Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Arquitetando parabéns no dia do Arquiteto e Urbanista

O dia 15 de dezembro foi escolhido para o Dia do Arquiteto e Urbanista e data de fundação do CAU em homenagem ao arquiteto e urbanista Oscar Niemeyer que faria aniversário nesta data. Por mais polêmica que seja sua obra, endeusada por uns pela magnificas formas que criou e criticado por outros justamente pela ênfase nas formas e menos na funcionalidade ou outros aspectos tão importantes quanto, quando se fala em arquitetura brasileira o primeiro nome a ser lembrado será quase sempre o dele. O CAU ao ser criado lhe deu o registro profissional número Um já que ele mesmo foi um dos grandes defensores da criação de um conselho próprio que só veio a ser realidade em 31 de dezembro de 2010, pela Lei 12.378.

Quando se fala em Arquitetura se pensa em várias maneiras de atuação: seja no projeto clássico, seja na badalada arquitetura de interiores, paisagismo, urbanismo, entre outras tantas possibilidades de trabalho profissional. Sem me afastar da realidade, poderia dizer que muitas vezes somos malabaristas em conseguir fazer sonhos virarem realidade concreta.

Abaixo um vídeo que fala brevemente sobre os anos dourados da arquitetura brasileira e em como a profissão era vista pelo público em geral.


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Curioso sobre a profissão? Já escrevi algumas postagens sobre minha experiência como arquiteta, começando pelas lembranças da graduação em memórias da faculdade e as 10 lições que aprendi durante meu período de estudos. 

Já respondi a vários estudantes sobre as agruras e benesses da faculdade. Veja em 10 razões para não fazer Arquitetura e 10 motivos para ser Arquiteto. 

Seria a Arquitetura estressante? Sim, pode ser muito, mas também pode liberar substâncias em nós que expliquem a paixão que nutrimos pela profissão.

Com tudo isso posso dizer que, apesar das questões a pensar como trabalhador em Arquitetura, é uma profissão apaixonante.

Então parabéns a todos os que se dedicam de corpo e alma e ganham suas vidas arquitetando espaços para que as pessoas possam se abrigar e viver bem!

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