A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Arquitetando um Natal de Luz, Paz e Criatividade

Pronto, mais um ano que vai findando. E já nem importa se você cumpriu a sua lista de desejos/tarefas/convicções. As horas passaram e é hora de agradecer.

Natal é antes de tudo, gratidão.

Encerramos mais um ano. Foram dias e noites em que crescemos, alcançamos objetivos, rimos, choramos. Amamos e brigamos. Fomos gente. Fomos abjetos. Mesquinhos e rasgamos a lista de tarefas porque outras mais urgentes/prazerosas/necessárias se fizeram presentes.

Como arquitetamos nosso ano que passou? O que de bom e ruim tiramos de lição? Que fique em nós a lembrança de seus dias e que eles nos alicercem a alcançar mais objetivos/amores/risadas no novo ano que inicia. 
Arquitetando um Natal de Paz
O Natal é hora de dar uma pausa nos passos apressados. De buscar dentro de nós o espírito mais desarmado. De aprender com o bom velhinho a dar mais HoHoHos e menos mimimis. 
E chegou o Natal
 Nem tudo deu certo? No que depender da gente, que fique a lição. No que fugir de nosso alcance, que reste a compreensão. Não dá para aceitar? Hora de se fortalecer que luta se faz com corpo e espírito forte. E que as tuas lutas tragam acima de tudo felicidade para ti e para os demais. Que uma verdade absoluta sempre transparece: não somos ilhas e vivemos de trocas.
Calendário do Advento
 Arme seu coração mais generoso. Olhe em volta e agradeça. Aliás, coloque em seu novo ano um momento diário para agradecer. Sempre há um motivo para sorrir e para respirar. Ajude. E agradeça se puder ajudar mais que ser ajudado. Se precisar de uma mão/abraço/palavra esteja de coração aberto e agradeça. 
Papai Noel, traz um presente para mim...
Limpe sua mente dos acessórios inúteis. Seja mais simples e mais sincero. Da vida só se leva o que se vive. Então, viva. Do jeito mais puro e cheio de luz que souber.
Natal feito à mão
 Cerque-se de beleza. Nem sempre ela está nos objetos da moda ou nos cheios de marcas e luxo. A beleza está na natureza. Tenha tempo para desfrutá-la. A beleza está na convivência. Dê seu tempo para os amigos, pais, amores e pessoas que cruzarem seu caminho, 
Tim tim arquitetônico
Celebre. Celebra as vitórias e as derrotas. As primeiras te fazem feliz. As segundas te ensinam. E creia que os percalços da vida podem ser sábios professores. 
O menos é mais...
Brinque. Brinque muito. Não perca a oportunidade de sorrir, de ser leve, de expandir sua alegria pelo mundo. 
Olha a cor pantone do ano!
E aproveite esses dias de descanso para pensar (e agir) de forma diferente do habitual. Seja foco de luz, de paz, de criatividade e generosidade para as pessoas em redor. Encarne o espírito Natalino e curta.  

Seja piegas, seja presente. Aliás dê seu tempo de presente para quem você ama. Arquitete seu Natal com alegria. E sejam todos muito felizes porque a gente precisa de um tempo para amar nesse mundo tão conturbado.

Feliz Natal!  
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