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10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

21.11.17

De bule em bule, o café se faz cheirar


Quem não guarda em sua memória afetiva algum cheiro gostoso que lembre aconchego? Eu lembro do cheiro do café passado em bules de louça, ainda com coador de pano. O pó era colocado com esmero, a água na chaleira não podia chiar que água quente estraga café e chimarrão (sabedoria de avó). O pó ia se transmutando em contato com a água e começava a cheirar. Cheiro bom. Cheiro gostoso que entrava pelas narinas e tomava conta do lar.

As casas de ontem eram lares. Pelo menos as que lembro. Tinham fogão a lenha e as pessoas cozinhavam com fogo. Tinham uma mesa bem grande no centro da cozinha onde mãos operosas amassavam o pão que se comia com o café quentinho saído do pano. E o leite que tinha nata e também vinha em bules.... 

bule - substantivo masculino  - ant. pequeno frasco de louça da Índia, de gargalo estreito. / recipiente habitualmente bojudo e/ou em forma de tronco de cone e com asa, tampa e bico, de barro, porcelana ou metal etc., em que se faz e/ou serve chá, café, chocolate, tisana etc.
Os bules...para mim só tinham um formato. Quando muito eram coloridos. Mal sonhava com os mais requintados, desses de prata que ficavam escondidos na cristaleira e só saiam de seu esconderijo quando chegava visita mais requintada.

E quando eu ia imaginar que até iam servir um dia de suporte para lâmpadas????
Foram os chineses e, mais tarde, os japoneses que tornaram mais conhecidos os bules no ocidente. Tetsubin é o bule japonês de metal. Originalmente, o bule era feito de cerâmica, muitas vezes ricamente ornamentado e ainda hoje é comum na cultura ocidental oferecer como presente de casamento um serviço de chá composto pelo bule, um conjunto de chávenas e seus pires e, muitas vezes, um açucareiro e uma leiteira. (fonte)
Na minha memória de criança os bules eram como esses. Serviam para bebidas e quando muito para suporte de utensílios de cozinha. Minto. Essa coisa de achar outra utilidade para as coisas práticas é coisa dos dias de hoje.
Ter a ideia de usar os bules antigos da vovó para enfeitar com ternura uma mesa, fazendo as vezes de vasos de flores alegres, traz um ar de carinho para nossas casas. 
E os mais requintados? Aqueles das visitas especiais? Acho que ainda continuam sendo usados assim porque poucas pessoas os tem. E menos ainda usam suas peças mais valiosas para se presentear. Vivemos em sociedades esquisitas. Deixamos para outros nossos tesouros mais caros, ao invés de aproveita-los todos os dias... 
Mas olhem só como o bule pode deixar a sisudez de lado e assumir as formas mais divertidas e lúdicas!

Podem seu simples e elegantes.
E podem ser absolutamente modernos e também elegantes.
E completamente tecnológicos!  
Na verdade não importa a forma, mas o conteúdo. Que continue a nos abastecer a alma, mais que o corpo. Que nos deixe lembranças de carinhos e momentos belos e gostosos. 

Fonte das imagens

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18.11.17

Caminhar e Parar


Caminhar. Não apenas apressadamente para chegar a algum lugar. Nem como forma de exercício. Mas caminhar e olhar. Caminhar e parar. Caminhar como forma de aprendizado de um realidade que desconhecemos por falta de prática. Por medo da insegurança. Pelos limites impostos na sociedade. Caminhar como uma forma também de transgressão. Aquela que conforma a curiosidade de saber o que existe além dos limites. Um livro que fala de práticas de ensino e que mesmo para o leitor que está longe dos exercícios das aulas, abre questões. Faz buscar mais dados. Faz querer ver, ouvir, cheirar e ler mais sobre.        


Uma leitura em tudo interessante. Um livro que parece pequeno, mas é denso. A gente lê e para. Lê mais um pouco e para de novo. Respira. Pensa. Vai para a web, pesquisa. E volta a ler.

Já aviso que não é um livro que vai te deixar impune. O leigo vai gostar. O profissional de arquitetura e urbanismo vai refletir. Os dois vão se conscientizar dos espaços que não percebemos de imediato.

"Apenas perdendo tempo pode-se ter um encontro com o Outro e com Alhures" 
Um livro que abre questões. E por isso mesmo, indispensável para quem pensa a cidade.

Recomendo também a leitura do Walkscapes. O caminhar como prática estética (que ainda não tive a oportunidade ler) que abre caminho para esta maneira de re-conhecer o meio urbano - caminhando. 

O Outro e o Alhures escondem-se, muitas vezes, sob uma camada de banalização. A arte está em saber ir embaixo dela." 
O livro reúne diferentes artigos que nos conduzem a Stalker, à morte de Constant, às cidades dos ciganos rom, a diversas deambulações por cidades latino-americanas e a outros episódios que nos levam a olhares diversos sobre o passear e o deter-se. O corpus teórico e experimental de Careri mostra-se, nestas páginas, com todo vigor e, como já fi zera anteriormente com Walkscapes, nos introduz num universo novo e surpreendente: o universo da ética e da estética do caminhar, e agora, também do deter-se.

