Renomear a arquitetura: quando a teoria precisa olhar para a vida

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Há livros de arquitetura que nos ajudam a entender melhor projetos e/ou a trajetória de um profissioal. Há outros que ajudam a entender melhor a própria arquitetura.  Renomear a arquitetura em sua evolução técnica, formal e ética (Editora Olhares) , do  renomado arquiteto catalão Josep Maria Montaner, pertence à segunda categoria. Fazia um tempo que um livro de teoria não me pegava tanto para a leitura e reflexão. Um dos motivos é que, depois de tantos anos trabalhando com arquitetura, uma questão continua me acompanhando desde sempre: para quem estamos projetando? A pergunta parece simples. Talvez até óbvia. Mas basta lançar um olhar mais crítico para nossas cidades, nossas casas e nossos edifícios para perceber que esta pergunta ainda está longe de ser respondida de maneira satisfatória. Quem circula por esses espaços? Quem consegue permanecer neles? Quem é considerado quando uma calçada é desenhada, quando uma moradia é planejada, quando se define a altura de uma banca...

Garantindo a independência com design inclusivo

Estava lendo um artigo muito interessante sobre Design Inclusivo e como vai além da Arquitetura e Acessibilidade quando me deparei com o projeto de inclusão que vou mostrar abaixo.

Me preocupo muito como o mundo da tecnologia e da Arquitetura vem evoluindo em muitos aspectos, mas deixando de ser acessível em outros. Já falei sobre isso em a tesoura e o design para idosos. Como vivemos mais e há uma forte (e saudável) tendência de integrar com autonomia as pessoas com alguma deficiência em nossa sociedade, nada mais natural e urgente que o Design - seja de produtos seja de morar e trabalhar siga algumas regras básicas como ser poder ser usado por várias pessoas, ser flexível no uso, ser SIMPLES e INTUITIVO (bom senso projetistas!!!!) e poder ser usado sem esforço físico.
Pois vejam essa adaptação feita pelo escritório LineSync para um jovem que ficou tetraplégico aos 26 anos. Um jovem artista que queria um casa que fosse a sua cara e que lhe permitisse viver com autonomia, mas que não contava com uma grande verba para isso. O resultado? Um projeto pragmático, criativo, funcional e que usa materiais de construção comuns. E que permite ao seu morador exercer as mais cotidianas funções como comer, dormir, tomar banho e viver de forma independente e com conforto.   

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