Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?
Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão. Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...


Bah! Como é bom ler posts de gente inteligente.
ResponderExcluiracho que recebi um elogio...obrigada
ResponderExcluirAbraços
Elenara, que termo ótimo. Genuíno. Acho que aplico a sustentabilidade afetiva aqui em casa e na minha vida também. Aliás, eu e a @samegui, irmãs colecionadoras de boas lembranças.
ResponderExcluirEu costumo me desfazer de coisas que não tem utilidade pra mim, porém estão em bom estado, podendo ser reaproveitadas por outros, sabe, inclusive repasso diretamente a amigos que tenham interesse, mas alguns artigos, pequenos móveis ou itens, louças e livros, por exemplo, deixo permanecerem, pois são a memória viva e gosto de conservar.
Em termos de arquitetura e decoração, acho exemplar que consigam envolver, agrupar objetos antigos aos novos agregando história, cultura e tradições. Curti o post e a ideia. Um abraço.
Perfeito Tiffany,
ResponderExcluirEu também achei genial essa definição porque exprime bem esse resgate de sentimentos e lembranças que tanto nos fazem bem. Adorei o teu comentário.
Beijos
Elenara
Sempre que o termo sustentabilidade é empregado vemos o nascer de algo novo e inspirador. A sustentabilidade afetiva une o que já está ali no canto com a vontade de lhe dar uma utilidade. Gostei bastante e é uma boa forma de pensamento. Abraços!
ResponderExcluirÉ isso aí Camesa, resgatar a utilidade do que aparentemente poderia ser descartado, relembrando nossas memórias e histórias que esses objetos representam.
ResponderExcluirBeijos