Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Copa do Mundo


A lembrança mais longínqua que tenho de Copas do Mundo é uma multidão na praça central de Novo Hamburgo, escutando uma transmissão de rádio em um alto falante. A multidão explodiu em gritos. Gol do Brasil. Devia ser em 1962 e eu devia ter uns cinco anos.
1966 passou voando. TRIM no TRI. Foi só um susto.
Marcante foi a de 1970. Morava em Brasília e cada jogo era uma festa comemorada com buzinaço e carreata. Minha bandeira verde e amarela, feita pela mãe, foi roubada por um rapaz em um caminhão. O pai enfrentou a turma e recuperou meu troféu. Meu herói.
Era tempo de bolinhos de Copa. Coisa boa...era tradição a cada quatro anos...
Chegada dos campeões. Fomos de caminhão no Eixão, uma festa popular. Vivíamos numa ditadura, mas éramos TRI campeões do mundo. 90 milhões em ação...Prá frente Brasil, salve a seleção...
1982. Copa do final da faculdade. Trabalho de diplomação. Jogo ? Só de soslaio. Fomos campeões morais, nosso bonito futebol parou na Franca. Mas eu me formei.
1990. Itália. Tinha estado por lá poucos meses antes. Nossa atuação também não foi muito bonita. Mas depois fomos TETRA nos EUA. Gol salvador de Branco. Vai que é tua Taffarel (e não do Paolo Rossi). Capitão Dunga, olha o palavrão na frente do Al Gore...ainda bem que o americano verde não entende português....
E teve aquele vexame em Paris. Esquisito.
E finalmente veio o Felipão. Todo mundo tenta, mas só o Brasil é PENTA. Vai ver que é por isso que todo mundo tenta, mas só o ..................vai levar o passe do Felipão de técnico. Mas isso, e se vamos ser HEXAS em 2010 só os próximos dias – e jogos – dirão. Mas pelo menos a de 2014 já é nossa.

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