Arquitetura, longevidade e o afeto como tecnologia

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Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes.   Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida.  Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...

Ideias para decorar no Inverno e as tendências 2017

Frio chegando nas terras gaúchas. Quer dizer, chegando mais um vez que tem ano que do verão salta direto para o inverno, fazendo do outono uma mera referência no calendário.

E como fazemos para preparar os ambientes para o frio? E dar uma cara de inverno para nossas casas? A primeira coisa que nos vem à mente quando caí muito a temperatura? Fogo.

Lareiras. Elas nos aquecem o corpo e a alma. 

E pensamos também em tecidos mais aconchegantes, que sejam macios ao toque e que tenham um bom conforto térmico. Veludos, couro e camurças são muito usados. Mas podemos pensar em mantas e almofadas de lã, de peles, de cores quentes para nos aninhar em nossas casas no inverno. 
A madeira em tons naturais ou mesmo em branco nos remete às casas mais antigas e aumentam a sensação de acolhimento.
Acolhimento. Retorno ao útero, ao colo amigo, ao estar conosco e com os que amamos. O que o verão tem de vida para fora, o inverno tem de vida para dentro. E por isso a importância de pensar com carinho nos enfeites e revestimentos que irão compor nosso espaço de viver.
E para quem está pensando em adquirir algo, estava lendo um artigo sobre as tendências de decor para 2017 e trouxe algumas dicas de lá:

Tons terracotas : Eles tem também tudo a ver com o inverno. Seja em paredes de tijolos, sempre um clássico, seja na escolha dos tons de almofadas e tecidos.
Cortiça : Muito anos 70/80. Paredes de cortiça, usada em móveis. É uma alternativa. Mas confesso que foi tão exaustivamente usada que eu ainda tenho uma memória cansada desse revestimento. Mas é útil e pode ficar bacana em detalhes.

Verde escuro: AS mostras de decoração apostaram muito nessa tendência. Eu até gosto, mas não sei se não cansará. Sugiro que usem em almofadas, em cadeiras, em detalhes.  

Cabeceiras estofadas - Sempre acreditei que as cabeceiras tem uma função : servir de encosto para leitura na cama. Talvez por isso até ache bonitas muitas opções não tão confortáveis, mas um estofamento sem dúvida me lembra cama gostosa de inverno.   

Refúgios : Seriam locais para estarmos em contato conosco e com os outros, longe da conexão que se tornou também uma fonte de cansaço em nossas tão vidas tecnológicas.  

Tons de joias: Após o uso dos pasteis, as cores de joias (acredito nas nacaradas) trarão um resgate de nossa ligação com nossas origens. Esmeraldas, Opalas, Quartzos evocam um romantismo suave e elegante.

Em compensação, eles não apostam nos cobres, no mármore, nos lofts (na verdade nos espaços mais compartilhados) e nos quadros com citações. Nesse último eu concordo. Acho que ficam melhores no Instagram que nas paredes.
Puxa...mas o que faço com meus objetos de cobre??? Jogo fora??? Não!!! Tendências são apenas sinalizações. Se você adora cobre e mármore, continue usando. Talvez apenas mescle com outros enfeites para dar uma renovada na casa.
Fonte das imagens

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