A casa também envelhece com quem mora nela

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Conheci o arquiteto e urbanista Ciro Férrer em uma live sobre GeroArquitetura, onde ele falou como nasceu a sua vivência neste campo: foi cuidador da sua avó por cinco anos. Aquela experiência transformou a sua visão de ver a arquitetura não apenas como técnica, mas principalmente como uma missão humana. Eu senti uma empatia com a sua história porque é bem semelhante com a minha. Cuidei e acompanhei meus pais em época de maior fragilidade por cerca de vinte anos. E também como ele, percebi que a arquitetura deve ser uma ferramenta de resgate. De que o projetar não deve ser apenas para o momento presente, mas para ser uma prevenção e garantia de que você, nosso cliente, continue sendo o protagonista da sua própria vida, com a dignidade que merece e sem depender excessivamente de filhos, familiares ou amigos. Fui me aprofundar mais sobre a prática e a teoria de Ciro Férrer e isso me fez pensar em algo que observo há muitos anos na prática profissional. Costumamos imaginar o envelhecimen...

Foto de arquitetura premiada


Um tempo atrás, não muito, mas antes da pandemia, li sobre um desafio para um concurso de fotografias arquitetônicas pelo portal Architizer. Era o 
2020 One Photo Challenge.

Um adendo para falar sobre fotos e arquitetura. São lindas, é uma forma de expressão artística que valoriza as obras dos arquitetos, além de ser uma forma de venda impressionante. Mas se forem reparar bem, as fotos em sua maioria retratam espaços sem pessoas. É como se fossem maquetes 3D feitas na realidade. 

A presença das pessoas sempre traz o aspecto de humanidade, de mundo real, de escala às fotos. Desperta emoções que a simples presença dos prédios não o faz. Vejam o exemplo de uma das duas vencedoras que está acima. É da categoria Não Aluno: “Women Gather” de Bruce Engel ( BE_Design ).

O ângulo em que foi tirada e a presença das pessoas valorizam o projeto de Sharon Davis Design, o Centro de Oportunidades para Mulheres. Um centro multifuncional que ajuda mulheres vítimas de guerra em Ruanda. Os tijolos que conformam esse local fotografado foi produzido pela cooperativa feminina e o local ajuda a que mais mulheres possam, através de um espaço projetado por mulheres, seguindo técnicas tradicionais da região, executado por mulheres, e usado para que elas possam aprender em um local seguro e que lembra de certa forma um útero que gera vida.

“A arquitetura na fotografia não pode permanecer impessoal; não podemos confiar na luz e no ângulo perfeitos, precisamos mostrar o inesperado e contar uma história. ” Ema Peter - jurada

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