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Mostrando postagens que correspondem à pesquisa por Niemeyer

Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Niemeyer vai projetar Museu de Arte nos Açores

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Recebi de meu amigo Casimiro Valério que mora nos Açores , Portugal, um link sobre o novo museu que Oscar Niemeyer vai projetar em Ponta Delgada.  A construção será iniciada em 2012 e fará parte do “ O Caminho de Niemeyer ”, o roteiro internacional de cidades que têm obras do arquiteto. Com uma área de 4.000 m2, o museu terá "dois módulos ligados por um corredor. Num dos módulos, no piso semi-térreo estarão patentes exposições de grande porte, sendo que o segundo piso será destinado a exposições itinerantes, temporárias, bem como com o acervo municipal que a Câmara tem vindo a criar em função das exposições que tem feito. No segundo módulo estarão instalados atelieres para apoio a artistas, formação e visitas de estudo, uma loja de merchandising, serviços de apoio e cafetaria". Estima-se que o museu custará em torne de 7 milhões de euros.  “Ter uma obra com uma assinatura reconhecida internacionalmente, uma assinatura que torne Ponta Delgada reconhecid...

Niemeyer - 104 anos de criação

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Nesta semana em que se comemora os 104 anos de Oscar Niemeyer me lembrei de uma revista que ele editava lá pelos anos 70. A MÓDULO. Eu tenho ainda alguns exemplares. Com tradução para o francês era um revista de densidade. Se discutia política, arte, se discutia inclusive arquitetura.  Acervo da Arquiteta Tinha uns artigos bem interessantes em que se tratava de problemas da Arquitetura, desde o espaço em si, à questão da habitação, do uso de vidros nas fachadas. Tudo regado com os inconfundíveis desenhos a mão livre do velho mestre (na época não tão velho assim...) Eu sei que muitas pessoas discutem se o que o Oscar faz pode ser chamado de Arquitetura, já que muitas de suas obras, prontas, tem alguns problemas funcionais. Seriam esculturas feitas para se usar ? Em que os homens teriam que se adaptar à beleza plástica das construções ? Acho que nesse momento não cabe aqui tecer críticas, mesmo que construtivas. Aqui é hora de falar de um homem que seguiu suas convicçõe...

O Flamenco e Niemeyer com muita gastronomia no meio

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A dança. Das artes uma das que tenho menos contato. Mas não menos encantamento. Unir uma dança que faz parte da cultura de um país que admiro (Espanha) com o saudável hábito de degustar uma boa comida com um vinho idem. E em excelente companhia. É dos prazeres que me permito cada vez mais . Fui conhecer um pouco da História do Baile Flamenco, com palestra de  Sílvia Canarim  e gastronomia de  Carine Tigre  no Studio Clio . O que eu conhecia sobre o Flamenco? Nada. Nada de muito profundo. Lógico que a imagem que me vinha à cabeça era uma saia rodada, castanholas e muita paixão. E muito vermelho. Vai duvidar, ainda via uma rosa na boca da moça.  Fonte Uma palestra, quase um bate papo delicioso e lógico que saí morta de vontade de conhecer mais sobre o Flamenco, em especial o baile Flamenco. Impossível não ser instigada depois de conhecer um breve histórico e alguns vídeos.  Além da vontade de dançar flamenco, eu sempre procuro alguma ligação...

A catedral de Brasília: uma união de dois geniais artistas

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  Uma das sensações mais incríveis que senti em Brasília foi quando entrei pela primeira vez na Catedral. A capital federal é uma cidade de amplos espaços e de muita luz. Para chegar ao espaço interno do templo, se passa por um corredor quase subterrâneo o que faz com que a gente sinta um acolhimento para então entrar no recinto. Era começo da década de 70, não havia muito mobiliário e nem os anjos enormes que parecem flutuar lá dentro. Era apenas a passagem do escuro, do pequeno, do humano para a luz, para a amplidão, para a transcendência. Ali senti a  magia da intenção do arquiteto. A Catedral de Brasília é considerada uma obra-prima da arquitetura moderna brasileira, projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 1970. Ela é composta por dezesseis colunas de concreto em forma de bumerangue, que se unem no topo formando uma coroa de espinhos. Entre as colunas, há vitrais coloridos que iluminam o interior da nave. A catedral tem capacidade para quatro mil pessoas e é dedicada ...

