Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Obra de Lelé em São Carlos

Sempre admirei o trabalho do Arquiteto carioca João Filgueiras Lima. Mais conhecido por Lelé, ele é famoso pelos projetos que utilizam sistemas construtivos pré-fabricados. Bons exemplos são os CIEPs no Rio de Janeiro e os hospitais da Rede Sarah Kubitschek. 

Lelé doou o ante-projeto do Hospital Escola de São Carlos em 2004. Com um moderno sistema  de iluminação e ventilação naturais, o hospital vai abrigar ainda um centro de estudos para atender não só alunos dos cursos de saúde da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), mas também alunos de outras instituições. Fonte 




Segundo o site Guia da Construção a infra e superestrutura de concreto responderá por 8,17% do orçamento do empreendimento, enquanto alvenaria, divisórias e painéis, por 3,17% do custo. Além disso, a estrutura em sheds curvos proporciona uma ventilação natural por convecção cuja vazão de ar pode ser ainda complementada, quando necessário, por ventiladores instalados em entradas de ar situadas sobre um espelho d'água. Combinado com microaspersores com controle de vazão, o espelho resfria e umidifica o ar. "A partir dos dutos de adução, o ar passa pelo piso técnico, de onde, através de passagens na laje de piso, é insuflado nos ambientes do hospital por meio de 'dumpers' instalados nas divisórias de gesso acartonado estruturado", explica o engenheiro Vaico. A vazão de ar é controlada pelas venezianas horizontais motorizadas que formam os forros dos ambientes internos.

Um dos diferenciais da obra é que o projeto arquitetônico permite que o ar interno do hospital seja renovado de dez a 12 vezes a cada hora, deixando a climatização artificial apenas para ambientes onde as normas técnicas assim o exigem. 

O arquiteto e urbanista Luciano C. Butignon que trabalha na execução do hospital em São Carlos nos cedeu algumas fotos para que pudéssemos compartilhar aqui no blog.
























E para quem quiser saber mais sobre a obra de Lelé pode conferir no livro abaixo

Arquitetura - Uma experiência na área de saúde

Romano Guerra, São Paulo; 1ª edição, 2012
patrocínio: Usiminas e Holcim

Comentários

  1. Olá,

    Meu irmão mora em São Carlos e estuda na Ufscar.Já paasei várias vezes em frente a esta construção e não sabia que era do Lelé...adorei a novidade, agora sou mais fã ainda...rs.

    Bjos.
    www.casadebora.blogspot.com.br

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  2. O colega Luciano fez a gentileza de mandar as fotos dessa bela obra. Legal, mesmo. Que bom que o blog serviu para disseminar essa informação.

    Beijos

    Elenara

    ResponderExcluir

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