Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida
Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura. Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...
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"Você simplesmente ainda não precisou calcular o chão antes de dar o próximo passo." Exatamente, querida Elenara!
ResponderExcluirDepois de uma atrodese, e várias hérnias de disco, andar em São Paulo ficou muito complicado, e este é um drama que se vive em qualquer canto deste nosso Brasilzão.
Fato é, que se a responsabilidade pela calçada é do munícipe, qualquer tentativa de normatização fica interompida pelas divisas dos lotes, então degraus aparecem, pisos dependem do gosto de cada qual, e estas condições promovem um "brotar" desordenado de canteiros, postes, árvores, interferências de todo tipo...
Ora, ao final das contas, são sempre os munícipes que arcam com os custos das calçadas, logo, seria apenas descomplicar, se este encargo fosse de municipalidade.
Parece tão lógico e no entanto é um jogo de empurra onde todos perdem. Alguns perdem a vida, inclusive. E é uma providência que agradaria a todas as camadas sociais...
ResponderExcluirA calçada é a via que leva o aluno para a escola, o idoso e a mãe com criança pequena para a praça, o trabalhador para o ponto de ônibus… Ela deve ser vista como infraestrutura básica, assim como as de água e esgoto. Vamos pensar em um projeto de lei que obrigue o poder público a criar calçadas que garantam a mobilidade ativa?
ResponderExcluirUma necessidade imediata e nunca solucionada. Temos que unir forças para garantir isso
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