natureza muito verde para dentro de seus espaços! É o que propõe o projeto do Studio Modijefsky para o Bar Botanique Café Tropique, localizado em Amsterdam. 


O projeto de 2016 conservou muita da antiga identidade do espaço de 350 m2, que já tinha sido ocupado por uma academia e um antigo café. Novos elementos suspensos no teto foram introduzidos, assim detalhes diferenciados no mobiliário, revitalizando e marcando a nova proposta.  


 Os espaços internos e externos são ligados por grandes esquadrias que trazem luz ao interior. Os materiais usados remetem à estações de trem e dão um quê de estilo industrial: trilhos, madeira e concreto. Ao mesmo tempo a escolha das cores, com paredes em tons rosa na área de jantar, cria um ambiente sofisticado e acolhedor. E que é complementado por luminárias personalizadas feitas com placas de vidro. 
Detalhes surpreendentes marcam o extenso bar, com um belo revestimento em verde com detalhes tropicias. As formas orgânicas da proposta procuram lembrar os trópicos com uma paleta que introduz muita cor.

Uma espécie de solário com sala de estar recebe os clientes para um convívio descontraído e a profusão de plantas (Palmeiras, filodendros, samambaias e monsteras) complementam um clima de jardim que conta com a iluminação para criar efeitos de luz e sombra com a vegetação. 
 A identidade visual também foi criada pelo mesmo Studio e traz personalidade única aos cardápios e comunicação.



Fotografia: 
Maarten Willemstein

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