Blog da Arquiteta Elenara Stein Leitão que, desde 2004, fala sobre arquitetura, urbanismo, interiores e design abordando assuntos ligados à sustentabilidade e uma concepção de espaços que conciliem bom gosto, funcionalidade e aconchego com um toque humano.
Imaginemos uma manhã comum em qualquer cidade por aí: alguém acorda, vai ao banheiro no escuro, tropeça no batente que nunca incomodou tanto antes, segura a parede porque não há barra de apoio, e pensa que está ficando velho. Não está. Está vivendo num espaço que nunca foi pensado para o corpo que ele tem hoje. Esse é o ponto que me interessa. Envelhecer todos (os que tiverem sorte) vão. Mas até que ponto a arquitetura ignora estes processos? As projeções nos dizem que o Brasil vai ter 58 milhões de pessoas com mais de 60 anos em 2060. E o que estamos construindo para receber esse contingente? Apartamentos com corredores de 80 centímetros. Banheiros onde dois adultos mal conseguem se virar. Entradas sem rampas. Calçadas que parecem ter sido projetadas para testar equilíbrio. A cidade, como eu costumo repetir por aqui, nunca te viu. E a maioria dos lares também não. "Aging in place" não é um conceito de design escandinavo importado para Instagram. É o direito de permanecer no ...
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Fascínio das miniaturas
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Miniaturas...uma fascínio para muitos.
Nunca me detive a respeito da origem dessa síndrome de Gulliver em Lilipute. Gulliver é um médico que naufraga (coisa comum na literatura dos séculos passados) e vai cair em uma terra onde ele é um gigante e todos são minúsculos. As situações parecem divertidas vendo as dificuldades de se adaptar aos ambientes e utensílios feitos para outra escala que não a dele. Que o digam as pessoas que fogem aos padrões considerados normais pela sociedade...Pois bem essa terra de Lilipute está envolta em uma guerra de duas facções que se digladiam e por aí vai a história que muitos devem fazer uma relação com a vida real. E era para o autor que retratou a disputa vigente na Inglaterra de sua época, entre os "whigs (liberais, que resistiam à ascensão de um rei católico) e os tories (conservadores e defensores do direito divino ao trono)".
Pois é, fugindo da ficção (?) e partindo para a vida real, encontramos muitos desses objetos que parecem vir de Lilipute em ofertas e em vídeos. Um que me chamou a atenção foi esse abaixo, em que é mostrado um processo singelo de fazer o café para uma minúscula xícara...
Não sei vocês, mas isso me encanta. Me lembra um tempo de mais delicadeza, onde os gestos sutis tinham mais lugar e onde se podia sonhar com mundos de quimeras e quem sabe, construir utopias.
Não sem coincidência, que elas não existem e sim sincronias com as energias reinantes, fui escolhida pela arquitetura, essa profissão que brinca com as escalas, e onde podemos simular em maquetes, os ambientes que projetamos para a vida real.
Talvez isso também explique esse meu olhar mais terno até sobre essas invenções que usam objetos do cotidiano para simular um mundo liliputiano que enxergamos como Gulliveres, em nossa ânsia de fazer um mundo todo certinho, ou pelo menos do jeito que achamos ser certo.
E aspiramos ter aquelas maravilhas do Design que jamais caberão em nosso orçamento na escala real, mas que podem estar em nossas estantes em sua forma mais pequeninha. E brincamos de ser "cult"
Lindo sua matéria, estou aqui pq minha amiga tem uma filha que gosta de miniaturas e estou procurando algo para fazer para ela, já me ajudou muito, entrei no site indicado e vi q podem ser feitas de epóxi. Obrigada!
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Essa casa super simpática me lembrou de imediato duas referências: Uma, os edificios em Atenas que ficavam perto do meu hotel. Todos tinham imensas floreiras que fazia com que ficassem tão simpáticos! Mas olhando com mais foco, me veio a segunda referência. Na verdade as fachadas da frente e fundos são como segundas peles, floreiras que criam um micro clima super agradável no interior do prédio. Justo como a casa do colega Oscar Muller. Eu juro que tenho fotos no computador, mas não consegui acha-las para colocar aqui. A dele é uma casa de vila e, na parte dos fundos, tem uma cortina de metal onde as plantas, em geral trepadeiras, se mesclam e criam um efeito super interessante. Não achei mais referências sobre esse projeto no site e não sei o autor do projeto e nem como é feita a manutenção das floreiras. Em algumas se tem alcance por dentro da casa, em outras me pareceu um pouco complicado, mas o conceito é super bom. PS: O Elcio no comentário abaixo deixou o link com ...
Arquitetura....sonho dourado de muitos jovens que sonham com um futuro glamouroso e cheio de notas na conta bancária. Mas será realmente assim? Veja algumas razões de porque NÃO fazer arquitetura. 1- Principal motivo: DINHEIRO. Para os que visam a recompensa financeira em primeiro lugar: Arquitetura não é uma mina de ouro. Esqueça os figurões que vê na mídia com escritórios em Miami e Paris. Eles são a minoria da minoria. A grande maioria dos colegas arquitetos está ralando em seus escritórios ou em escritórios alheios. E ainda faz bico no fim de semana. 2- Recompensa intelectual : Tudo bem, não vou ganhar rios de dinheiro, mas vou ser reconhecido como uma pessoa criativa e maravilhosa que vive para ajudar os outros. Sim! Ajudar os amigos, parentes e conhecidos dando palpites de como eles podem arrumar suas casas e espaços. Palpite não é projeto , lembre. Sem contar que fica horas pesquisando para achar soluções interessantes e vem alguém e copia. E leva as glórias. 3- Saúde ...
Quem conhece a realidade de um canteiro de obras e dos operários da construção civil brasileira sabe que nem tudo são flores. Não é exatamente o ambiente onde se espera encontrar quem faça Arte no sentido literal da palavra. Artes em formas de prédios eles fazem todo dia. Mas uma reflexão a respeito do que fazem, do material que usam, é uma iniciativa que merece todos os aplausos. É o que proporciona a OSCIP Mestres da Obra , idealizada entre outros pelo arquiteto Arthur Zobaran Pugliese. Nessa entrevista AQUI ele fala de como foi o inicio do projeto, quando ele e Daniel Machado Cywinski, educador ambiental, " inseriram alguns conceitos de arte e design utilizando resíduos de construção no canteiro e, que em pouco tempo surtiram efeito com um pequeno grupo de operários" . Dessa semente inicial surgiu a Mestres de Obra que hoje tem obras em exposição, algumas premiadas. Bandeira do Brasil feita com sobras de obra Sim! Os operários trabalham com resíduos da construção...
Fonte Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos. Fonte Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas. Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana e talvez tenha vindo e...
gostaria de saber onde posso adquirir peças de miniaturas
ResponderExcluirAbaixo das fotos, existem os links de onde foram tiradas. Talvez ali ajude a achar locais onde vendem miniaturas. Em bazares costumam ter também.
ExcluirLindo sua matéria, estou aqui pq minha amiga tem uma filha que gosta de miniaturas e estou procurando algo para fazer para ela, já me ajudou muito, entrei no site indicado e vi q podem ser feitas de epóxi. Obrigada!
ResponderExcluirQue bacana, Lílian! Fico feliz! Abraços
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