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Mostrando postagens de junho, 2025

A cidade também envelhece. E a casa, às vezes, envelhece antes de nós

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Como arquiteta, tenho uma certa implicância com a ideia de que minha profissão seja apontada como algo que começa, e as vezes termina, essencialmente na estética. Talvez porque, depois de tantos anos de prática, trabalhando com espaços internos e externos, e as pessoas que ali vivem e circulam, tenha ficado cada vez mais evidente para mim que uma porta, uma escada, uma calçada ou uma janela podem interferir muito mais na vida de alguém do que aquilo que aparece nas fotografias dos projetos. Quando falamos de envelhecimento, isso fica ainda mais evidente. A realidade nos mostra que o Brasil está envelhecendo rapidamente. Aquela pirâmide etária que aprendemos a desenhar nos livros de geografia já não representa o país que temos. E ainda estamos tentando entender o que isso significa para as nossas casas, para as nossas cidades e para o sistema de saúde. Eu costumo pensar que há uma pergunta simples por trás de tudo isso: onde queremos envelhecer? A resposta da maioria das p...

Arquitetura com alma: uma leitura de Humanizar de Thomas Heatherwick

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  Recebi o livro Humanize, de Thomas Heatherwick, pela Editora Olhares , e comecei a leitura com uma grande curiosidade, onde cada página me chamava para querer saber mais. O que encontrei foi um convite a observar com honestidade as cidades que estamos construindo, e o tipo de vida que elas silenciosamente moldam em nós. E tudo isso com uma diagramação extremamente criativa e nada entediante. Heatherwick escreve com o entusiasmo de quem acredita que é possível mudar o rumo das coisas. Ele denuncia, de maneira veemente, um fenômeno que muitos de nós já sentimos, mesmo que de forma difusa: a monotonia visual, a repetição enfadonha, a ausência de alma nos edifícios que compõem grande parte das cidades contemporâneas. Não é apenas uma crítica estética. O autor se apoia em estudos, experiências e relatos para afirmar que a falta de beleza nos espaços afeta nossa saúde mental, nossas relações e até nossa criatividade. O autor nos relembra uma lembrança clássica: Vitruvius e seus três pr...