Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Ideias criativas para colocar fotos em paredes

Nunca antes na história humana se fotografou tanto e menos se guardou....

Quantos de nós ainda imprimimos nossas fotos? Quantos ainda olham mais de uma ou duas vezes a grande maioria de fotos que tiramos? Tudo bem que estejam na nuvem, mas e se não organizamos isso muito bem, como achar se as queremos? Será que ainda as queremos ver? 

Alguém me disse que os sobreviventes do Katrina, aquele furacão imenso nos EUA, tinham uma grande frustração: terem perdido suas memórias, suas fotos de infância, de família....será que nós também não passarmos por isso algum dia? 

Sempre fico um tanto melancólica quando constato que a web não é um meio assim tão seguro de guardar coisas importantes. Leio agora que o (outrora famoso) fotolog cerrou as portas. E sem aviso prévio. E com ele se foram memórias de milhões de pessoas! Isso não é pouco. Só a nossa família tinha ali umas cinco ou seis páginas, repletas de fotos, comentários, lembranças. Um tesouro que dificilmente será resgatado. Algumas páginas eu guardei nos arquivos de algum PC ou note. Algumas também se perderam em disquetes, fitas vhs, slides....

Há que se pensar nas ferramentas que usamos para guardar nosso passado. As fotos mais importantes eu costumava imprimir. Tenho uma penca de álbuns que fizeram a alegria de meu pai nos seus últimos anos. Porque queiram ou não, há medida que os anos passam, a memória do passado se torna mais relevante e precisamos revisar e revisitar nossa trajetória. 

Por isso também, deixo aqui sugestões de como expor em nossas paredes um pouco desses momentos impressos. Imaginem se o Instagram some do mapa algum dia também? Somos conhecidos como uma geração que muito registrou mas quase nada deixou impresso? 
Parede lousa com fotos
Uma ideia bacana para quem tem uma parte lousa é desenhar as molduras e colocar alguma explicação. É uma maneira barata e dinâmica de ir registrando os momentos. E a medida em que as fotos forem sendo trocadas, as antigas podem ir para álbuns. 

Fotos nas paredes

Outra ideia que não é cara, é usar ganchos (na foto são torrinhas de madeira) com fios. As fotos ficam presas com fita dupla face. 
Fotos com molduras nas paredes
Para quem quer um pouco mais de formalismo e tem disponibilidade financeira, um mural com pequenas molduras podem registrar seus momentos mais marcantes. 
Fotos com molduras nas paredes
Outra variação do mesmo tema. Molduras sempre sairão mais caro, mas dão um destaque muito belo nas paredes.

Fotos na porta
Duas sugestões bem criativas. Arrumar as fotos - e lembranças variadas - ao redor da moldura da porta. É um trilho de mesa com as fotos. Eu particularmente faria uma impressão, acho que ficaria mais pratico. Uma ideia interessante para aniversários e casamentos informais. 
Fotos como trilho de mesa
Vejam a fonte dessas imagens e outras sugestões no link abaixo

Mas....e tudo tem um mas na vida, podemos ser uma geração adolescente. Aqueles que acham mico qualquer coisa de ontem. E talvez então achemos bom que nossas memórias se percam no limbo da história. Talvez....

 
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