Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Groningen: Capital mundial do ciclismo (mundo ocidental)

Groningen é uma cidade do norte da Holanda e é conhecida como a capital mundial de quem anda de bicicleta. 
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Como eles conseguiram isso? Não foi da noite para o dia, é resultado de planejamento que foi iniciado nos anos 70 e onde o transporte por carros foi dificultado. O centro da cidade foi fatiada em quatro partes e não se podia circular entre eles. Ou seja, acabava sendo mais rápido fazer o caminho de bicicletas. Grande sacada. As imagens abaixo mostram a evolução desse processo (leiam sobre isso AQUI)





Eu penso nisso quando vejo as primeiras ciclovias sendo organizadas em Porto Alegre. Groningen, como as cidades brasileiras, também era focada no transporte individual. Provavelmente lá, como aqui, deve ter havido reação negativo ao espaço "tirado"dos carros. Já ouvi taxistas se queixando de que não vai ter espaço de estacionamento, que vai atrapalhar o trânsito. E lá vou eu contra argumentando que sim, esse é o objetivo. Dificultar o carro. Dificultar o transporte individual. Que essa é uma política urbana correta porque promove mais saúde, mais civilidade, mais ar puro. A convivência entre carros, bikes e pedestres é urgente e necessária. 



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Um exemplo a ser visto e seguido. Forneçam condições para que as pessoas possam usufruir da sua bicicleta ao mesmo tempo em que se dificultam a trafegabilidade de transporte individual e veremos mais e mais pessoas nas ruas pedalando. Essas condições incluem sinalização especial, locais para estacionamento das bicicletas e cuidados nos cruzamentos e interseções com outro tipo de trânsito.  


Segundo o artigo "At the Frontiers of Cycling: Policy Innovations in the Netherlands, Denmark, and Germany" o sucesso do ciclismo depende crucialmente de uma ampla gama de políticas governamentais de apoio, para tornar o ciclismo conveniente e seguro. (Fonte)

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Leia AQUI sobre o conceito de permeabilidade filtrada e de como foram tratados os transportes na cidade holandesa, facilitando caminhadas e ciclismo em detrimento de carros que tem seus caminhos dificultados.

Essa postagem é uma dica do colega arquiteto Wagner Gonzalez que mora em Groningen

Groningen: The World's Cycling City from Streetfilms on Vimeo.


PS: Wagner me alerta que esse planejamento também foi consequência de uma pressão da sociedade que pode ser vista em um vídeo que já tinha colocado em outra postagem AQUI

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