Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Ensinando as crianças a pensar como arquitetos

"O design é a tomada de decisões e a resolução de problemas, e essas duas coisas são muito relevantes para a vida cotidiana".Edith Tse
Sempre defendi a ideia de que o estudo do espaço devesse fazer parte da grade básica de ensino desde a infância. Mais do que fazer as maquetes de casas e ruas, o aprender como se tomam as decisões que formarão os lugares onde vivemos. Utopia? Várias pessoas acreditam que não. E estão agindo. Veja como. 



Uma das iniciativas que achei muito interessante é da Avoid Obvious Architects. Eles mantem uma iniciativa que ensina Design e Arquitetura para crianças através do projeto "Architecture for Children".

E não são ensinos apenas teóricos. As crianças se debruçam sobre problemas reais e tentam resolve-los, aprimorando a sua capacidade de entender o espaço e como ele funciona na prática. Leia mais sobre esta iniciativa AQUI.



Outra iniciativa para ensinar a criança a entender o mundo que se descortina aos seus olhos quando abre a porta da casa é a continuação da série Casa Cadabra. 

Já tinha contribuído via financiamento coletivo para o primeiro livro, que falava sobre as casas. E contribuí para o segundo que trata de cidades para brincar.
Através de uma divertida viagem por dez locais espalhados pelo mundo, as autoras mostram conceitos de urbanismo de maneira lúdica e amigável.
Alguém falou em livro para criança? De todas as idades, com certeza! E uma excelente dica para brincadeiras em sala de aula e com os filhos e netos.
A minha contribuição me deu direito a ter um nome no livro, junto com várias outras pessoas que acreditaram na ideia. Como a leitura, o descobrir, o incentivar sempre foram legados de meu pai, que sempre foi um grande construtor de sonhos, nada mais justo que fosse dele o nome que consta no livro.

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