Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Minha jornada é feita de arquitetura, escritas, buscas de pesquisadora e o ato de comunicar. Tudo junto. Amalgamado. São essas as moradas onde habito e onde meus sentimentos criam raízes. Entre plantas baixas, livros, encontros intergeracionais e projetos coletivos, fui encontrando um eixo comum: o afeto como tecnologia humana. Esta percepção sustenta meu trabalho e define minha atuação entre a técnica e a escuta, entre os espaços e a cidade que temos e os que precisamos construir. Fundamentos Técnicos e o Olhar para o Futuro Sou arquiteta formada pela UFRGS (1982), com especialização em Engenharia de Produção focada na construção civil pela mesma instituição (1998). Esta base técnica me permite atuar com precisão na criação de ambientes seguros, onde o desenho arquitetônico serve como suporte para a autonomia ao longo da vida. Minha prática profissional hoje é dedicada à pesquisa em gerontoarquitetura e ao conceito de aging in place, a capacidade de viver em sua própr...
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Dicas baratas para automatizar sua casa
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Bacana poder ligar uma luz ou um ventilador do celular, não? Uma
possibilidade que já era estudada desde muito, com as primeiras pesquisas
sobre as chamadas
edificações inteligentes e a domótica.
o termo Domótica (residência automatizada) seria a residência unifamiliar que
reuniria integradamente os controles de consumos de água, luz, segurança,
comunicação, entre outros, que hoje são feitos isoladamente. A Domótica têm
sido muito discutida na França,(Santin,1994), onde recebe o incentivo do
governo, tendo este o objetivo de atuar no sentido de melhorar as condições de
vida dos cidadãos, necessidades levantadas em pesquisa junto à população. Como
o uso de sistemas interligados é ainda muito oneroso para grande parte da
população, e tendo em vista o seu alto impacto social, em termos de reduções
energéticas, auxílio para idosos e deficientes na sua ligação com vários
locais, o governo tem atuado no sentido de fomentar a produção industrializada
destes sistemas, de modo a ampliar o leque de usuários.
Hoje, com o uso de
gadgets para tomadas e lâmpadas, por um preço bastante acessível, podemos ter muito mais comodidade, sem
ter a necessidade de grande obras elétricas, nem em quebrar paredes para
passagem de fios.
No vídeo abaixo podemos ter uma aula divertida com as possibilidades de fazer com as nossas casas fiquem mais automatizadas de forma econômica e sem muito trabalho.
Agora uma pequena reflexão: é legal sim poder colocar uma luminária cheia de bossa no forro ou controlar as cenas com cores de maneira bem tranquila com o celular (ou smartphone, se preferirem), mas na verdade para grande parte das pessoas é apenas um joguinho bacaninha. A grande utilidade desse tipo de ajuda é na acessibilidade das muitas pessoas que tem dificuldades de locomoção, seja por idade, seja por doenças, em que poder controlar vários aspectos da casa de um só local pode significar muito mais autonomia e qualidade de vida.
Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências: Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos! Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante. Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom. PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com ...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Fonte Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos. Fonte Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas. Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana e talvez tenha vindo e...
Li uma reportagem sobre as disparidades entre os modelos de desenvolvimento urbano da China e dos Estados Unidos , utilizando o contraste entre Xangai e Nova York . Enquanto a cidade americana enfrenta altos custos e obras que levam décadas devido à burocracia e processos democráticos, a metrópole chinesa executa projetos com extrema rapidez e economia . Fazendo um breve resumo sobre os dois modelos e seus resultados, cheguei a uma dúvida incomoda. 1. Introdução: O Abismo entre o Conceito e a Realidade Para qualquer habitante de uma metrópole ocidental, os tapumes de obras públicas parecem ter se tornado parte permanente do mobiliário urbano. A frustração com cronogramas que se arrastam por gerações e orçamentos que estouram antes mesmo do primeiro pilar ser erguido é um sintoma da obsolescência infraestrutural. No entanto, a série do programa Fantástico da rede Globo chamada " Entre Dois Mundos " revela que esse marasmo não é uma regra global....
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