Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

"O tempo é senhor de delicadezas" - caminhando com Tim Tim

Tempo, tempo, tempo.
Tempo que nos consome
Tempo que nos leva de roldão
Nunca temos tempo....
Para o que mesmo queremos esse bendito tempo?

Nosso olhar apressado perde o sentido das delicadezas quando a gente cresce e aparece. Aparece? Aparece para o que? Cadê nosso olhar de turista sobre nosso hoje, aquele olhar que nos permitimos em férias ao conhecer novos lugares, mas perdemos no tempo mais importante: o Aqui e o Agora.
Fonte
Por isso me encantei com a indicação dos amigos Oscar e Sil indicando um link sobre a Caminhada com o Tim Tim.

O Tim Tim - também conhecido como Valentim - faz de sua caminhada diária uma aventura de descobertas. E não importa se vê as mesmas pessoas ou repete os mesmos rituais. Ao seu olhar de criança, cada momento é único (e é), cada caminhada é um rumo ao universo, cada encontro é mágico. 

Obrigada Tim Tim por me mostrar que realmente as nossas cidades são feitas de pessoas e momentos, que nunca devemos perder essa imensa vontade de viver a vida com a delicadeza e reverência infantil que ela merece. 

“Valentim tem me ensinado sobre os caminhos, caminhares e destinos; que o chegar não é mais valioso que a andança; que o encontro é valioso e necessário.”


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