A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende
Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam. Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar. A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...







O Mãe sofreu uma reforma absurda anos atrás para justamente deixar de ser um hospital e ser um hotel, buscando saude e recuperação. Há quem critique tanto conforto, há quem goste.
ResponderExcluirParticularmente, embora trabalhe no entorno, odeio estar em um hospital com cara e cheiro de hospital.
As vezes muito luxo requer contenção de despesas, e isso acaba batendo de frente justamente onde nao poderia - cuidados com o paciente - cliente.
Beijos
Tem esse outro lado também. A última vez em que estive lá como acompanhante (foi em 2010 acho) eu critiquei a parte administrativa no folheto de satisfação do cliente/paciente. Estava tudo muito desorganizado. Esse ano já me pareceu melhor.
ResponderExcluirDo hospital em que meu pai ficou internado neste ano, só fiquei um pouco descontente com o elevador que demorava e demorava e demorava.
ResponderExcluirBoa Noite!
Então é meio regra geral. Nesse onde ficamos também demora. E é pequeno. Mas no prédio velho. No novo eles já são maiores, mas não atendem todos os andares. Acho que por questão de segurança interna, os grande elevadores foram fechados para os andares de internação e só atendem os exames.
ResponderExcluirAbraços
E teve um dia que parou, ainda bem que eu não estava lá.
ResponderExcluirParou ? O elevador ? Aí é bem complicado.não é mesmo? A manutenção é um ponto crucial em elevadores.
ResponderExcluirAbs