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10 Lições que aprendi na faculdade de Arquitetura

Recebo algumas correspondências falando de como os leitores gostaram dessa ou de outra postagem aqui do blog. E sempre fico super feliz! É ...

16.2.18

Camuflando a casa na floresta

Uma casa de vidros, com uma visão magnifica da natureza como se dela fizesse parte. E para isso se camufla de espelhos fazendo com que dela pouco se enxergue. Mas o que se vê já compensa todo o projeto.

Quando vi este projeto de Tatiana Bilbao Estudio na Yatzer me apaixonei. Um perfeito refúgio em uma encosta mexicana onde juro que moraria eternamente.  




Na verdade a casa é feita de três volumes separados que abrigam diferentes funções. Cada prédio é feito com diferentes materiais: vidro, terra e madeira.




O volume com espelhos no exterior tem o formato de uma casa tradicional, dessas de desenhos de crianças. Um volume com os telhados definidos que, não fosse o revestimento externo, seria considerada normal. Mas o espelho faz com que ela se confunda com o ambiente, apenas se revelando quando seu interior é aberto.

E que interior!


 Os quartos feitos com terra batida e tijolos de argila também se conformam com o ambiente externo de maneira harmônica, trazendo para o conjunto uma atmosfera que propicia ao relaxamento e desfrute de bons momentos.



  •  Veja AQUI outras usando espelho como revestimento.


Mas e os pássaros????

Sim, fico pensando que além da estética temos que pensar no custo ambiental de nossas intervenções arquitetônicas. Existem alguns produtos como o vidro que evita a colisão de pássaros, estudos foram feitos como o de Liana Cézar Barros, da Faculdade de Engenharia Mecânica da UNICAMP, chamado a ‘Morte de pássaros por colisão com vidraças’ (fonte), uso de adesivos, cortinas e até ângulos diferenciados para que os pássaros possam se orientar quanto às barreiras.

Fotos de Rory Gardiner

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11.2.18

Desenhar a figura humana - aprimorando a expressão gráfica

Dominar a expressão gráfica é uma das habilidades inerentes ao afazer arquitetônico. Não é necessário que se seja um artista mega talentoso, mas sim, é necessário e desejável que um profissional de Arquitetura saiba se expressar desenhando.  

E além da representação das formas e volumes que projetamos, é importante termos sempre em mente que estes espaços tem um usuário principal: seres humanos. Nossos edifícios e cidades não são feitos para ficarem vazios. E nessa relação de estudo e planejamento é super importante levar em consideração o que chamamos de escala humana. A escala humana é uma medida de referência relativa, utilizada nas artes e na arquitetura e baseada no corpo humano." (Wikipédia). E é por isso que fiquei super faceira quando a Editora GG Brasil me ofereceu a oportunidade de ler este livro sobre como desenhar a figura humana. Ele mostra de maneira muito didática e divertida como representar das mais diferentes maneiras o ser humano e suas variadas maneiras de se posicionar e estar no mundo. E creiam, isso é super importante nos momentos de projeto, saber representar como uma pessoa vai usar aquele espaço, seja pequeno, de interior, seja grande, como em uma cidade.
Desde os riscos iniciais que devem ser dados sem maiores pretensões, fazendo do desenho sempre uma expressão divertida até as mais variadas maneiras de representação.

Gostei particularmente da dica de usar formas geométricas como que "encaixotando" pessoas. Confesso que nunca tinha pensado nisso!

 O livro é um luxo, com capa dura e fácil de manusear. Uma leitura divertida e um companheiro de experiências em desenhos. Recomendo a leitura com um bloco de desenho e bons lápis porque a vontade de começar a treinar é imediata.

Seus capítulos abordam vários temas : 

Sumário

Do primeiro traço ao desenho completo
1. Miniaturas
2. Contornos
3. Seguir adiante
4. Juntar as partes
5. Construção
6. Medidas
7. Caixas geométricas
8. Inclinações e alongamentos
9. Curvas
10. Enfaixe
11. Expressões faciais
12. Improviso

Glossário 



Ficou curioso? Saiba mais no link abaixo

Desenhar a figura humana - Um livro de Peter Boerboom, Tim Proetel - A representação do ser humano é praticamente tão antiga quanto a própria história da arte. Esboçar uma figura humana significa capturar sua materialidade e também expressar visualmente sua motricidade, seus gestos e suas emoções como que em um pensamento fugaz. Neste livro, Peter Boerboom e Tim Proetel mostram que colocar tudo isso em uma folha de papel é uma habilidade que pode ser treinada e aperfeiçoada. Os autores apresentam uma série de métodos lúdicos e analíticos que são um convite tanto a iniciantes como a profissionais para descobrir e praticar a representação da figura humana em todas as suas vertentes.

