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Mostrando postagens de abril, 2025

Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Arquitetura e Saúde em sintonia: Desenhando espaços para a independência da pessoa idosa

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Em um cenário de crescente longevidade, garantir que os indivíduos envelheçam com autonomia e dignidade emerge como um imperativo social. Longe de ser uma responsabilidade isolada, a manutenção da capacidade de viver de forma independente na terceira idade exige uma orquestração de conhecimentos e práticas entre diferentes campos do saber. Este artigo explora a simbiose essencial entre profissionais de arquitetura, urbanismo, design e da área da saúde – como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e assistentes sociais – demonstrando como sua ação conjunta não apenas adapta o ambiente físico, mas também tece uma rede de suporte que fortalece o bem-estar e a liberdade da pessoa idosa. Ao apresentar exemplos concretos e destacar o potencial transformador dessa colaboração, buscamos inspirar uma prática interdisciplinar mais integrada e eficaz na construção de um futuro mais seguro e autônomo para nossos idosos. As principais ações conjuntas incluem: Adaptação e Qualificação do Ambiente Dom...

Cidade amiga da pessoa idosa

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Uma cidade amiga da pessoa idosa é aquela que promove o envelhecimento ativo, otimizando oportunidades de saúde, participação e segurança para aumentar a qualidade de vida à medida que as pessoas envelhecem. Em termos práticos, essa cidade adapta suas estruturas e serviços para que sejam inclusivos e acessíveis a pessoas mais velhas com diferentes necessidades e capacidades. A ideia de cidade amiga da pessoa idosa está alinhada com o enquadramento do envelhecimento ativo da OMS. Os espaços e políticas dessa cidade são pensados para proporcionar bem-estar e autonomia, abrangendo diversas áreas da vida urbana.  O Guia da OMS lista oito quesitos que certificam uma cidade como amiga da pessoa idosa: moradia, transporte, espaços abertos e construídos, apoio comunitário e serviços de saúde, comunicação e informação, respeito e inclusão social, participação social, e participação cívica e emprego. Esses tópicos são fortemente interligados e se reforçam mutuamente. Uma cidade amiga da pes...

Arquitetura não é só sobre espaços — é sobre encontros

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Arquitetura não é só sobre espaços — é sobre encontros. Quando projetamos ambientes que acolhem todas as idades, estamos desenhando pontes invisíveis entre gerações. A arquitetura tem o poder de curar solidões, incentivar movimentos e despertar pertencimentos. Em cada detalhe — da iluminação que acolhe à calçada que convida — podemos desenhar encontros que fazem bem ao corpo, à mente e ao coração. Projetar para o convívio intergeracional é mais do que incluir rampas e bancos sob a sombra: é criar oportunidades de afeto, pertencimento e troca. Porque o bem-estar também se constrói com tijolos de empatia. E envelhecer, quando bem acompanhado, pode ser a mais bela das arquiteturas. Pesquiso muito o uso das ferramentas de Inteligência Artificial. E aqui foi feita uma postagem usando várias delas. Gerei um texto de várias fontes que subi no NotebookLM . Condensei e reescrevi o texto no ChatGPT e usei o Gamma app para gerar os cards de apresentação. Tudo muito rápido e usando os recurs...

Tecnologia e Afeto: Como a Sociedade 5.0 Inspira a Arquitetura

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  Em um mundo em acelerada transformação tecnológica, surge uma pergunta essencial para quem projeta espaços de vida: como a arquitetura pode acompanhar as mudanças sem perder o foco no humano? A resposta talvez esteja na convergência entre dois campos inovadores — Sociedade 5.0 e gerontoarquitetura. A Sociedade 5.0 nasceu no Japão em 2016, com uma proposta ousada: não apenas impulsionar a economia com tecnologia (como fez a Indústria 4.0), mas colocar o bem-estar humano no centro das inovações. Trata-se de uma sociedade superinteligente, onde o espaço físico e o ciberespaço atuam juntos para resolver desafios reais — desde a desigualdade até o envelhecimento populacional. Diferente da frieza dos sistemas automatizados, a Sociedade 5.0 propõe que a tecnologia seja empática, acessível e centrada nas pessoas. Seu alicerce está em três pilares fundamentais:  qualidade de vida,  inclusão social e  sustentabilidade.  Tudo isso impulsionado por ferramentas como Inteli...