Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Saiba como o Google vai aprimorar acessibilidade aos cadeirantes nas cidades

Li um artigo bem interessante sobre uma nova funcionalidade que o Google está testando em algumas cidades, mas que pretende lançar em âmbito mais geral, que é o mapeamento de locais acessíveis para cadeiras de rodas.
Carlos Martinez, via Flickr.CC

Já falei sobre como a questão das calçadas urbanas deveria ser responsabilidade de todos e em como a inclusão demanda uma série de soluções. E em como é necessário pensar com sensibilidade sobre a acessibilidade.

Nesse sentido vejo como uma alternativa muito positiva que a inteligência artificial com suas imensas possibilidades possa ser usada para facilitar a vida dos pedestres e de quem se desloca por vários meios, mormente os que dependem de cadeiras de rodas, bengalas, empurram carrinhos de bebês, tem dificuldade de locomoção. 

Estamos bastante acostumados a usar o Google Maps e suas rotas que facilitam nossos meios de chegar ao destino. Pensando nos casos citados acima, o Google está aprimorando uma maneira de ter uma opção de encaminhamento que seja acessível a cadeira de rodas no Google Maps que vai mostrar rotas mais adequadas, seja por serem mais curtas, com rampas e/ou menos obstáculos para cadeirantes.
Inicialmente o serviço está limitado às cidades de  Londres, Nova York, Tóquio, Cidade do México, Boston e Sydney. Infelizmente ainda não em Android, mas sim nos da Apple e Desktop.

O gif abaixo mostra como se acessa as informações.
Quer saber mais sobre o como vai ser a coleta dos dados e como vai ser operacionalizado? Leia na reportagem original AQUI.

Facilitar a vida e o deslocamento das pessoas sem riscos e com maior conforto é um grande objetivo a ser alcançado.

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