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9.2.18

Fantástico: Casa dobrável que pode ser deslocada de terreno

Já pensou se pudesse levar a sua casa para ser desdobrada em um terreno? E de maneira rápida e com um custo razoável? Pois a empresa italiana MADI desenvolveu uma casa modular em madeira que é bastante resistente e que não necessita de uma base especial e que pode ser a solução para casos de emergências em áreas de desastres, de casas de férias ou mesmo em feiras.
O módulo básico tem 27 m2 e pode ser acoplado de várias maneiras, variado desde uma tiny house a uma residência maior e com capacidade para atender mais pessoas. 
As laterais são painéis sanduíche revestidas com espuma de poliuretano. As partes dianteiras e traseiras que não são estruturais podem ser feitas de qualquer material, inclusive vidro. As instalações de água, sanitárias e elétricas devem ser instaladas anteriormente e podem ser usados painéis fotovoltaicos para aquecimento. 
Outra vantagem é que se houver necessidade, os módulos podem ser novamente dobrados e levados para outro terreno.




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8.2.18

Um bairro experimental de Tiny Houses no Bauhaus campus Berlin

Nada mais coerente com o espírito da Bauhaus que se pretendia ser uma "Escola de Construção" quando foi criada em 1919, que esta proposta de experimentação em tinyhouses (moradias minúsculas não maiores que 10 m2) que está acontecendo no Bauhaus Campus Berlin. Um projeto multi equipes visando pensar soluções para novos bairros e/ou habitações para desabrigados, principalmente imigrantes. 

Um dos idealizadores é o arquiteto alemão Van Bo Le-Mentzel (casa de um metro quadrado). O terreno do museu é usado, desde março de 2017,  para construir ou estacionar vários modelos dessas pequenas casas e uma das condições é que "proporcionem uma cama para "uma pessoa em necessidade".  




Um campo de experimentos reais para reais possibilidades de abrigo e usos do espaço. Uma alternativa de estudo não apenas para refugiados ou sem tetos, mas até para que repensemos as nossas próprias necessidades reais de funções de moradia e de interação e convivência.

Lembrando que a Universidade Tinyhouse (TinyU), fundada em 2015 por Van Bo Le-Mentzel, é um coletivo de designers, hackers de educação e recém-chegados em Berlim, cujo objetivo é repensar os bairros sociais de forma criativa.




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5.2.18

Arcosanti - uma cidade experimental que une arquitetura e ecologia

Das utopias, ora já se disse, que apontam caminhos. Diria mais, apontam esperanças.

Há muito que a crescente urbanização que sofremos em nossas sociedades vem nos trazendo grandes problemas urbanos: pobreza de qualidade de vida e poluição ambiental, entre outras. Cidades boas, queremos agora. E além das propostas para as cidades existentes, sempre encontramos os que propõem caminhos alternativos. Utópicos até poderíamos chamar. Um desses é o arquiteto italiano-americano Paolo Soleri (1919-2013) que construiu a cidade experimental de Arcosanti, no meio do estado americano do Arizona.



Uma pequena comunidade de pessoas vive na cidade, que começou a ser construída na década de 70, baseada nos princípios da arcologia, uma combinação de arquitetura e ecologia. Uma proposta que também visa mudar a maneira como as pessoas vivenciam as cidades. Ali funciona um centro de educação onde as pessoas podem visitar e participar de variadas oficinas e cursos. 

Uma proposta que une princípios de arquitetura bioclimática, mudança de mentalidade e experimentação de urbanismo. Utopia? Ou uma aposta em uma possível mudança? A conferir.







Saiba mais no vídeo abaixo.
The City of the Future Is Already Here from The Atlantic on Vimeo.

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25.1.18

Pavilhão de cura

Tem alguns momentos da vida que precisamos de um algo que nos leve para longe da realidade, um espaço de meditação, de recolhimento, de estar com a parte mais saudável de nós. Então imagine se estiver por longos períodos em um hospital. Já passei por esta experiência com pessoas queridas e posso lhes garantir que não são momentos fáceis para os acompanhantes. Imaginem então para os pacientes. Foi exatamente pensando em ajudar os pacientes a esquecerem suas doenças que o Pavilhão de Cura do Ball-Nogues Studio foi projetado.

E como ele funciona? Como uma concha feita de tubos de aço minuciosamente dobrados e controlados por computador que formam padrões e sombras que pretendem auxiliar no relaxamento e descanso da mente dos pacientes. (Gostaria de ver um vídeo para ver como funcionam e se tem música ambiente também). A estrutura é uma das finalistas do FABRICATE 2017 e foi projetada para o centro médico de Cedars-Sinai em Los Angeles. 

Fotos: Sibylle Allgaier

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