Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Rumos do blog e o que bombou no segundo semestre de 2015 - II

Andam dizendo por aí que os blogs estão findando. Não descreio. Tanta coisa já foi moda ou mais "in" nesse mundo digital que não corre, "avoa" como também se diz por aí. E o meu? Como ficará?

Ainda não sei. Tenho vários canais de comunicação pela web, só não me arrisco muito nos vídeos. Mania minha. Acho chato ver vídeo. Tem que ser muito bem feito e isso custa caro. Mesmo assim, me enerva ter que esperar para ouvir parte a parte. A leitura me comunica mais. Já disse, mania minha.

Nesse momento estamos em um processo de DR (Discussão da relação) eu e o ARQUITETANDO IDEIAS. Os assuntos me parecem tão esgotados e me dou conta que andei perdendo o principal: o prazer de escrever.

Já me disse um amigo, muito tempo atrás, que quando as relações se desgastam, é preciso repensar o que foi que nos fez apaixonar por aquilo ou por aquele alguém. O que me fez apaixonar pelo meu blog, mantê-lo vivo com atualizações quase diárias por mais de 10 anos? O prazer de escrever e pesquisar. Então uma das metas do novo ano é não me afastar desse prazer. Mesmo que signifique menos visitas (o que espero não aconteça). Procurar sempre ser mais autêntica no conteúdo que produzo e nunca abrir mão de sentir a arquitetura como um meio poético e funcional de fazer o mundo melhor.

...uma música delicada e misteriosa que, na verdade, só eles escutam e compreendem, pois não é isso que acontece quando duas pessoas dançam? Tornam-se afluentes uma da outra, e aí o que importa o mar no fim da linha?  Luís Henrique Pellanda    

Espero que me acompanhem muito seguido no novo ano e que possamos fazer como os pares afinados na dança: tornar-nos afluentes uns dos outros.


Deixo com vocês as matérias que fizeram sucesso no segundo semestre de 2015 e espero a ajuda e sugestão de todos para tornar o ARQUITETANDO IDEIAS ainda melhor. 

Gostou? Tem alguma sugestão? Comenta e conta para a gente a sua opinião. 

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