A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Rede de pesca reciclada vira luminária

Um grande problema a causar poluição nos mares são as redes de nylon. Já falei sobre uma forma de reaproveitamento em forma de objetos em De redes fantasmas a conchas. Agora soube de um novo projeto, dos designers portugueses André Teoman e Ana Rita Pires, chamado RE_DE, que dá um novo uso ao material descartado na forma de luminárias.

O nome do projeto faz um jogo com as palavras rede (que também denomina a web) com o prefixo RE para demarcar uma ação repetida. Reusar, reciclar estão no foco de muitos projetos que se preocupam com o excessivo uso de materiais e o seu correto descarte.

Usando os fios de nylon das redes que coletaram nas praias, os designers as teceram com outros plásticos e formaram dois tipos de luminárias: horizontais e verticais.



Fotos e Video - AT Studio

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