A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Copa do Mundo


A lembrança mais longínqua que tenho de Copas do Mundo é uma multidão na praça central de Novo Hamburgo, escutando uma transmissão de rádio em um alto falante. A multidão explodiu em gritos. Gol do Brasil. Devia ser em 1962 e eu devia ter uns cinco anos.
1966 passou voando. TRIM no TRI. Foi só um susto.
Marcante foi a de 1970. Morava em Brasília e cada jogo era uma festa comemorada com buzinaço e carreata. Minha bandeira verde e amarela, feita pela mãe, foi roubada por um rapaz em um caminhão. O pai enfrentou a turma e recuperou meu troféu. Meu herói.
Era tempo de bolinhos de Copa. Coisa boa...era tradição a cada quatro anos...
Chegada dos campeões. Fomos de caminhão no Eixão, uma festa popular. Vivíamos numa ditadura, mas éramos TRI campeões do mundo. 90 milhões em ação...Prá frente Brasil, salve a seleção...
1982. Copa do final da faculdade. Trabalho de diplomação. Jogo ? Só de soslaio. Fomos campeões morais, nosso bonito futebol parou na Franca. Mas eu me formei.
1990. Itália. Tinha estado por lá poucos meses antes. Nossa atuação também não foi muito bonita. Mas depois fomos TETRA nos EUA. Gol salvador de Branco. Vai que é tua Taffarel (e não do Paolo Rossi). Capitão Dunga, olha o palavrão na frente do Al Gore...ainda bem que o americano verde não entende português....
E teve aquele vexame em Paris. Esquisito.
E finalmente veio o Felipão. Todo mundo tenta, mas só o Brasil é PENTA. Vai ver que é por isso que todo mundo tenta, mas só o ..................vai levar o passe do Felipão de técnico. Mas isso, e se vamos ser HEXAS em 2010 só os próximos dias – e jogos – dirão. Mas pelo menos a de 2014 já é nossa.

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