A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende
Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam. Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar. A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

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Elenara,
ResponderExcluirQue maravilha de post, muito bom, de uma clareza q profundidade, disse tanto de forma concisa,
Parabéns
Arnobio Rocha
Elenara,
ResponderExcluirnão li o livro, mas sua observação final matou a pau!
Nada mais esperável que também as mulheres, hoje tão ou mais cheias de reponsabilidades e obrigações do que os homens, sonhem com a agora antiquada entrega submissa, que não se engane, também permeia o imaginário masculino...
Mesmo que só para desopilar, seus posts são primorosos!
Oscar Müller
Obrigada Arnóbio e Oscar,
ResponderExcluirAplausos dos amigos sempre são um incentivo. Ainda quando se escreve sem pretensão de conteúdo. Valeu. Abração
Muito, muito bom.
ResponderExcluirValeu o desenho do que você pensa e a cor...
E você pode acrescentar no comentário, indicações de livro. como faz a Márcia...
Uma amiga que mora na Europa me falou maravilhas a respeito do livro, que ja estava no segundo volume, devorando a cada folha. Comprei assim que os primeiros exemplares desembarcaram aqui em SP. Resumo: nao consegui passar da metade do primeiro volume.
ResponderExcluirAssim como tu, li Julia e Sabrina desde que lancaram os primeiros, bem inocentinhos ate os mais apimentados. Portanto, 50 Tons me pareceu aqueles velhos romances repaginados.
Alem do mais nao gostei da quantidade de mencao a marcas famosas como Audi, Blackberry, etc.
Me surpreendeu muito 50 Tons de Cinza cair no gosto da mulher brasileira que a meu ver e bem a frente da heroina do livro.
Rejanegaucha@twitter
Amiga querida (aqui Tereza)
ResponderExcluirNenhum interesse no livro, mas o teu comentário....noooosssa é esclarecedor e parece de uma profi dos assuntos literários. Parabéns! Quem sabe numa dessas até dá prá ler o dito cujo. bjs