O espaço que envelhece com você: o que a arquitetura tem a ver com os seus próximos 30 anos

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Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...

A volta das cozinhas fechadas?

As cozinhas compartimentadas estarão voltando? Depois das famosas cozinhas americanas praticamente ganharem a preferência dos moradores, principalmente de pequenos apartamentos, parece estar havendo uma volta à procura por imóveis com as cozinhas "fechadas". Pelo menos é o que li nesse artigo que me chamou a atenção.

Eles apontam várias razões para isso. Entre os muito ricos há uma preferência por cozinhas onde os chefs contratados possam cozinhar com mais privacidade. E alguns muito ricos querem duas cozinhas, uma mais gormet e outra mais fechada e usada por funcionários!

Mas para os clientes com bolsos mais próximos da realidade da maioria das pessoas, e com cozinhas pequenas ou muito pequenas, são apontadas algumas vantagens para o fechamento:

É mais saudável: Se não vemos o ambiente da cozinha, não pensamos tanto em comida. Será? 

A qualidade do ar é melhor: E aqui vou colocar o que li no artigo, dito por um engenheiro Robert Bean
Como não existem normas de proteção ambiental que regem cozinhas residenciais, seus pulmões, pele e sistema digestivo se tornaram o filtro de fato por um souflé de monóxido de carbono, dióxido de azoto, formaldeídos, compostos orgânicos voláteis, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, partículas finas finas, e outros poluentes associados com a preparação da refeição. 
Nossa! Isso parece um bom argumento para que tudo isso não se espalhe pelo resto da casa. E pensar que a nossa preocupação era com as frituras e com os odores...

Exaustores que não funcionam a contento. Nas ilhas em que o exaustor está sobre o fogão há alguns que dizem que não são tão eficientes.

Enfim, será que estamos vendo mudanças na preferência do público ou mais uma moda que não será duradoura? A conferir. O que acham?

Leiam também:



Cozinhas abertas

Cozinhas fechadas estão voltando?

Cozinha
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