A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende
Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam. Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar. A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Estou orando por vocês. Força, amiga!
ResponderExcluirQuerida Elenara tão lindo e tão verdadeiro tudo que escreveste,realmente chega um momento na vida que os papéis se invertem, os troncos vivos e fortes,
ResponderExcluirviram galhos frágeis,que temos que cuidar com carinho até que o grande arquiteto da natureza os venham podar!
Teu pai foi uma pessoa que veio e cumpriu com brilhantismo e sabedoria todas as funções que Deus hle destinou.Foi e sempre será sempre um grande orgulho para todos nós!Deixou contigo a coragem e a garra pela vida!Que Deus
te proteja neste momento difícil
.Não fui tão valente assim,ontem quando teu tio saiu chorando da UTI,eu não pude entrar
Realmente este é um momento de muita dor mas a vida tem que seguir seu rumo . Os ensinamentos que ele nos deixou serão eternos em nossos corações
Querida Elenara tão lindo e tão verdadeiro tudo que escreveste,realmente chega um momento na vida que os papéis se invertem, os troncos vivos e fortes,
ResponderExcluirviram galhos frágeis,que temos que cuidar com carinho até que o grande arquiteto da natureza os venham podar!
Teu pai foi uma pessoa que veio e cumpriu com brilhantismo e sabedoria todas as funções que Deus hle destinou.Foi e sempre será sempre um grande orgulho para todos nós!Deixou contigo a coragem e a garra pela vida!Que Deus
te proteja neste momento difícil
.Não fui tão valente assim,ontem quando teu tio saiu chorando da UTI,eu não pude entrar
Realmente este é um momento de muita dor mas a vida tem que seguir seu rumo . Os ensinamentos que ele nos deixou serão eternos em nossos corações
Força, Elenara!
ResponderExcluirDe longe, mas contigo,
Oscar & Sil
Já passei por isso e perdi os dois num espaço de oito meses.Não é fácil, a dor é enorme mas creia Deus sabe de todas as coisas e nunca nos abandona.Força e estou rezando por vocês.
ResponderExcluirQue Nossa Senhora te envolva em seu manto de proteção.
ResponderExcluirElenara, o que tu escreveu toca fundo na gente... Já sinto algo semelhante há algum tempo, em relação aos meus pais, de que eles estão a cada dia mais frágeis e precisando cada vez mais de nós, embora em grau bem menor ainda.
ResponderExcluirAdmiro tua força e espero ter metade dela quando precisar.
Estou orando para que meu padrinho vença mais essa batalha.
E, também, por ti e pela Tia Helena.
E por todos nós que estamos unidos neste momento.
Lembrei do texto do Carpinejar, onde ele também menciona essa inversão de papéis a que tu se referiu.
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/donna/noticia/2013/10/fabricio-carpinejar-todo-filho-e-pai-da-morte-de-seu-pai-4290444.html
Sei que nessas horas não tem muito o que dizer, ainda mais quando a emoção e o amor falam mais alto.
Mas, fiquei pensando aqui, será que essa inversão não alcança outras esferas?
Eu imagino como deve ser difícil para um pai, que durante toda a infância, zelou e protegeu o filho, deixá-lo, de repente, livre para enfrentar o mundo, seguir seu próprio caminho e tomar suas próprias decisões, sabendo que pode (e vai) quebrar a cara e sofrer.
E isso tende a acontecer com qualquer relação amorosa. Quando amamos, tentamos proteger, a todo custo, a pessoa amada, de todos os males e, às vezes, por amar demais, podemos acabar causando-lhe ainda mais sofrimento.
É bem difícil traçar um limite onde a proteção daquele que ama começa a afetar a liberdade do ser amado.
Entretanto, se ultrapassado esse limite, o ser amado tende a começar a agir, não por si, mas pelo bem do outro.
É quando o ser amado se torna refém do nosso amor.
Amar, nesse ponto, é, também, saber desapegar.
Imaginemos um filho que precisa se mudar para o Japão para realizar seu sonho e que, fazendo isso, seus pais não poderão vê-lo durante muitos anos. Se ele for refém do amor dos pais, não fará a viagem. Ficará junto deles, embora em sofrimento.
O amor dos pais, nesse caso, deverá ser grande o suficiente para que lhe façam ir.
A nossa tarefa, enquanto "filhos em desvio de função", é ainda mais difícil.
Difícil saber quando a vida se transformou em sobrevida.
Difícil saber quando a sobrevida se tornou apenas um prolongamento do sofrimento.
Difícil saber se a pessoa está lutando por ela mesma, ou apenas por nós.
O fato é que, diferentemente do filho que deixa de ir para o Japão, nossos pais, de um jeito ou de outro, um dia, farão a viagem.
E, também como no exemplo do Japão, esse dia será mais difícil para nós.
Do que para eles.
;')
Bjo no coração
Com amor,
Cássio
ELENARA,
ResponderExcluirboa tarde!
Ñ sei se nos conhecemos (como te escrevi) - ms ñ é isso q importa agora. Li tua mensagem e, como os demais, emocionei-me. O q o Cássio escreveu: 'vida..sobrevida, ficam por ós e ñ por eles... prolongamento do sofrimento... '
Bem. moro no Rio há anos. Viajava 1, 2 x/mês para POA visitar minha mãe, que, durante 2 anos e meio, permaneceu sobre uma cama sem falar, poder comer normalmente, e outras tristezas. Pedia a Deus a salvasse... Até q minha tia me disse: "Mirna, pede a Deus o melhor PARA ELA... ela pode estar aqui apenas por tua causa"... Passei a orar diferente e, dentro de uns dez dias, ela partiu suavemente... Se viva estivesse, teria a idade aproximada de teu pai... Agora, vive entre os anjos...
Que Deus te ilumine e guarde, dando-te as forças necessárias para um momento assim tão triste... os que acreditam na imortalidade da alma , em sua transcendência, sentem que os seres amados partiram apenas fisicamente. Que Deus haja de forma que teu querido pai não sofra.
Fraternal e carinhosamente,
Mirna Cavalcanti de Albuquerque.