Caminhar e Parar 

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17.11.17

Resíduo de esgoto - transformando problema em solução

Estes dias escutei no rádio que a criatividade nem reside em criar algo espetacularmente novo, mas em saber aproveitar a realidade e transforma-la em algo diferente. E se este diferente for ao mesmo tempo solução para um problema? Melhor ainda! É o que vemos neste projeto premiado de estudantes holandeses que tiveram a ideia de aproveitar o resíduo do esgoto como composto para telhados verdes em seu país.



Bingo! O tratamento de água de sua cidade filtra uma quantidade imensa de lixo que não era aproveitável. Coisas como preservativos, tampões e toalhas higiênicas. Todo esse material era captado e depois queimado. Os estudantes tiveram a ideia de pegar este resto, secar e comprimir. Como com este processo, os odores somem, as placas que são criadas, e absorvem bastante umidade, servem como adubo para os telhados verdes. 

O produto resultante do resíduo do esgoto foi chamado por eles de BlueRoofs. Com esta ideia foram um dos ganhadores do desafio BlueCity Circular em Roterdã, na Holanda.

Fonte

Leia mais sobre telhados verdes AQUI

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14.11.17

Cor, Espaço e Estilo - dica de livro

Arquitetar espaços, sejam internos sejam externos, faz parte do meu afazer diário. Embora não tenha tido uma formação específica para ser o que se chama de Designer de Interiores durante a minha graduação, sempre projetei pensando no macro e no micro, no espaço que conforma e no que se forma dos detalhes e das necessidades de quem ali vai viver. Nunca me ative somente ao que aprendi na faculdade, sempre fui atrás de mais conhecimento e aprendi através da leitura e pratica. Agora me peguei imaginando que facilidade seria ter um livro como este, Cor, Espaço e Estilo em minhas mãos desde sempre! 

Ele reúne em um volume um cabedal de conhecimentos direcionados à prática do desenho de interiores de uma maneira conjunta e fácil de pesquisar. Adorei! Desses de ter ao lado da gente sempre na hora de projetar. E fácil de carregar junto para qualquer necessidade. 


Através de seis capítulos os autores abordam assuntos básicos para entender e começar a projetar. 

Para os leigos uma excelente ajuda para poder trabalhar melhor com o profissional escolhido. Entender o que se pode exigir de um bom projeto de interiores ajuda a se ter melhores resultados. 

Para o técnico, seja arquiteto ou designer de interiores, uma boa ferramenta que faz um apanhado de informações úteis e que podem ser ampliadas pela pesquisa suplementar em publicações mais especificas.


E aí vejo seu grande mérito: uma maneira super prática de pesquisar várias informações de maneira bem ágil.


Seus capítulos abrangem desde os fundamentos que compõem um projeto de interiores, passando pelos espaços, superfícies, habitabilidade, elementos, recursos. Através deles e sempre contando com reflexões de profissionais de profissionais ao final de cada um, podemos ter uma ideia geral de como proceder para a elaboração de um bom projeto de interiores


Em suma, é desses livros para ter ao lado, dentro da bolsa, na mesa de cabeceira e consultar quando for necessário. Uma excelente dica também de presente para amigos e parentes que se interessem pelo assunto.

COR, ESPAÇO E ESTILO



Fotos e vídeo de divulgação

Mais literatura sobre Projetos de Interiores


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12.11.17

DIY 15 ideias para enfeites e árvores de Natal com amor e criatividade

HO HO HO! Por mais que o simpático velhinho vestido de vermelho com seu saco de presentes seja a imagem icônica do nosso atual festejo de Natal,  ainda tenho na memória afetiva duas formas de marcar a data: a árvore e os presépios.

Essa lembrança tem toda a lógica com meus antepassados: do meu avô alemão veio a tradição da árvore. Dos portugueses de meu pai, o presépio. Da união desses dois polos nasceu nossos festejos que eram sempre muito alegres e cheios de presentes. Mas embora minha mente de criança ansiasse por eles, o foco da festa eram os preparativos onde eu podia ajudar. E como ela fantástico montar a árvore, ver nascendo aquela majestade que as caixas de guardados escondiam durante o ano. Bolas, velas, estrelas e até algodão faziam parte! O presépio sempre enriquecido com areia, laguinhos e vegetação. Tudo sempre igual e sempre tão diferente! Alguns anos a gente fazia os enfeites, lembro das bolas de isopor carregadas de alfinetes coloridos. Como eram pesadas!!!! Mas muito mais resistentes que as frágeis e delicadas bolas prontas que eram guardadas com tanto cuidado nas eras pré descarte....

Fazer os enfeites. Esta a magia que lembro com mais carinho! O famoso DIY de hoje que traduzindo em bom português é o"faça por si mesmo". Então mãos na massa colocar em prática algumas ideias bacanas para arquitetar um Natal bonito e criativo.  
Árvores: lembrem da infância. Um triangulo para a copa de um pinheiro. Pausa para entender por que triangulo e por que pinheiro.

