Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

Imagem
Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Obra de Lelé em São Carlos

Sempre admirei o trabalho do Arquiteto carioca João Filgueiras Lima. Mais conhecido por Lelé, ele é famoso pelos projetos que utilizam sistemas construtivos pré-fabricados. Bons exemplos são os CIEPs no Rio de Janeiro e os hospitais da Rede Sarah Kubitschek. 

Lelé doou o ante-projeto do Hospital Escola de São Carlos em 2004. Com um moderno sistema  de iluminação e ventilação naturais, o hospital vai abrigar ainda um centro de estudos para atender não só alunos dos cursos de saúde da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), mas também alunos de outras instituições. Fonte 




Segundo o site Guia da Construção a infra e superestrutura de concreto responderá por 8,17% do orçamento do empreendimento, enquanto alvenaria, divisórias e painéis, por 3,17% do custo. Além disso, a estrutura em sheds curvos proporciona uma ventilação natural por convecção cuja vazão de ar pode ser ainda complementada, quando necessário, por ventiladores instalados em entradas de ar situadas sobre um espelho d'água. Combinado com microaspersores com controle de vazão, o espelho resfria e umidifica o ar. "A partir dos dutos de adução, o ar passa pelo piso técnico, de onde, através de passagens na laje de piso, é insuflado nos ambientes do hospital por meio de 'dumpers' instalados nas divisórias de gesso acartonado estruturado", explica o engenheiro Vaico. A vazão de ar é controlada pelas venezianas horizontais motorizadas que formam os forros dos ambientes internos.

Um dos diferenciais da obra é que o projeto arquitetônico permite que o ar interno do hospital seja renovado de dez a 12 vezes a cada hora, deixando a climatização artificial apenas para ambientes onde as normas técnicas assim o exigem. 

O arquiteto e urbanista Luciano C. Butignon que trabalha na execução do hospital em São Carlos nos cedeu algumas fotos para que pudéssemos compartilhar aqui no blog.
























E para quem quiser saber mais sobre a obra de Lelé pode conferir no livro abaixo

Arquitetura - Uma experiência na área de saúde

Romano Guerra, São Paulo; 1ª edição, 2012
patrocínio: Usiminas e Holcim

Comentários

  1. Olá,

    Meu irmão mora em São Carlos e estuda na Ufscar.Já paasei várias vezes em frente a esta construção e não sabia que era do Lelé...adorei a novidade, agora sou mais fã ainda...rs.

    Bjos.
    www.casadebora.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  2. O colega Luciano fez a gentileza de mandar as fotos dessa bela obra. Legal, mesmo. Que bom que o blog serviu para disseminar essa informação.

    Beijos

    Elenara

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Cortina verde na fachada

DIREITO À PAISAGEM

Processo da Arquitetura

10 motivos para NÃO fazer arquitetura