A cidade que não te vê: quando o espaço urbano envelhece mais rápido do que aprende

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  Há uma cena que se repete em muitas de nossas cidades com uma regularidade que incomoda. Uma pessoa idosa para na esquina, olha para os dois lados, e espera. E muitas vezes o sinal já abriu. Ela espera porque sabe, por experiência acumulada no corpo, que o tempo de travessia não foi feito para o seu passo. Ela aprendeu a calcular antes de sair de casa. Calcular nas calçadas. E calcular mais uma vez, nas esquinas, enquanto os carros aguardam com uma impaciência que não se disfarça. As engrenagens e buzinas que o digam.  Essa cena dura talvez trinta segundos. Ela não costuma aparecer em nenhum relatório de mobilidade urbana. E é justamente por isso que precisamos falar.  A hostilidade que afasta Existe um tipo de arquitetura hostil que já se fala bastante: o banco com divisória no meio para impedir que alguém deite, o piso pontiagudo embaixo do viaduto, a cerca elétrica que delimita o que é de quem. São dispositivos que dizem, sem ambiguidade, você não pode ficar aqui...

Um Natal cheio de palavras

Palavras.

De palavras são feitas as leituras. Sejam livros, sejam blogs. Palavras expressam muitas ideias, emoções que de outra maneira se perderiam no limbo que recolhe o que nunca foi escrito.

Povos sem alfabeto perderam de contar suas histórias, quiçás tão ou mais ricas que as nossas.

Mas também existem as palavras que perdem seu momento. Páginas que talvez queiramos esquecer. Jogar fora. Queimar para que delas não reste recordação. 

Muitas talvez tenham sido as palavras jogadas ao vento em 2015. Mas com certeza muitas mais as que calaram tão dentro de nós. 

Me inspirei nas palavras para mostrar algumas ideias de enfeites de Natal que as usam. Me pareceu tão poético. Um Natal literário.
Xmas tree paper
Arvorezinhas tão singelas com as notícias do ano que passou. Um resgate de momentos.
Árvore Natal de papel
Uma árvore com nossas esperanças de um mundo mais bacana.
árvore de natal de papel
Um encadeado de coisas que vivemos. Ou das que deixamos de viver....
Enfeite de natal diferente
Um enfeite que lembre o quanto nossos sentidos culinários foram aguçados. 
Cartão de Natal
Os presentes que falem por si.
Cartão Natal literário
E os desejos de todos nós: felicidades e a liberdade de ter esperança. Novamente. Sempre.

As imagens estavam no meu arquivo, não tenho as referências. Se alguém se sentir prejudicado ou quiser que coloque a autoria, é só falar.

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