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10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

2017/05/27

Vinho e suas magias de espaços e rituais

Foto Elenara Stein Leitão
Comentava com amigos como o vinho envolve que o tornam tão mágico. Era sobre um programa que mostrava as cantinas mais fascinantes da Europa. Desde as lavas do Vesúvio às colinas da Alemanha, passando pelas vindimas e toneis de carvalho, tudo tão requintado e ao mesmo tempo tão bacante.

O Vinho é para mim altamente inspirador.  E não costumo exagerar. Uma taça por dia. Talvez se duas se bem acompanhada. Não mais preciso para ser tocada pela magia de Baco e me inspirar pela Vida. A que acontece quando nos deixamos levar. Quando nos arremessamos na alegria e no êxtase.

Afinal o vinho é sagrado, é profano, é simbólico!. E quando o clima esfria e o dia dos namorados se aproxima, mais o clima de sedução entra em jogo. E não o fake, aquele armado pelo comércio para render boas vendas, mas o velho e bom jogo que une olhares, traz um frio na espinha e faz o coração vibrar em sintonia com o universo.

Mas não pensem que os rituais prescindem de regras. O uso de um bom decanter pode ajudar na degustação. E mesmo antes, há que se atentar para como guardar a bebida. E as adegas devem ser bem pensadas para que as garrafas fiquem em condições de temperatura e espaço que preservem suas características marcantes.

Primeiro as condições do espaço. Deve ser um local, de preferência protegido de tráfego (vinho é vivo, lembre-se), da luz e deve ser arejado. Nada de local quentes ou muito frios (ideal que fique entre 12 a 20 graus) e sem odores. O vinho é muito delicado, como todas as boas coisas da vida e deve ser guardado com amor e cercado de cuidados. (Fonte)

Mas as regras existem até para serem quebradas, não é verdade? Adoro tomar vinho em belas (e frágeis) taças de cristal. Daquelas que eu corro para lavar antes que alguém coloque a mão, por medo de que as quebrem....Por isso quando vi um vídeo em um whatsapp com esse produto aí de baixo, sabem que achei bem interessante! Falo por experiência própria que já tomei vinho em copo de plástico e ia amar ter uma taça dessas para acoplar em um garrafa. Deve ter um dispositivo para vedar, mas amei a ideia de popularizar um pouco o ritual...Podem achar AQUI.

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Vai dizer que não é divertido??? Essa postagem sobre o vinho começou por causa do Dia do Vinho que é na verdade uma semana. Tem vinho no jornal, tem vinho na minha TL. Mesmo que eu não gostasse de vinho, a mídia e os algoritmos iam me convencer a experimentar ao menos uma tacinha....
Fonte
Tudo bem. Sucumbiram às propagandas. E agora? Como harmonizar o vinho com arte??? Leiam AQUI onde em um "texto leve e bem humorado, o mestre Schiffini fala sobre harmonização de vinhos."
Fonte
E para completar uma recordação de alguns projetos de lojas e vinícolas que já passaram por aqui:

1- Projeto de Jones Studio a Thurston Wine House. As construções parecem brotar da terra, parecem fazer parte dela e é como se a gente fosse ali para meditar. Ou apenas sentir-se. E os espaços vão se revelando quase como vinho se revela. De maneira sublime. Leia mais AQUI
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2- Um projeto bem bacana de uma vinícola chilena, projeto do escritório Claro Arquitetos. A ideia? Uma sala para degustar bons vinhos e aproveitar a vista dos vinhedos. Leia mais AQUI
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3- Uma loja de vinhos com um projeto muito original em Zurique, a Albert Reichmuth Wine Store, projeto do escritório OOS. Leia mais AQUI
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4- E como é super recomendável que não se beba em jejum, um projeto que mostra uma loja que vende pão e vinho. Leia mais AQUI

E para terminar (e agora de verdade) ainda tem dicas de como aproveitar as embalagens dos vinhos AQUI.

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2017/05/25

Ideias bacanas (e baratas) para decorar festas juninas

Das Festas Juninas da minha infância, quando morava no interior e em uma de pátio grande, me lembro principalmente das simpatias. Talvez porque morasse com adolescentes "casadoiras", era a faca na bananeira e a agulha no fio de cabelo que me chamavam a atenção. O Santo Antônio nem era citado, mas era ele e sua fama de achar marido que motivavam essas e outras brincadeiras.

Tinha fogueira. Tinha comedoria. Tinha risada e muita alegria.

Bandeirolas fazem a festa
Talvez a festa mais tradicional desse país, que une pessoas de todas as regiões, é herança dos portugueses. As festas "joaninas" em homenagem à São João. E também à Santo Antônio (o casamenteiro) e São Pedro. Desde cedo aprendi que cada região tem as suas peculiaridades. Usava pilcha gaúcha nas festanças daqui. Essa coisa de chapéu de roça e falta de dentes não fazia parte da realidade das minhas festas de infância. Mas tinha cocada, pé de moleque e muita bandeira.