Dia do Arquiteto - 15 de dezembro

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Fonte Archdaily 15 de dezembro - se vivo estivesse Oscar Niemeyer estaria completando 105 anos. Infelizmente já não o temos aqui conosco, nós os que torcíamos que ele desse uma solene figa para a D. Morte e saísse sorridente e com um novo samba composto. Ficam conosco sua obra, sua vida, suas frases. Tem quem o critique de várias formas, o que só mostra que teve atitude em sua vida e foi fiel à elas. Ganhador do maior prêmio que um arquiteto pode almejar, ele conquistou do CAU, o recém criado Conselho de Arquitetura e Urbanismo brasileiro. O Dia do Arquiteto passa a ser comemorado no dia 15 de dezembro. Justo. Ano passado, quando ele completou 104 anos, escrevi um post . Retiro de lá as palavras abaixo, elas continuam perfeitas. Eu sei que muitas pessoas discutem se o que o Oscar faz pode ser chamado de Arquitetura, já que muitas de suas obras, prontas, tem alguns problemas funcionais.  Seriam esculturas feitas para se usar ? Em que os homens teriam que se adaptar à ...

Arquitetando o nosso dia e relembrando Niemeyer

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  Arquitetura é uma voragem que seduz quem nela mergulha em seus mistérios e criações. Mais que uma profissão, para muitos, é mergulho em algo tão diferente que poderia se chamar de paixão. Talvez pensamentos de gente que cresceu em outras eras, onde a poesia ainda se misturava ao afazer arquitetônico. Não importa, sejamos mais comerciantes ou mais poetas, o arquitetar espaços para as pessoas e sociedades é um exercício particular muito bonito. E enriquecedor. E falar de arquitetura no Brasil em citar Oscar Niemeyer é meio impossível. Seja para falar a favor ou contra. O dia de seu aniversário fica marcado como o dia do Arquiteto e Urbanista .  Da estudante de 17 anos que andava pelos corredores do minhocão, como eram chamados os prédios curvos da UnB à arquiteta que ora vos escreve, em plena pandemia, muitas transformações.   Eu era daquelas que traçavam tratados contra o arquiteto famoso que era ,para mim, mais escultor que arquiteto. Tinha a empáfia dos mais jovens enq...

Arquitetos foram crianças também

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Oscar Niemeyer Fonte Pensando na brincadeira que sempre corre nas redes sociais na época de Dia das Crianças de colocar nossas fotos de crianças, me lembrei de procurar as de arquitetos. Não foi lá muito fácil, mas achei alguns. Oscar Niemeyer, Brunete Fracarolli, Tadao Ado. Talentos e trajetórias a parte o que tem em comum as crianças que se tornam arquitetas? Brunete Fracarolli - Fonte Talvez a curiosidade, a vontade de conhecer, a visão espacial mais a flor da pele. A vontade e a habilidade no desenho. Tadao Ado Pequeno Construtor Me lembro de pequena de gostar muito de brincar com o pequeno construtor. Aliás era a brincadeira predileta de vários colegas, como constatei em redes sociais. Lápis de cor, papel e muito desenho! E achei uma postagem bem bacana em um site, o Artchoo , que fala em como despertar o arquiteto interno nas crianças. Nem tanto para torna-las profissionais da construção, mas mais para desperta-las para conhecer o espaço, coisa muito válida em ...

