Comunicação pública, acessibilidade e cidadania: quando as escolhas falam mais alto

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Vivemos tempos curiosos. Nunca produzimos tanta informação e, ainda assim, milhões de pessoas seguem excluídas de decisões que afetam diretamente suas vidas. Muitas vezes a barreira não está na falta de acesso à internet ou aos meios de comunicação. Ela se encontra muitas vezes na linguagem, na complexidade desnecessária, na distância criada entre quem comunica e quem precisa compreender. Foi com essa reflexão que participei, como assessora de acessibilidade, do 1º Congresso Gaúcho de Comunicação Pública, realizado em Porto Alegre. Promovido pela Dominus Consultoria e Capacitação em parceria com a Estratégia de Comunicação & Copy Sawitzki Inovação e Experiência Humana, o evento reuniu profissionais, gestores públicos, pesquisadores e especialistas para discutir temas que hoje ocupam lugar central na vida democrática. Ao longo do dia, palestrantes como Sandra Bitencourt, Maria José Finatto, Rodrigo Abella, Soraia Hanna, Daniela Machado, Leandro Rolim e Gustavo Ferenci compartilhar...

Discursos e bla bla bla

A maioria das pessoas adora adotar palavras que viram moda. Haja vista os Are Baba da vida. Se fosse traduzir para o bom português, seria uma exclamacão, ou em porto alegrês uma expressão muito nossa: bem capaz. Ou resumindo Capaz ???!!!

Pois nas profissões acontece o mesmo. De tempos em tempos os discursos assumem palavras e as usam de maneira muito repetida, quase que ficam sem conteúdo de tanto serem usadas. Alguém já viu discurso de arquiteto explicando projeto de mostra de decoração:
 
Esse ambiente remete a uma época tal ....Fiz uma brincadeira que assume um caráter lúdico , Brinquei com a mistura de tons, materiais, etc. 

E agora uma amiga me conta que além dessas, os móveis estão dialogando entre si. Essa cadeira Barcelona dialoga bem com essa mesa império, remete a uma mescla de movimentos, uma espécie de brincadeira de sensações, etc, etc

Um bom projeto, seja de edificacões ou interiores, deve falar por si. E mais deve ser passível de ser explicado em palavras que mostrem que tem conteúdo e não são meras linhas tracadas ao bel prazer. Nada contra o discurso, mas tudo a favor da criatividade. Mesmo nas palavras.

Comentários

  1. Hehe... adorei! É que eu acho que eles tentam transmitir, com palavras, as sensações agradáveis ou desagradáveis que a estética pode desencadear.
    Mas é uma tentativa discutível, pois, como dizem, uma imagem vale bem mais que mil palavras...

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  2. Tem coisas que irritam. Estes são os "memes" de linguagem, que se repetem e se repetem sem sabermos suas origens. Uma coisa que me irrita profundamente nos vícios de linguagem é o "gerundismo" (virou tendência). Mas tem um que é mais que irritante: o uso indiscriminado do "entendi" .. meeeeeu deeeeus, que coisa horrivel, para tudo o sujeito entendeu!. Acho que originou de AnaMariaBrega: insuportável! Risos e beijos

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