Segundo a tradição, São Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos pinheiros como símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto. (Fonte)

Então, um triângulo é bem mais que uma forma nos festejos. Lembre disso quando for usa-lo. Uma dica bacana é sempre pesquisar os significados. Assim as festas assumem sua verdadeira dimensão de transmissores de tradições, costumes e história. Entender o que se faz, como se faz e porque se faz nos acrescenta como seres humanos. Faz parte da magia do Natal toda a sua simbologia. 

 As palavras. Bem colocadas, simples expressões nos remetem ao velhinho barbudo que passa todo o ano na Lapônia só se preocupando em nos dar momentos felizes. Nem todos é verdade.  Muitas crianças ( e estou falando das cristãs) não tem essa alegria nem em dezembro nem em 6 de janeiro, dia de Reis (onde na tradição de muitos lugares é o dia dos presentes por causa dos Reis Magos e toda aquela história -haja tema para pesquisar!). Lembrar dessas crianças sem Natal também pode fazer parte do seu DIY do ano. Pense nisso e veja como colocar um sorriso no rosto de uma criança.
Ainda lembrando a figura no Papai Noel que só virou vermelho por causa de uma certa bebida bem famosa. Esqueça as brigas ideológicas por um momento e mergulhe no vermelho.  E ideias simples como copos vermelhas, fitas pretas e botões dourados fazem de sua mesa um espaço bem natalino!
Um Natal com inspiração na natureza onde a árvore é lembrada em galhos que simulam luminárias, com as bolas substituindo as lâmpadas pode ser um belo adorno de sua sala. Nada impede que seja lâmpadas mesmo. Fica por sua conta e habilidade.
 Natal minimalista. Quem tem habilidades com marcenaria pode usar a forma triangular para fazer nichos em que repousem enfeites. Ou talvez presentes....
Pensar na forma de diferentes maneiras pode ser um excelente exercício de criatividade. Principalmente em épocas de poupar árvores de verdade. Reaproveitar, reciclar, reusar! Lembre disso! Vejam este exemplo em que uma escada velha se transforma em uma festiva árvore de Natal!
 Ou ainda simples riscos infantis podem ser enfeitados com bolas, com fotos, com recortes.... 
Algo que aproxime mais do pinheiro tradicional? Escadas, armações de tendas...fica ao seu critério e disponibilidade usar o melhor suporte para encher de enfeites natalinos.
 Uma ideia muito delicada e que é a minha eleita para este ano. Usar botões para pequenos enfeites. Achei muito encantador.
Uma árvore com fotos dos momentos marcantes do ano. Ou com desejos para o que se inicia....  
 Gostosuras ou presentes? Os dois quem sabe!!! Para a mesa dos pequenos uma ideia divertida e gostosa!
 Boas vindas não precisam ser só em forma de guirlandas....
 O carinho de quem faz mesas bonitas se traduz no cuidado com detalhes. E sempre me lembro de uma mestra no assunto, minha cunhada Maria Luiza. Suas mesas de festa são uma declaração de amor! Admiro muito quem tem esse carinho com seus convidados. 
Então quando pensar no Natal, esqueça um pouco aquela profusão de enfeites prontos. Deixe de lado só encher a casa de Papais Noéis importados e feitos sabe-se lá em que condições de trabalho. Pense diferente. Faça diferente. Lembre da verdadeira mensagem da festa: ao invés de uma data cansativa e comercial, uma festa de esperança, amor e criatividade!  


Fonte das imagens - Pinterest

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9.11.17

Espaços sagrados - transformando capela em escritório

Não deixa de ser peculiar se fazer uma relação entre os espaços sagrados de cada época. E aqui não vou entrar no aspecto religião, mas nos prédios que resultam de cada prioridade das sociedades. Muito já se estudou sobre o papel dos templos na história e da enorme demanda de recursos e tempo que geravam. Não é sem uma ponta de ironia que vejo este projeto do Architects Bureau Klaarchitectuur transformando um antigo prédio histórico tombado em Sint-Truiden (Bélgica), a capela de Waterhond, em seu escritório. E a ponta de ironia é constatar que muitas das maiores realizações arquitetônicas de nossa época contemplam justamente prédios de escritórios que celebram o trabalho como força propulsora de crescimento em nossas sociedades. 
A capela é dos meados do século XVI e foi originalmente um celeiro. Mais tarde foi transformado em capela, escola de música e tribunal. Nas últimas três décadas estava sem ocupação. 
 
Como todo prédio considerado como de valor histórico deve manter suas características preservadas, o projeto de ampliação do escritório se pautou pelos conceitos de "atemporalidade e percepção". Os espaços e materiais foram respeitados e mantidos para que os visitantes possam usufruir de sua história. 

Funcionalmente foram criadas uma caixa de vidro interno que acomoda o local de trabalho e um pavimento superior que abriga o espaço de exposições. As funções de apoio foram alocadas em uma construção nova, anexa à capela original, mas escondida dos olhos. Para efeito de projeto se mantém a forma da capela antiga que se revela em suas novas funções a quem entra no seu interior.

Fonte





  

Fonte
Fotos : site dos arquitetos

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