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10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

21.1.18

Reinvenção da arquitetura africana

"não é mais hora de resistir, agora é re-existir!" Zé Celso
Muitas das melhores inspirações surgem em conversas casuais. Em uma delas, via telegram, o colegaAfri Oscar Muller me saiu com essa máxima quando o grupo falava sobre um clima de desesperança reinante. E essa expressão RE Existir me remeteu à REinventar. 

E foi quando vi este vídeo TEDX sobre a próxima geração de arquitetos e designers africanos onde o arquiteto Christian Benimana fala sobre a sua experiência de estudante fora do continente africano e de sua volta para casa. E do surgimento da ideia de "construir uma rede de arquitetos que possam ajudar as cidades de África a crescer de forma sustentável e equitativa - equilibrando o crescimento com valores que são exclusivamente africanos para que no futuro as cidades africanas possam aspirar ser os lugares mais resistentes e socialmente inclusivos na Terra" . Uma reinvenção da arquitetura africana, uma resistência dos valores e culturas construtivas com uma visão global. Surgiu assim o African Design Center.


E ele nos fala de um crescimento sem precedentes da população africana, com uma tendência de mais de 55% da população vivendo nas cidades. Isso significa uma necessidade de habitações, escolas e centros de saúde como nunca.

E como fica a participação de arquitetos e outros profissionais africanos nessa empreitada? Há que se prever e fomentar cursos e maneiras que as pessoas não tenham que importar ou que os africanos tenham que estudar fora para voltar reproduzindo o que aprenderam em suas escolas estrangeiras. E sim que possam responder às necessidades locais. 

Página em rede social
Resistir e re-existir também significam antever as possibilidades. Das carências surgem as necessidades e os nichos de oportunidade. Se preparar para eles exige visão de futuro e esperança de acrescentar em respostas que possam melhorar a vida das populações. E resgatar o papel fundamental da Arquitetura. Além de aumentar um campo de trabalho promissor.
Centro comunitário em Ruanda




 
Fiquei bastante orgulhosa de ter aqui no blog vários exemplos da Arquitetura Africana atual que podem ser vistos AQUI.

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20.1.18

546 vassouras revestem um micro escritório

Tantas e tantas vezes vontade de encontrar uma nova dimensão, um local todo especial onde se possa delirar, sossegar ou mesmo trabalhar. Pois foi o que estes arquitetos britânicos planejaram e executaram em um jardim de Nottingham ao projetar o seu micro escritório. Não apenas ocupa exatamente o lugar do antigo galpão como é todo revestido de vassouras. Sim, é coisa meio de bruxa, vassoura para transportar para outro mundo, "um de calma, silencioso e de foco" segundo os autores.

O sonho de todo criador, um lugar fora do contexto, um local calmo e tranquilo para criar. Feito com uma magia de bruxa. Não, feito com a perícia de arquitetos que pensam e resolvem colocar ali o seu cabedal de conhecimentos e experiências. 
Criar nosso micro-escritório Mission Control  foi uma ótima oportunidade para experimentarmos muitas das tecnologias que implementamos em nossos projetos maiores, como materiais naturais, pré-fabricação, construção de respiração e técnicas de auto-construção . (2hD Architects)
Aparentemente um volume peludo fechado em um jardim, mas na verdade as 546 cabeças de vassoura de fibra de coco natural escondem os espaços do micro-escritório e criam ambiente de interno recolhimento do mundo exterior. 

A iluminação e ventilação internas são feitas por uma clarabóia que pode ser abertas e as paredes internas são isoladas com lã de ovelha.   




Um espaço para lá de interessante na proposta e execução. E eu vi AQUI


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18.1.18

Arquitetando ideias

Joaquim Cardozo
Quando nem o nome parece único, é complicado falar de arquitetar ideias. Será possível se criar ainda algo novo, ou vamos viver de "inspirações" e tendências que nos levam à ambientes belos, mas cada vez mais iguais. Parecem únicos, mas se repetem como fórmulas de bolo. 

