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Mostrando postagens de junho, 2020

Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

A graça da imperfeição - Alejandro D'Acosta

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Muitas vezes sou impactada pela forma ao ver um projeto e ela me atrai de tal maneira que tenho que saber mais sobre quem a cometeu. No caso da  Casa La Lom a, uma edificação no México de 2018 com projeto de Alejandre D'Acosta. Um volume inusitado em um terreno pedregoso, cujo conceito tentava conciliar as exigências de espaço e bem viver do cliente com as referências culturais e históricas do lugar.  Obviamente fui em busca de conhecer mais sobre o arquiteto e achei algumas obras emblemáticas que me fizeram mergulhar mais em seu afazer arquitetônico.  Do seu facebook trouxe algumas imagens de obras e desenhos que sempre revelam as intenções e traços dos projetistas. Outro projeto seu, em parceria com a arquiteta Claudia Turrent, usa barcos e materiais reciclados para uma vinícola no vale de Guadalupe, no México. Seu conceito foi baseado em uma união da área ao mar, por isso o uso de barcos como elementos da construção. E por fim essa habitação na costa do pacífico, a R...

Festa Junina em tempos de isolamento social

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São João, quadrilhas, fogueiras, quantas belas recordações de infância! Beijos na quermesse, sorte dos namorados, quentão, pipoca e pé de moleque.  Bandeiras!!! E gente!!! Muita gente!! Mas em tempos de isolamento social, onde quem se preocupa com a comunidade entende a importância de se proteger e aos outros nesses momentos, como comemorar as festas juninas sem o contato físico??? Em primeiro lugar quem sabe pensando na origem da festa? O Santo que batizou Jesus e acabou enredado sem cabeça pelas danças de Salomé é reverenciado com muita alegria. Devia ser boa gente o cara que nasceu de uma mãe que tanto ansiava por um filho e só o teve em tempos tardios. Mas se formos olhar com lupa a história, veremos que na verdade as festas de solstício de verão no hemisfério norte eram de origem pagã e saudavam a fertilidade. E festa de fertilidade, meus caros, tem fogueira, vinho e cantos bacantes. E muito amor! Não a toa a paleta de cores resultante das comemorações é muito quente. Os tons ...