Gostava demais das festas no colégio. Pescaria, barraca de beijos e prisão. Quanta alegria naquelas crianças que se reuniam no pátio da escola e se empaturravam de pipoca! Aqui no RS tinha pinhão. Mas desse eu não gostava não. Uma vez no colégio, bem pequeninha, caí numa casca de pinhão e ralei o joelho. Nunca mais nem olhei para eles...

Ideias para festejar? Nem precisa gastar muito! Basta um toque de criatividade, mãos na massa e muita vontade de ser feliz. 

Um pouco de pipoca, um molde de papelão. Cola e fitas vermelhas e olha o clima para o Santo Antonio no ar...já serve até para o dia dos namorados. Achei gracinha mas vou confessar para vocês. Sou louca por pipoca. Não posso ver um pacote que como TUDO! Acho que não conseguiria fazer esses corações. Ia preferir comer antes...mas enfim, para quem não sofre dessa compulsão #ficaadica 

Amor e pipoca

DIY
Chita e prendedor. Clássico e sempre bonitinho. Aliás adoro esse desenho de prendedor de madeira. Nunca achei um que funcionasse melhor, com mais durabilidade e funcionalidade. E que de quebra desse para aproveitar em muitas ideias criativas. É o que chamo de #bomdesign  
Prendedor de chita
Pescaria não pode faltar. Achei tão fofos esses peixinhos de tecido!!! Esses são para enfeite, mas dá para aproveitar a ideia e fazer uns com ganchinhos que possam ser pescados de verdade. Os brindes? Guloseimas e/ou bilhetinhos com frases lindas já alegram o coração. 
Pescaria
 Mesa linda e alegre! E com reaproveitamento de potes, garrafas pet e tudo o mais que for possível. E restos de tecidos bem coloridos colados e cordões de basbantes para as bordas e laços! Mais sugestivo impossível. 
Muita chita para enfeitar
Flores fazem a festa! Sempre. E para dar o clima da data, nada como cones de papel e/ou tecido colorido. Se tiver em casa, reaproveite. Se for comprar, pesquise nos retalhos que saem mais em conta.  
Flores
Bandeiras mil! Muitas e muitas bandeirolas. Se não fizer mais nada para enfeitar, use bandeiras. Eu costumava recortar revistas velhas e colar em barbantes. Mas se quiser sofisticar mais, use tecidos. Ou ainda juta com recortes que fica super charmoso!
Bandeiras em juta
Lanternas iluminam!  Adorei esse efeito, aqui foi feito com papel cartão recortado com estiletes. Eu não usaria velinhas, sei lá, sou traumatizada desde que uma árvore de Natal pegou fogo com enfeites de velas. Uma lãmpada talvez, ou um material incombustível...mas que ficou charmoso, isso ficou. Dica: quando se inspirar em uma ideia procure olhar todas as possibilidades e veja se é viável à sua realidade. E nunca esqueça da segurança. 
Luminárias
Simpatias: Para mim indispensáveis! Veja AQUI algumas delas. Tem a da bananeira que já citei, tem o pão de Santo Antônio e tem as maldades que fazem com o coitado do Santo Antônio. Reza a lenda que se tem que colocar o santo de cabeça para baixo que ele vai trazer um amor para se desvirar. Pensando bem, como o amor vale qualquer coisa, vai que funcione, né...
Simpatia
Gostaram? Tem alguma ideia diferente ou costume bem regional para compartilhar? Conta para a gente aí em baixo! Vamos adorar saber!

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2017/05/23

Arquitetando beleza da imperfeição - Wabi sabi

Arquitetando para sua família. Um dos maiores desafios de um projetista. Falo por mim e creio que isso se deve ao envolvimento emocional que isso acarreta e que afasta de nós a necessária isenção. O crivo lógico que permeia a criação e nos puxa para o chão da terra durante o voo das possibilidades.


O que chamou a atenção neste projeto que o arquiteto ucraniano Sergey Makhno fez para a sua família? Em primeiro lugar é obvio a chamada do artigo que alertava para a inspiração na filosofia japonesa wabi-sabi com a cultura de seu próprio país. E o resultado são ambientes fortes, aparentemente brutos, mas que carregam um quê de aconchego que quebra a aspereza das cores e materiais.


O Wabi sabi tem muito disso, de resgatar o irregularidade, o imperfeito em algo novo e mais valioso. Buscar na entranha, não o defeito, mas o que dele resulta de beleza. Nesse sentido ele resgata técnicas tradicionais ucranianas como o revestimento das paredes em argila e as vergas em madeira rústica nas portas e janelas. 



