Quando o clima muda, quem cuida de quem envelhece?

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Gosto de caminhar pelas ruas de minha cidade. Moro há 50 anos nesta Porto que já foi mais alegre. Envelheci caminhando pelas lombas e ruas que eram corredores verdes, luta de quem subia em árvores e das pessoas que se reuniam aos vizinhos para lutar pelo seu entorno. A cidade também envelheceu. As concepções urbanas de conquistas ambientais meio que se perdem na memória dos transeuntes apressados. Dizer um bom dia já causa mais espanto que sorrisos. Todos correm na cidade que acumula poças de água em dias de chuva cada vez mais frequentes. E podas cada vez mais catastróficas. Temo imaginar como será no verão.  Pelo que leio dos verões em outros hemisférios, há cada vez mais ondas extremas. Fico imaginando onde encontrar sombras, cada vez mais escassas. Assim como bancos públicos, sem falar das calçadas com seus  desníveis conhecidos, aqueles que a gente aprende a evitar depois de alguns tropeços. Imagine os novos. Aqueles consertos de empresas, meio mal feitos, que logo são de...

Como nos velhos tempos - sustentabilidade afetiva em restaurante


Comer é um ato cada vez mais revestido de sentimentos. Lembranças de comidas da infância. Paladar afetivo. E é apostando nesse eterno buscar referências que surge a proposta dessa charmosa rede de padaria em seu restaurante em Novi Sad, na Sérvia. O Kao Nekad Restaurante & Bakery tem um nome que significa "como nos velhos tempos"....  


Os espaços mostram exatamente esse clima de história da gente e do afazer da padaria. Os clientes tem que passar pelo restaurante para chegar aos pães. Uma estratégia bem conhecida já que usada nos nossos super mercados. Colocar o produto chave ou os mais procurados em locais que façam com que os clientes percorram outras gondolas. E no caso dessa proposta, percorram o restaurante.  
 A escolha dos revestimentos passa pelos tons mais escuros, a madeira que sempre traduz aconchego e elementos que remetem à história da rede.
A iluminação mais intimista (embora com a luz necessária) complementam a sensação de volta à uma era menos agitada, menos tecnológica, mais artesanal. E creio que vende bem a ideia de qualidade mais requintada dos produtos.

Desenho: Slavica Djokovic
Fotografia: Dragana Dobric
 

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