Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Casas com nome e alma - cenários de vida

Dizem que Arquitetura tem dia. Eu diria que tem alma. Casas tem alma. Casas tem nome. Pelo menos em alguns pontos desse simpático país chamado Uruguai.

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Assim como os escritores tecem teias em forma de palavras, o arquiteto tece volumes em forma de construções. Nosso afazer diário nos leva a criar novas realidades que vão além dos tijolos e argamassas. São involucros de sonhos e viram cenários de vidas, abrigam histórias reais ou imaginárias.  
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Fico imaginando percorrer viagens que me façam conhecer a vida dos que ali moraram. Quem criou? Quem sonhou? Que vidas levou ali dentro? Foi feliz, fez filhos, teve dúvidas. Plantou futuros....
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Cada casa, cada rua, cada jardim leva um pouco da alma de quem o imaginou e executou. Nada mais justo que sejam significados, que recebam nomes. Que contem histórias e que despertem ao que passa o olhar curioso da descoberta. Da vontade de imaginar qual nirvana havia em meu lar. Quem era Nico Mau (e se realmente o era). Let it Be....madrugada a dentro....

Que nome colocaria em minha casa? Destino? Porto Seguro? Caverna dos Mistérios? Que nome teria a sua?
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Tudo isso imaginei assistindo Leticia Wierzchowski falando de como a sua imaginação vê o Uruguai, como essas ligações estão inseridas em suas obras, em como grandes artistas e figuras humanas a influenciaram, passando pelas poesias de Neruda, as músicas de Jorge Drexler, a história fascinante de Antonio Lussich e até os jardineiros locais. 
Studio Clio
 Como já é de praxe, essas palavras foram acompanhadas de almoço referente ao tema e com gastronomia da chef Carine Tigre. Hoje foi um dia especial, reunião das colegas de oficina literária Versos de Fogo. Boa companhoa, boa comida e uma viagem pelas palavras. Um banquete dos sentidos.
Studio Clio
Salada
Entrada: Folhas com lascas de parmesão e redução de pomelo
Prato principal : Peixe
Prato principal : Peixe ao pesto de chorizo e calêndula com batatas em flor de sal  
Sobremesa : Crumble de arândanos e calda de doce de leit
Sobremesa : Crumble de arândanos e calda de doce de leite

Fotos : Elenara Stein Leitão

Comentários

  1. Aqui na "Morada Namorada" ficamos salivando ao ver a descrição deste almoço Clio...

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  2. Adoro else nome, Oscar! Merecia uma placa na frente. Já pensou que lindo se as casas da Vila tivessem nomes? Beijos

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