Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Libeskind falando por 17 palavras de Arquitetura

Estamos acostumados a julgar a obra de arquitetos pelos olhos. Olhamos seus projetos, sejam desenhos, maquetes eletrônicas ou mesmo fotos quando já estão prontos. Visualizamos os espaços que criaram e eles falam ao nosso senso estético que é muito baseado na visão.

Mas e quando os percebemos por palavras? Quando eles falam de 17 palavras que inspiram a Arquitetura e sentimos suas obras e suas almas expondo suas visões.

É o exercício que me permiti ao ouvir o vídeo onde Daniel Libeskind compartilha algumas palavras (e ele o faz em uma contraposição muito interessante com os opostos) e nos mostra a sua essência ao criar. Podem não concordar com a sua posição, podem até não gostar de suas obras, não é o fundamental. O foco é sentir a paixão e como as palavras podem expressar todo um afazer arquitetônico nos mostrando que Arquitetura se faz de todos os sentidos, mas principalmente de conteúdo e posicionamento.

Expo Milão 2015: Pavilhão de Vanke / Daniel Libeskind, © Hufton+Crow
Linbeskind nos fala de fascinação, de como a arquitetura é feita de otimismo já que aponta soluções de futuro e mudanças. É feita de expressividade com espaços que falam, não apenas são visíveis, mas que ajudam a transpor o abismo da história ao criar algo que  nunca foi feito antes (e aqui juro que me lembrei dos tripulantes da Enterprise e senti um novo apelo arquitetônico. Não riam, foi real...)
Ground Zero - Sketches
 A arquitetura é radical e política pois confronta ideias existentes para criar novas vidas e novas opções.

Ground Zero

Enfim, mais que glorificar a arquitetura de Daniel Libeskind e suas obras, gostei de ouvir seu discurso e experienciar todas as possibilidades da arquitetura falada.
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