Os estilos se repetem e quando um industrial toma conta do gosto popular, pululam paredes de tijolos. Tijolos fakes, tijolos adesivos, tijolos pintados e até de verdade! Os móveis esquecem as linhas retas de combinação de madeiras e cor e usam e abusam de ferro. Todos com a mesma estante. Parecem diferentes. Mas todas iguais.

Antes eram as paredes cinzas. Antes ainda eram banheiros escuros. Cada época, uma receita. Cada dia menos poesia. Menos diferenças. 
“Arquitetura do Cais”, de Matheus Torres
Mas e se fosse poetar? Se largasse de mão os modismos e as imagens que bombam, seria lá muito diferente?  O que cada um de nós quer de fato para nossas casas? Elas são feitas para nós? Ou para mostrar um modo de ser e ganhar curtidas dos amigos. 

Talvez os anos passando, talvez os tempos de hoje, talvez um talvez bem grande na cabeça, apontando para a necessidade de novos rumos. E a cada vez que o mundo me parece sem muito sentido, apelo para a minha receita particular: poesia. A magia das palavras que encaixa devaneios. A cola que costura pedaços. A possibilidade de poder criar e imaginar.

Arquitetando Ideias. Um canal para falar de arquitetura em todas as escalas. Mas também um canal para delirar. Afinal, viver é algo muito mágico para se ter certezas estanques. É preciso repensar e repensar. É preciso seguir. Mesmo que ainda não se saiba para onde.    
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12.1.18

Dicionário da Arquitetura Brasileira de Corona e Lemos

Em um ano em que participei de várias iniciativas relacionadas à edição de livros, uma delas me deixa particularmente honrada: ser uma das apoiadoras da reedição do Dicionário da Arquitetura Brasileira que foi lançado inicialmente em 1973 (um depois de ter entrado para a Faculdade de Arquitetura). A obra pioneira na área, de autoria de Carlos Lemos e Eduardo Corona, foi resgatada pela Romano Guerra Editora em uma campanha de crowdfunding*. 

São 512 páginas com os mais variados verbetes sobre a Arquitetura Brasileira. Entre eles termos regionais e do dia a dia de quem milita a profissão.

Nele podemos saber que pé-de-moleque, além do doce, é também um calçamento de rua, geralmente de seixos rolados. E que torçado é a verga da porta. E ainda que o zimbório é a parte mais alta e exterior da cúpula de um edifício.   

Mas não é apenas de curiosidades que é feito um dicionário. Mesmo em épocas de pesquisa digital, é importante ter um local onde procurar os termos usados, sejam regionais, sejam nacionais. E aprender também com eles sobre a história da nossa arquitetura e do afazer construtivo. Assim como nomes de materiais utilizados, especialmente as variadas espécies de madeira da nossa flora.

O prefácio é delicioso de ler e cita as retificações feitas pelos autores, com várias colaborações. A mais famosa é sobre a origem do nome cobogó, objeto tão usado em nossa cultura arquitetônica modernista (e mesmo a mais recente). E consta desta edição, a carta de Geraldo Gomes da Silva à Carlos Lemos com a correta definição e origem.

Sabemos a utilidade de um dicionário: ser um valioso ajudante de pequisa com credibilidade. Já sei que o meu vai me acompanhar ao lado da mesa de trabalho e vai me render boas descobertas! 

CRÉDITOS DA CAMPANHA: Silvana Romano Santos e Abilio Guerra / Romano Guerra Editora
André Scarpa, Helena Guerra e Caio Guerra / produtores da campanha
Irmãos Guerra Filmes / vídeos e animações

Dicionário da Arquitetura Brasileira - Corona & Lemos - Encontra AQUI 

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8.1.18

Bancadas de cozinha cheias de charme

Cada vez mais o prazer de cozinhar acompanha nossas vidas. E os espaços para comportar essa atividade também vão ao encontro dessa tendência de comportamento.

