Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Construindo cidades mais seguras

Um dos maiores temores das nossas cidades tem sido o temor urbano. Medo da violência. Insegurança de sair às ruas que impede que cidadãos tenham uma vida mais prazerosa e usufruam de múltiplas atividades urbanas. Mas como construir cidades mais seguras? Quais as respostas que a arquitetura tem para isso?
É o que vemos nessa palestra TEDx onde a arquiteta Macarena Rau Vargas nos fala de forma resumida como o temor gera mais temor e como o resgate da confiança comunitária e o contato humano são fundamentais para tornar mais seguras nossas cidades. Mais gente nas ruas.
"Un modelo sostenible de seguridad ambiental a largo plazo requiere que se construya la confianza ciudadana en los barrios para lograr el encuentro y el contacto humano por sobre el encierro"(Fonte)

Ela cita cinco pontos que seriam:

  1. Vigilância natural - e mais que cercas, são as pessoas vendo as pessoas que cria essa forma de vigilância.
  2. Reforço territorial
  3. Criar marcas positivas nos espaços
  4. Manutenção
  5. Participação comunitária  

E é na participação do usuário que ela faz o chamamento para que os sonhos das pessoas ajudem a criar as suas cidades. 
“Es necesario construir una red social donde el ciudadano sea protagonista y no sea visto como objeto por las autoridades; se requiere una sociedad civil muy fuerte que exija y vigile, que las personas se reencuentren entre sí, que vuelvan a tomar la ciudad y saquen a la delincuencia de los espacios públicos”Macarena Rau Vargas
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