Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

O Velhão, a Véia e o resgate do passado

Já falei várias vezes que sou uma fissurada pela História e talvez essa fosse minha segunda opção de profissão. Saber o que houve antes de nós, como as pessoas reagiram e como aconteceu o que aconteceu é das lições mais valiosas para conhecer os seres humanos. Porque digo e repito sempre: a tecnologia evolui mas a humanidade e suas paixões permanecem as mesmas...

Então imaginem como achei interessante saber desse espaço em São Paulo onde amigos foram almoçar. Primeiro porque uma metrópole (cada vez mais cinza) como a capital paulista sempre me esconde surpresas que me fazem ama-la. Apesar de. 
"....Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso"
   
 O Velhão e sua inusitada história. Que começa na vontade e desejo (são o mesmo?) de alguém que curte o passado. E o resgata na forma de objetos. Tanto o faz que acaba virando um negócio e para isso compra uma gleba de terras no "meio do nada" que era a região da Cantareira na ocasião. 
 E da primeira gleba e das outras que se sucederam nasce um "centro comercial" que perdura após sua partida desse plano. Sua mulher administra então o negócio e como a sua comida é elogiada, surge um local de gastronomia e ela assume o apelido de Véia.
 As fotos dessa postagem foram tiradas por meus amigos para me passar uma noção do que é o lugar ( e já me despertar a vontade de conhecer em uma próxima viagem à São Paulo). 
Pelo que pude apurar, não existiu um projeto formal e os ambientes parecem ir acontecendo em uma complexa harmonização que lembra como a natureza faz em suas caprichosas criações que parecem fugir de um planejamento mais formal. E esse é justamente o seu charme maior...

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva


 Saiba mais sobre o Velhão AQUI

Trechos da música Sampa de Caetano Veloso são citadas no texto




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snapchat: arqsteinleitao 

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