"Ao longo das minhas soluções de design, tento não apenas refletir a individualidade e singularidade de meus clientes, mas também levá-los a sonhar maior, porque, no final do dia, cada um de nós é um criador que desenha sua própria realidade". - Sergey Makhno







FONTE

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2017/05/21

Café Caliente - ambiente acolhedor em hospital

Quem já passou pela experiência de passar tempos em hospitais, seja como profissional, seja como paciente ou como acompanhante, sabe como podem ser estressantes estes momentos. É pensando justamente nisso que há uma crescente preocupação com a ambientação e com um projeto de interiores que lembrem mais hotéis que locais de tratamento de doenças.

E um dos locais chave em um hospital é justamente aquele onde se pode relaxar e ter uma experiência acolhedora em momentos difíceis. O Café Caliente, uma rede que tem unidades exclusivamente em hospitais, proporciona esse ambiente. Era lá que conseguia reunir forças para o cuidar, nos momentos em que estava cuidando das minhas pessoas amadas. 

Além do ambiente tranquilo e acolhedor, a rede produz praticamente tudo o que consome. 
Quando o amigo Marco Abreu postou as fotos do seu último projeto da rede, unidade aberta no hospital Ernesto Dornelles (Porto Alegre), tive que compartilhar aqui no blog.  

Segundo o arquiteto o projeto foi "pensado nos limites que o local oferecia, mantendo o baixo custo de investimento na estrutura física, com o máximo de impacto em resultado plástico."

E realmente vemos um ambiente contemporâneo, trabalhado em materiais duráveis, com uma paleta de cores suave que convida ao acolhimento e com um resultado estético muito interessante. 








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2017/05/17

Eco projeto cria refúgio aconchegante - 2611

 

Um refúgio. Seja no campo ou mesmo em um canto do jardim quem não gostaria de unir esse estar em sintonia com a natureza com uma construção barata e com aproveitamento de materiais?

É a proposta do estúdio GDC com o projeto "2611". Reúne um abrigo com princípios sustentáveis, uma estufa e um galpão de armazenamento. Os materiais utilizados foram concreto, aço e madeira. Alguns reaproveitados, outros de fabricação local. Tudo pensado para um refúgio que permita desfrutar de uma boa música, cultivar plantas e estar com pessoas amigas em momentos de intenso desfrute natural e em comunhão com a natureza.

Fonte







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2017/05/13

Ouça sua mãe na hora de projetar

Estava lendo um texto delicioso sobre como a mãe do autor parou de preocupar-se e passou a amar a arquitetura (aqui em inglês). Ele narra as histórias familiares de projetos e construções até a sua própria trajetória quando se deu conta que sua mãe era absolutamente funcionalista e não dava a mínima para estética que ele cultuava. Ou aprendeu a cultuar.

Fonte
Talvez a leveza e o minimalismo não fizessem parte da memória cultural de sua mãe ou ela apenas pensasse que suas crias não iriam ser felizes em um lar tão despido de emoções e apelos espaciais...Vá lá se saber.
Mais tarde eu cheguei à conclusão, que se você quer saber se uma casa é realmente boa, você a mostra para sua mãe. Porque ela vai ver além de seus conceitos fartsy(1), além dos modelos manchados de sangue que você labutou por noites em fim, além do papel cheio de lágrimas.... Ela vai ver como o mundo vê. Ela provavelmente vai se envolver, enquanto você já se mudou para o próximo projeto.....
E eu fiquei meio que rindo sozinha lembrando de opiniões de minha mãe, em geral sarcásticas e cortantes, sobre alguns de meus projetos. Vou chamar um arquiteto era fatal quando eu demorava para dar uma solução satisfatória para ela. Curta e grossa. Me arrasava com seu jeito elegante de me dizer que me esforçasse mais.

Outra que adorava: arquitetos sabem resolver projetos em terrenos estreitos. Aí fazem maravilhas! Mas quando tem espaço de sobre...como se embananam. Talvez nenhum crítico de Arquitetura tenha resumido tão bem alguns mostrengos que saíram de pranchetas bem intencionadas.  


Quando fiz o mestrado, meu orientador costumava dizer que nós devíamos fazer um resumo do assunto da dissertação para nossas mães. Se elas entendessem é porque estava claro para nós. Não com isso que menosprezasse a inteligência materna. Longe disso. Queria nos afastar das mesuras e salamaleques que usamos para tentar parecer inteligentes.

Talvez a lição materna mais importante na hora de projetar seja: Simplifique. Faça que funcione. Não tente reinventar a roda se você não for gênio. Faça bem o que aprendeu e ajude as outras pessoas com bons projetos.



(1)Fartsy: termo usado para descrever uma pessoa que faz algo estranho e difícil de entender, tentando demais que pareça ser arte, mas que no fundo é pura pretensão.

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