O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos
Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...
está uma onda de gelte mal educada nos blogs e facebook que eu vou te contar. insuportável! ontem, fizeram uma ofensa incrível contra a @margaretss, logo ela que é tão divertida e tão solícita. Beijooooo
ResponderExcluirReparei que as pessoas andam estressadas e mau humoradas. Pena delas, mas a vida é um Eco. E não ajuda nada, na vida prática, sair distribuindo ironias on. Não vi o que houve com a @margaretss, nada a ver não é mesmo ? Beijo
ResponderExcluirAlém da barriga tanquinho e a cara sem rugas, a versatilidade na absorção de novas tecnologias também passa... O jovem mal educado do comentário, se tiver a sorte de envelhecer, ainda vai morrer de inveja dos vovôs e vovós internautas de hoje!
ResponderExcluirFazíamos cálculos "na unha", literalmente na ponta do lápis. Vimos aparecer as primeiras calculadoras portáteis, elas evoluiram e nós precisamos aprender a programá-las. Migramos do vegetal e nankim para o desenho assistido por computador, e não apenas para uma versão mais nova do CAD, com mais uma ferramenta!
Duvide-o-dó que esta geração mais nova tenha metade do jogo de cintura, ou da capacidade de adaptação que nos foi exigida, e sabe por que? Porque diferente deles nós fomos treinados desde cedo no sivirômetro, não bastava apelar pro Titio Google e obter infindáveis tutoriais sobre qualquer coisa, havia que descobrir, criar, inventar, fazer seu próprio caminho, e quem parava para respirar era atropelado...
O tanquinho vai, a ruga vem, mas os recursos que amealhamos no percurso ficam. E entre eles, reputo como o mais valioso a sabedoria que pude absorver dos vovôs e vovós que convivi, cuja trajetória de vida passou por duas grandes guerras, e tiveram sua realidade transformada com o advento do rádio, e não apenas do celular.
Para esta sabedoria o Google não disponibiliza tutorial nenhum.
Um beijo do vovô,
Oscar
Não ligue Elenara.
ResponderExcluirVocê faz um trabalho incrível. Continue assim.
A internet é uma porta para os xingamentos anônimos, isso já é rotina para quem meche com a web.
Quem toma essas atitudes não pensa na pessoa do outro lado que lê a mensagem, ou quando o faz, acha que não irá se importar.
Parabéns por ser a pessoa que é.
Abraços carinhosos.