Por mais que alguns defendam a ideia da volta da cozinha fechada, o que vemos é ainda uma enorme quantidade de ambientes cada vez mais abertos e espaços fluídos, onde o ato de cozinhar possa ser compartilhado entre muitos.

E com espaços abertos voltamos a ter bancadas que funcionam como as antigas mesas grandes nos centros das antigas cozinhas que tanto auxiliavam para fazer os alimentos.

Como as modernas cozinhas ficam em geral junto às salas, o ideal é que essas bancadas sejam muito bem planejadas para enriquecerem os ambientes, sem perder em funcionalidade. 

Abaixo seguem algumas inspirações de bancadas. Para saber mais sobre elas, basta verificar no link abaixo da postagem. Procurei reunir projetos que tenham uma diversidade de materiais e que traduzam conforto, funcionalidade, beleza e aconchego. E algumas medidas para que possam checar com o projetista a melhor solução. 







 Leia também:




 

Você pode encontrar a fonte e referências das imagens AQUI

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4.1.18

Focando na qualidade do espaço urbano

 A Arquitetura em sua função social de planejar os espaços, sejam individuais e/ou coletivos, trabalha em várias escalas. Do micro ao macro. Do particular ao social. Do luxo às necessidades mais prementes e básicas do seres que habitam este planeta. De dois em dois anos, acontece um encontro dos mais importantes da área, a chamada Bienal de Veneza que aponta rumos do afazer arquitetônico.

Em 2018, com a curadoria das arquitetas irlandesas Yvonne Farrell e Shelley McNamara, do premiado escritório Grafton Architects, o principal tema será a qualidade do espaço urbano. 

Já falamos da importância do planejamento urbano e dos espaços coletivos em as premissas do Urbanismo e da importância de reconquistar os espaços das cidades,


A 16ª Bienal Internacional de Arquitetura (de 26 de maio e 25 de novembro) vai focar a "qualidade do espaço público e privado, do espaço urbano, do território e da paisagem como os principais fins da arquitetura. " Esta pauta vai ao encontro da Nova Agenda Urbana das Nações Unidas. 

Veremos abaixo o que os curadores da Bienal de Veneza de 2018 conceituaram como "Freespace" em suas palavras:
"Freespace comemora a capacidade da arquitetura de encontrar generosidade adicional e inesperada em cada projeto - mesmo dentro das condições mais privadas, defensivas, exclusivas ou comercialmente restritas".
"Freespace oferece a oportunidade de enfatizar os presentes gratuitos da luz - luz solar e luar, ar, gravidade, materiais - recursos naturais e artificiais".
Arsenale 2010. Imagem © Giulio Squillacciotti, cortesia de La Biennale di Venezia
"Freespace pode ser um espaço de oportunidade, um espaço democrático, não programado e gratuito para usos ainda não concebidos. Existe um intercâmbio entre pessoas e edifícios que acontece, mesmo que não seja planejado ou projetado, de modo que os próprios edifícios encontrem formas de compartilhar e envolvendo pessoas ao longo do tempo, muito depois que o arquiteto deixou a cena ".
"A arquitetura tem uma vida ativa e passiva. Freespace abrange a liberdade de imaginar, o espaço livre do tempo e da memória, unindo passado, presente e futuro juntos, construindo sobre camadas culturais herdadas, tecendo o arcaico com o contemporâneo".

Espaços de convívio, onde as pessoas possam compartilhar vivências, usufruir encontros, vivenciar o mundo de maneira digna, prazerosa e generosa. Que a Arquitetura e os arquitetos possam dedicar seus conhecimentos e bagagem profissional e cultural para fomentar mais e mais essa fruição. Que possamos dizer que arquitetamos espaços mais ricos em conteúdo de vida e dignidade.

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