Pular para o conteúdo principal

Fascínio das miniaturas

Miniaturas...uma fascínio para muitos. 

Nunca me detive a respeito da origem dessa síndrome de Gulliver em Lilipute. Gulliver é um médico que naufraga (coisa comum na literatura dos séculos passados) e vai cair em uma terra onde ele é um gigante e todos são minúsculos. As situações parecem divertidas vendo as dificuldades de se adaptar aos ambientes e utensílios feitos para outra escala que não a dele. Que o digam as pessoas que fogem aos padrões considerados normais pela sociedade...Pois bem essa terra de Lilipute está envolta em uma guerra de duas facções que se digladiam e por aí vai a história que muitos devem fazer uma relação com a vida real. E era para o autor que retratou a disputa vigente na Inglaterra de sua época, entre os "whigs (liberais, que resistiam à ascensão de um rei católico) e os tories (conservadores e defensores do direito divino ao trono)".

Minúsculas peças de cozinha
Pois é, fugindo da ficção (?) e partindo para a vida real, encontramos muitos desses objetos que parecem vir de Lilipute em ofertas e em vídeos. Um que me chamou a atenção foi esse abaixo, em que é mostrado um processo singelo de fazer o café para uma minúscula xícara...



Não sei vocês, mas isso me encanta. Me lembra um tempo de mais delicadeza, onde os gestos sutis tinham mais lugar e onde se podia sonhar com mundos de quimeras e quem sabe, construir utopias.

Fonte
Não sem coincidência, que elas não existem e sim sincronias com as energias reinantes, fui escolhida pela arquitetura, essa profissão que brinca com as escalas, e onde podemos simular em maquetes, os ambientes que projetamos para a vida real. 
Fonte
 Talvez isso também explique esse meu olhar mais terno até sobre essas invenções que usam objetos do cotidiano para simular um mundo liliputiano que enxergamos como Gulliveres, em nossa ânsia de fazer um mundo todo certinho, ou pelo menos do jeito que achamos ser certo.
Fonte
 E aspiramos ter aquelas maravilhas do Design que jamais caberão em nosso orçamento na escala real, mas que podem estar em nossas estantes em sua forma mais pequeninha. E brincamos de ser "cult"
Fonte
 Brincamos de ter um mundo arrumado e organizado...
Fonte
Fonte
Um mundo talvez mais próximo ao que sonhamos quando pequenos.

E você? Curte miniaturas? Conta teus motivos para a gente!

Gostou? Compartilhe e nos siga também nas redes sociais

Twitter Flipboard Facebook Instagram Pinterest
snapchat: arqsteinleitao 

Comentários

  1. gostaria de saber onde posso adquirir peças de miniaturas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Abaixo das fotos, existem os links de onde foram tiradas. Talvez ali ajude a achar locais onde vendem miniaturas. Em bazares costumam ter também.

      Excluir

Postar um comentário

Sua opinião é super importante para nós ! Não nos responsabilizamos pelas opiniões emitidas nos comentários. Links comerciais serão automaticamente excluídos

Postagens mais visitadas deste blog

Casa Kiah, um santuário sustentável forte e positivo com home office

Uma herança que a pandemia de 2020 nos lega é uma maior consciência com os nossos espaços residenciais. Fomos obrigados a conviver full time em nossas casas, as usando como local de trabalho e não apenas como dormitórios. Isso fez com que o olhar se tornasse muito agudo para as necessidades e as deficiências a corrigir. Não a toa o boom de reformas e mudanças daqueles que podem se dar a este luxo no período após muitos meses isolados. Eu mesma tenho escrito menos no blog e isso é consequência direta de toda a gama de emoções que afloraram neste período onde portas se fecham e janelas se abrem .  Por isso achei interessante como assunto de volta, trazer esta casa australiana que contempla exatamente essa necessidade de focar em espaços de qualidade em uma casa de campo. Um casal, seus três gatos e a vontade de um "santuário forte e positivo" que incluiu, na reforma da residência, um dormitório que fosse mais que um local de dormir e um espaço para trabalhar com conforto e aleg

Transparência e estrutura em madeira na nova loja da Apple na Tailândia

Uma grande árvore em madeira cercada por um fechamento em vidro é a aparência da maior loja da Apple na Tailândia. Projetada pelo renomado estúdio de  Foster + Partners  foi inaugurada em julho de 2020, em plena pandemia. Batizada de Apple Central World, a loja tem um diâmetro de 25 metros e sua forma foi gerada por uma curva de Bezier 360 °, uma curva paramétrica usada em computação gráfica. Veja AQUI mais detalhes de como foi feito. Todos sabemos que a Apple segue o conceito de se diferenciar em inovação e as suas lojas representam esse modo de se posicionar no mercado. Na nova loja asiática são usados 1461 perfis de carvalho branco europeu no revestimento da coluna de suporte do telhado.  A aparência interna é de um grande tronco que sustenta a copa de madeira em balaço. Uma escada de aço inoxidável serve de conexão para os andares. O prédio tem um fechamento totalmente envidraçado o que permite a visão da cidade e a transparência externa para quem vê o prédio que se mostra e convi

Calungas, a representação da escala nos desenhos

Fonte Embora as fotografias de Arquitetura raramente tenham seres humanos, as representações gráficas dos projetos as tem. As calungas. Este nome esquisito foi o que aprendi a nominar a representação humana nos desenhos, a tal da escala humana, que mostra de maneira mais clara como os espaços se conformam em proporção aos nossos corpos.  Fonte Hoje é muito comum que tenhamos blocos de seres humanos, animais e plantas em todos os programas gráficos. E há sites onde podemos buscar figuras das mais diversas etnias e movimentos para humanizar nossas plantas e perspectivas. Me lembrei das calungas ao falar com um colega arquiteto, bem mais jovem que eu, que me mostrou fotos de projetos da década de 80, com simpáticas figuras, simulando movimentos. E, para minha surpresa, ele nunca tinha ouvido falar do termo calunga. Como eu nunca tinha parado para pensar sobre isso, fui dar uma rápida pesquisada e achei que o termo tem origem africana  e talvez tenha vindo em função das b

Banheiros na China: um problema que o governo quer atacar

Acordo de manhã e faço algo quase automático. Vou ao banheiro. Ao dar descarga no vaso e usar a água que sai das torneiras para lavar o rosto e escovar os dentes, não lembro que este é um privilégio que 60% da população mundial não tem. Segundo dados da ONU  cerca de 4,5 bilhões de pessoas não tem o luxo de ter um banheiro em boas condições para usufruto. Foi criado inclusive um Dia Mundial dos Banheiros, em 19 de novembro, para marcar o alerta sobre o tema. Nem sempre lembramos disso. Nossas preocupações com banheiros são mais estéticas e nossos maiores problemas são com um maior ou menor tamanho dessas peças. Nos damos ao requinte de termos vários espaços sanitários em nossas casas. Mas e se não fosse assim? Lembro de minha mãe contando sobre as casinhas de sua infância, os locais que ficavam afastados das casas e onde as pessoas satisfaziam suas necessidades fisiológicas. Em muitos locais do planeta essa ainda é a realidade. Mesmo naquela que todas as previsões apontam como