Destruir o edificio, destrói a memória? Neruda e Luiz Carlos Prestes

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Uma das funções da Arquitetura é ser símbolo e memória. Seja em forma individual, uma casa ou mais coletiva, um memorial. Falo isso por duas coisas que li essa semana. Uma o livro de Matilde Urrutia, Minha Vida com Pablo Neruda onde ela relata como suas casas foram destruídas durante o golpe militar de 1973 no Chile. Outra a notícia dessa semana em que um protesto falava em demolir o memorial de Luiz Carlos Prestes em Porto Alegre. O crime dos dois? Serem comunistas na visão dos oponentes. Nem vou entrar no mérito de quem tem razão, ou de que o comunismo, quando regime vigente em muitos países também cometeu o mesmo tipo de barbárie. Vou falar exatamente do ato simbólico de destruir o que não aceitamos. Destruir um edifício, uma estátua, um tempo, mudar o nome de uma rua ou monumento apaga o que houve? Não. Destruir nunca apaga a memória de ideias e atos que marcam a história.  Nem as poesias de Neruda morreram com as suas casas (que depois foram restauradas) nem a proeza da ma...

Brasília 50 anos de vida

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Nas faculdades de Arquitetura aprendemos que o plano piloto de Brasília foi a cristalização das ideias da famosa Carta de Atenas . Sobre ela sabemos seu famoso traçado lembrando as asas de um avião, projeto de Lucio Costa , seus monumentais edifícios de autoria de Oscar Niemeyer . Sua arquitetura é famosa e já gerou vários estudos e criticas. Lembro que um professor da UnB, de psicologia acho, a definiu como "cidade de arquitetos para arquitetos". Ou seja, era linda vista de cima, mas na verdade era uma maquete em escala real. Segundo ele, só poderíamos ter uma ideia real de Brasília como cidade quando houvesse já uma geração de pessoas nascidas por lá.  Nessa época, 1975, eu estudava arquitetura na UnB e já morava em Brasília há cinco anos. Hoje Brasília está perto de completar 50 anos e sua imagem é mesclada à ideia do poder e faz com que seja citada quase como sinônimo de seus desmandos, sejam na época da ditadura militar ou no período democrático. Mas na verdade ci...

Pela casa se conhece o dono

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Uma frase impactante. Já se disse que o título de um livro é um dos maiores chamarizes para a compra. Creio que sim. Um título te pega, instiga a curiosidade, faz querer saber mais. Mas não foi só isso que me levou a comprar esse livro. O motivo maior foi meio triste. Como devem saber a editora acabou. A Cosac Naify. Uma editora diferente. Com livros que a gente ficava namorando e contando as moedinhas para ver se dava para comprar. Quase nunca dava. Qualidade custa caro.  Caro talvez não seja a palavra correta. Qualidade custa o preço justo. Este preço pode ser muito para o nosso bolso. É diferente.  Mas quando li aquelas palavras: promoção. 70% mais barato. Aquele chamado cheio de segundas intenções que teu desejo clique um botão e seja captado pelo lado emotivo da compra...enfim não resisti. E por um motivo também que revelo aqui. Eu não tinha nenhum livro da Cosac Naify. Nenhum! Nenhunzinho.... Não resisti. E eis aqui um deles: pela casa se conhece o dono. De...

Revistas de arquitetura 30 anos atrás - como eram?

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Cá estou eu vasculhando revistas antigas de Arquitetura e me deparo com algumas pérolas de tempos idos. Como esse anúncio dos anos 80 que mostra como era a rotina do arquiteto. Prancheta, régua T e muita estar consigo. Nada de internet, nada de muita interação virtual.  Interação era na mesa do bar, regada à cerveja e outras formas de inspiração. E dá-lhe muito desenho em guardanapos... E as revistas?...Assinava a projeto. Aqui uma das mais antigas que achei em uma rápida olhada na estante.      Agosto de 1981. A revista custava 250 cruzeiros, acho. Ou seriam cruzados? Ou algo semelhante. A moeda mudava tanto de nome e de valor que a memória se perde para esses detalhes. Mas fica viva para outros, mais marcantes. Que essa coisa de brincar de desmemoriada como muita gente da minha idade que conheço e que esqueceu muito do que passou, para mim não funciona. Revista mais fina. Mas cheia de textos e menos imagens. Mas a Arquitetura como atividade profissiona...