Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Leia isto se quer fazer desenhos incríveis

Como resistir a um título desses???? Se eu, que sempre gostei de desenhar desde pequena, passei por algumas dificuldades para aprender desenhos mais técnicos, imagine quem não se imagina com um lápis na mão, se expressando em forma gráfica? Quem não gostaria de aprender a desenhar, nem que seja para simples exercício de desopilar as ideias? Se colorir imagens prontas já é uma baita terapia que mobilizou tantos, imagina poder rabiscar sem medo? E com prazer? Pois é isto que este livro se propõe a mobilizar na gente.

Confesso a vocês que tenho saudades de um tempo sem muita conexão, onde deixava a mente correr solta e brincava com lápis e papel, sem nenhuma pretensão que não fosse a alegria de rabiscar.

Das brincadeiras infantis passei a exercitar o desenho como forma de expressão das ideias que me brotavam à mente. Aprendi a fazer perspectivas, fui em busca do que fazia o desenho transcender as duas dimensões. Aprendi que existiam pontos de fuga e que o simples rabisco podia ser o início de um belo projeto. Bons tempos.
Desenhos que fazia no tempo da graduação como mero exercício pessoal
Depois do advento da era CAD e com o exercício para dominar a técnica do desenho via computador, acabei por deixar meus devaneios gráficos um pouco de lado. 

Mas senti falta.

E quando me deparo com chamamentos para a arte de representar meus olhares e pensamentos via mão livre e sentimento, me agrada muito. Foi o caso deste livro.

Lições simples e diretas que não apenas nos fazem ter vontade de pegar um lápis, mas que atuam para desinibir nossos receios de não saber fazer.


Me peguei lendo algumas de suas palavras além do exercício do desenho. 


E quando vamos às técnicas vemos que elas são expostas de maneira direta e muito didática. Uma leitura agradável que mobiliza nossa vontade de rabiscar. E rabiscar. E rabiscar de novo.


Minha expressa sugestão: leia munida de alguns lápis, borracha e caderno de desenho. E solte-se! E lembre:
Se você empacar, apenas siga em frente
Leia isto se quer fazer desenhos incríveis - Selwyn Leamy

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